Natal

Como Conseguir que Funcionários Socializem Durante a Festa de Natal

Como Conseguir que Funcionários Socializem Durante a Festa de Natal

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Neste Artigo:Criando uma atmosfera amigávelAjudando as pessoas a confraternizarem

A festa anual de Natal da empresa está chegando e de alguma forma você acabou ficando encarregado de tudo. E com isso, você pode começar a perceber que os funcionários da sua empresa não se conhecem muito bem. Isso pode ser uma receita para uma festa ruim, mas se você tiver habilidades de planejamento, será capaz de fazer os empregados se misturem sem problema alguém.

Parte 1

Criando uma atmosfera amigável

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    Não faça com que a festa pareça um evento de trabalho. Se você quer que as pessoas se socializem e sintam-se confortáveis para curtir a festa, crie um ambiente festivo para que as pessoas esqueçam-se do trabalho. Se puder, dê a festa em outro local, como na casa de alguém, um salão de eventos ou um restaurante, para que as pessoas se sintam mais à vontade. Caso isso não seja possível, tente criar no escritório um clima agradável, coloque enfeites, decore uma árvore de Natal ou faça o que puder para transformar o ambiente em um lugar divertido.
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    Crie um ambiente que ajude as pessoas a se misturarem. Evite luzes brilhantes que façam a festa parecer uma reunião. Quando puder, diminua um pouco as luzes para criar um brilho suave, fazendo com que as pessoas se sintam menos envergonhadas e mais amigáveis. Toque músicas que criem uma atmosfera de diversão, mas que os incentivem a conversar uns com os outros. Não deixe o ambiente muito frio ou os convidados ficarão mais propensos a irem embora.
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    Escolha os alimentos e bebidas certas. Se quiser que a festa seja um sucesso, gaste mais dinheiro com bebida do que com comida. Dito isso, você deve ter comida o suficiente para que as pessoas possam comer e não ficarem bêbadas muito rápido. Deixe claro se isso será um tipo de jantar ou se terá apenas lanches ou sobremesas. Se as pessoas souberem o que esperar da festa, eles ajustarão o apetite. A bebida fará com que os funcionários comecem a falar e a comida irá mantê-los ocupados.

    • Coloque os alimentos e as bebidas na área central para que as pessoas não se isolem. Deixe os alimentos em bandejas leves, que possam ser passadas de mão em mão.
    • Não escolha alimentos que necessitem de muito esforço para ser ingeridos, como frango ou bife. Escolha alimentos que você possa facilmente morder ou mergulhar em molhos e que não tirarão a concentração da conversa dos convidados.

Parte 2

Ajudando as pessoas a confraternizarem

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    Ajude as pessoas a se conhecerem com atividades divertidas. Organize jogos divertidos como dardos, sinuca, karaokê, ou até mesmo a dança da cadeira, para juntar as pessoas. Planeje qualquer atividade que ajudará as pessoas a se misturem, mas sem falar sobre trabalho. Caso queira ser mais criativo, aqui estão algumas outras atividades para que os funcionários possam se divertir enquanto se abrem:

    • Jenga;
    • Batalha de dança;
    • Jogos de tabuleiro;
    • Concursos com prêmios;
    • Charadas.
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    Ajude as pessoas que não se conhecem a encontrarem algo em comum. Encontre dois funcionários que você acha que deveriam se conhecer e apresente-os. Fale sobre um tópico que ambos curtem, como futebol, filmes ou até mesmo política. Mantenha a conversa rolando e depois procure por outros convidados que você possa fazer o mesmo.
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    Faça com que os funcionários preencham um questionário com antecedência. Antes da festa, cada convidado deverá preencher um questionário sobre si mesmo. Inclua temas como “passatempos incomuns”, “o que mais me irrita”, “primeiro emprego”, “momentos mais embaraçosos”, “férias dos sonhos”, etc. Depois, use essas informações para criar um jogo do tipo descubra quem é. Assim que todo mundo tiver adivinhado quem é quem, você pode anunciar as respostas corretas e, se quiser, pode premiar o vencedor com mais acertos. A ideia principal é revelar coisas sobre os funcionários que irão desencadear muita conversa depois.

    • Certifique-se de que o questionário seja algo divertido e que não usará muita informação pessoal. Seu objetivo é fazer os funcionários se sentirem confortáveis, não o contrário.
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    Deixe claro que ninguém pode discutir assuntos de negócios na festa. O objetivo dessa celebração é ajudar os funcionários a se conhecerem como pessoas, não como funcionários. Falar sobre o trabalho evita que as pessoas cheguem a se conhecerem fora do escritório. Falar sobre o trabalho também pode ser muito chato para os membros da família ou convidados dos funcionários, que se sentirão excluídos da conversa.

    • Lembre-se de que algumas pessoas são muito tímidas ou nervosas e podem não ser capazes de encontrar qualquer coisa para falar além do trabalho. Se elas insistirem nesse assunto, não seja o chato que decide o que eles podem ou não falar.
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    Não deixe ninguém ficar muito bêbado. Um pouco de álcool pode fazer as pessoas se abrirem e se sentirem à vontade, mas muito pode fazer com que deem o maior vexame, dizendo e agindo da forma que não fariam se estivessem sóbrias, como confessar um paixão ou dizer ao chefe que vai se demitir em um mês. Se você encontrar alguém que esteja exagerando um pouco na bebida, tente orientá-la ou arranje alguém que a leve em segurança para casa.

    • Na mesma nota, se você quer que as pessoas se divirtam, não pode ter uma festa cheia de motoristas designados. Elabore um plano para os funcionários pegarem carona juntos ou chame táxis com antecedência para levá-los para casa. Dessa forma, as pessoas se sentirão mais relaxadas e prontas para se misturarem, em vez de se preocuparem com o que bebem e como voltarão para casa.

Dicas

  • Circule e verifique se as pessoas estão se divertindo, ajude-as durante a festa, caso pareçam tímidas.
  • A maioria dos funcionários que conhece pelo menos uma outra pessoa a ajudará a se enturmar.


Como Comprar um Presente de Natal para sua Paquera

Como Comprar um Presente de Natal para sua Paquera

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Um presente diz muito sobre você. Não apenas diz que você gosta bastante de alguém para comprar um presente especial, mas também mostra que você considera e presta atenção na pessoa. Este artigo vai ajudar você a encontrar o presente especial para a menina de quem você gosta.

Passos

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    Descubra com sutileza o que ela quer. Pergunte a ela sobre a cor preferida, o animal ou passatempo predileto. Todo mundo tem um interesse típico; alguma coisa com a qual se identificam. Está aí o segredo para um bom presente.

    • Pense sobre esportes, atividades, animais, bandas, autores ou artistas dos quais ela gosta. Algum desses interesses é um presente em potencial.
    • Converse com amigos em comuns ou com as colegas dela para investigar sem levantar suspeitas. Não tenha vergonha em perguntar. Pergunte os interesses de outras meninas, também.
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    Use seu lado feminino. Provavelmente, não é uma boa ideia comprar uma estátua de caveira para a garota, a menos que ela curta esse tipo de coisa. Ponha-se no lugar dela e pense nas coisas que as garotas geralmente gostam.

    • Jóias, flores e doces geralmente são boas opções. Note: se você pretende comprar alguma dessas coisas para ela, não espere que seu gesto seja interpretado como de amizade. Essas coisas gritam “eu gosto de você”.
    • Roupas também podem ser uma boa opção, mas escolha com cuidado. Camisetas, lenços, chapéus e meias são um bom presente.
    • Por outro lado, roupas íntimas, lingerie, camisolas ou qualquer outra coisa que vá por baixo das roupas não é legal! É muito pessoal e pode ser levado para o lado errado, ou resultar em um tapa. Você pode presenteá-la com roupa íntima somente se tiver permissão!
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    Tome cuidado com quanto vai pagar pelo presente. Isso pode parecer estranho, mas a garota pode ficar desconfortável se você comprar um colar de R$ 200 e ela comprar para você um par de meias. Ou nada. Você pode querer dar o mundo para ela, mas isso pode ser meio estranho.

    • Se você ainda está conhecendo ela ou a conhece por pouco tempo, escolha presentes de menos de R$ 50. É fácil conseguir um bom presente que seja legal e de bom gosto e não custe muito caro. Pense em:
      • Um conjunto de papéis e envelopes se ela for romântica e gostar de escrever cartas. Uma caneta também pode ser legal.
      • Um conjunto de velas com cheiro. Lembre-se de que as velas que você acha cheirosas podem não ser do gosto dela.
      • Uma câmera polaroid. Esse é um nome chique para câmeras de baixa qualidade, mas que dão ótimos (e baratos) presentes.
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    Faça um presente para ela. Comprar um presente – qualquer um pode fazer isso. Fazer o presente, por outro lado, exige esforço e dedicação. Se você realmente quer mostrar a ela que se importa, faça alguma coisa de que ela vá gostar.

    • Existem várias coisas que você pode fazer por ela. A maioria envolve um pouco de artesanato. Talvez uma cesta de palha ou algum porta copos estiloso. São idéias que você pode trabalhar em cima.
    • Faça um colar com fita e miçangas, ou pequenos imãs com fotos de vocês dois.
    • Se ela gosta de comidas, faça cartões de receitas onde ela pode imortalizar as receitas favores, ou um buquê de frutas com as frutas preferidas dela.
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    Dê algo que reflete o interesse comum de vocês. Se vocês dois gostam de fazer alguma coisa similar, porque não fazer ela feliz e ao mesmo tempo reforçar o que vocês têm em comum? Coisas em comum podem significar mais tempo juntos.

    • Se vocês dois gostam de um time ou um esporte específico, compre ingressos para um jogo. Descubra ela realmente gosta do jogo antes. Você não vai querer convidar ela para um jogo de futebol e descobrir que ela acha o esporte incrivelmente chato.
    • Se vocês dois gostam de arte ou de culinária, compre um curso online para ambos. São atividades legais para fazer em grupo e acabam sendo uma boa desculpa para passarem um tempo juntos!
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    Faça um embrulho legal. Faça um embrulho com papel de presente e uma fita bonita. Meninas não gostam de receber presentes em um saco de lixo.

    • Existem vários métodos diferentes de embrulhos que você pode tentar. Você também pode pagar para que certas lojas façam o embrulho.
    • Experimente um pouco. Algumas pessoas embrulham o presente dentro de um presente. Por exemplo, faça um buraco dentro de um livro velho e coloque um pequeno presente embrulhado dele. Por último, embrulhe o livro.
    • Mesmo que você vá dar a ela ingressos ou alguma coisa que caiba em um envelope, tome cuidado para deixar o envelope legal. Faça uma boa impressão com um papel fino de boa qualidade.
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    Dê um cartão. Quando for dar a ela um cartão, não pegue o primeiro que vir na estante. Escolha um que diz alguma coisa sobre o quanto ela é especial. Todas as meninas gostam de ouvir que são especiais.

    • Escolha um cartão curto e gentil. Você provavelmente gostaria de escrever um texto longo, mas muito drama pode fazer ela se sentir pressionada e envergonhada. Seja simples.
    • Cartões são uma boa oportunidade para você dizer algo que ela vá lembrar.
      • Você pode ser romântico e sugestivo e dizer algo do tipo “Escolher presentes não é fácil, mas vale muito a pena por ver você feliz”.
      • Ou você pode ficar com o amigável, familiar ou engraçado: “Espero que suas festas sejam cheias de alegria”.
  8. 8
    Quando der a ela o presente, tente dar um rápido abraço. Quando ela estiver alegre com o presente incrível que ganhou, vá para o abraço. É normal se abraçar depois da troca de presentes.
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    Dê o presente pessoalmente. Você vai deixar uma boa impressão se der o presente pessoalmente. Você mostra que é confiante e que realmente se importa com a garota a ponto de combater suas inibições.
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    Não leve isso muito a sério. Com sorte, ela vai ver que você gosta dela. Fique calmo e prossiga com tranquilidade.

    • Se ela tiver um presente para você ou der alguma coisa nas próximas semanas, há uma boa chance de que ela realmente valoriza você como amigo ou de maneira mais íntima.
    • Se ela realmente gostar do seu presente, você pode arriscar e dizer a ela o que sente. Ela pode até confessar o que sente! Você deve fazer isso em um lugar mais vazio (por exemplo, não na escola, no trabalho ou em uma festa) para não passar vergonha se a reação dela ficar aquém do esperado.
    • Pode ser muito chato se ela não der um presente e deixar de falar com você. Ela provavelmente não gosta de você do mesmo modo que você gosta dela, mas nunca se sabe. O jeito mais certo é perguntar para ela. Você não tem nada a perder.
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    Seja confiante. Se você comprar um presente para uma menina, não dê para trás. Mesmo que a garota não goste muito do presente, ela ainda vai gostar da ideia. Reforce seus sentimentos através de suas ações.

Dicas

  • Faça ela se sentir especial de algum modo quando der o presente.
  • Se for dar flores, saiba se ela gosta de atenção ou não. Se ela for tímida, talvez você deva mandar flores para a casa dela, e não para o trabalho.
  • Para muitas garotas, um bom e velho CD serve. Converse com ela sobre música e descubra algo que ela não tem. É uma ótima conversa.
  • Experimente deixar o presente em um lugar onde ela encontre. Assine o cartão, para que ela saiba que foi você. É muito melhor para alguém desfrutar o presente quando recebe sozinho, sem distrações. Tome cuidado com esse plano se ela tem colegas de quarto, ou de trabalho, etc. Deixe bem claro quem é o destinatário do presente!
  • Compre roupas de tamanho apropriado. Você não quer dar nada muito longo ou muito curto.
  • Não faça ela se sentir obrigada a dar algo em troca do presente.
  • Evite dar a ela um vale-presente. Isso mostra que você não sabe do que ela gosta e não se esforçou para achar alguma coisa especial. A menos que seja alguma coisa que ela vá realmente gostar, como um vale para a loja preferida dela.

Avisos

  • Não assuma imediatamente que ela gosta de coisas fofinhas, cor de rosa, de menina. Algumas meninas não gostam disso.
  • Descubra se ela tem um relacionamento com alguém. Se ela estiver namorando, pode não ser a melhor hora para dar um presente cheio de sentimentos.
  • Se você ver que ela não gostou do presente, não entre em pânico. Sempre terá outro aniversário ou Natal.

Como Comprar Presentes de Natal Quando Não se Tem Muito Dinheiro

Como Comprar Presentes de Natal Quando Não se Tem Muito Dinheiro

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O Natal está chegando. Todos estão indo às compras, comprando e embrulhando presentes. Mas e se você não tiver muito dinheiro para gastar? Não tema: a ajuda está a caminho!

Passos

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    Poupe o quanto antes possível. Um pouco de cada vez ajuda bastante. Se puder, guarde de 10 a 20 reais uma ou duas vezes por mês e coloque o dinheiro na poupança. Assim, ele rende juros.

    • Fale com seu chefe ou banco sobre ajustar uma transferência automática. Se você nunca vê o dinheiro saindo do seu contracheque, é menos provável que sentirá falta dele.
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    Descubra o seu orçamento. Veja a quantas pessoas quer presentear e quanto dinheiro você tem. Fique dentro do seu orçamento. Não perca tempo nem use o orçamento como uma estimativa bruta; um orçamento é uma promessa, então cumpra-a.

    • Use programas de computador para ajudar você a montar seu orçamento. Na era da internet, fazer um orçamento está cada vez mais fácil, rápido e intuitivo. Use um programa financeiro para ajudar você a cumprir suas metas!
    • Não conte com a sorte ou com um bônus. Apenas conte com o dinheiro que você sabe que vai ter.
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    Pense em criar os presentes. É a intenção que importa, não o preço do presente. Faça um colar para sua irmã, ou um bichinho de pelúcia para seu priminho bebê.

    • Alguns outros itens para considerar fazer se você é este tipo de pessoa:
      • Um livro de desenhos com capa de couro é mais fácil do que você pode achar.
      • Um descanso de panelas usando uma rolha de champanhe velha, montada em forma de um belo floco de neve ou estrela.
      • Transforme um pote de vidro antigo em uma lâmpada retrô.
      • Faça luminárias em formato de flores usando embalagens de ovos de forma simples e rápida.
      • Uma guirlanda ou outras decorações para porta para dar àquela pessoa especial, mostrando seu espírito natalino.
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    Se tiver tempo, procure por objetos que você tenha, mas não queira mais. O lixo de um homem é o tesouro do outro, mas apenas se esse tesouro ainda estiver intacto, for útil e respeitável. Você não quer dar a ninguém uma torneira quebrada só porque ela está lá de bobeira na sua garagem.

    • Assim que você ficar sem dinheiro, não tem jeito. Não justifica gastar dinheiro extra só porque é um ótimo negócio ou porque você tem que ter esse objeto. Encontre outras maneiras criativas de lidar com a verba curta.
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    Descubra a personalidade da pessoa que vai presentear. Comprar um presente com sucesso depende de saber do que a pessoa gosta. Pode parecer fácil, mas nós geralmente compramos presentes que nós achamos legais ou que nos apetece. Sempre tenha em mente o que a pessoa gostaria de receber.

    • Por exemplo, se sua prima for uma promotora musical, considere dar-lhe um CD ou LP de um artista que ela possa gostar.
    • Se, por exemplo, seu irmão for um explorador ávido, dê um guia de viagem ou um livro de fotografia sobre o lugar ao qual ele tem interesse em ir.
    • Equilibre os interesses de quem será presenteado com a sua necessidade de economia. Você dará aos seus entes queridos e pessoas amadas presentes apropriados, mas sem ficar no vermelho.
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    Descubra o que a pessoa tem ou não tem. Examine atentamente a sala, o escritório e o guarda-roupa dela para ver seus objetos. Isso dará a você tanto uma ideia do que a pessoa gosta quanto do que ela já tem.

    • Quando estiver fazendo a sua pequena missão de reconhecimento, pergunte-se se a pessoa prefere tecnologia, música, livros, viagens, comida ou qualquer outra coisa.
    • Pergunte à família ou amigos do presenteado que tipos de presentes eles acham que a pessoa gostará de receber. Em alguns casos, você não terá como se esgueirar no armário da pessoa como se fosse o Sherlock Holmes.
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    Priorize. Compre primeiro para as pessoas mais importantes para você. Sua família é mais importante. Depois disso, vêm os amigos próximos e os conhecidos.

Dicas

  • Tente procurar em lojas de segunda mão. Elas têm as coisas mais legais por um preço bem baixo. Lembre-se: grandes coisas vêm em pequenos pacotes.
  • Você também pode fazer compras online em lojas que tenham frete grátis.
  • Se possível, compre bem antes. Dessa forma, você não precisará se preocupar com atrasos na compra dos presentes.
  • Se os presentes forem pessoais, como um CD que alguém estava esperando há algum tempo, o custo é o de menos (quer dizer, se for um bom presente! Não gaste demais).

Como Celebrar o Natal Sem Falir

Como Celebrar o Natal Sem Falir

Escrito em parceria com

Equipe blogwiki

Você está cansado do comercialismo excessivo no natal? Cansado de desmaiar em cima das contas de dezembro? Viva o real significado do natal ao retirar o consumismo desta data e você irá aproveitar muito mais o natal sem ir à falência.

Passos

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    Simplifique a decoração. É possível comprar muitas decorações quase de graça, mas com certeza elas irão acumular e frequentemente ficarão estranhas ao serem distribuídas em grande quantidade pela casa. Tenha menos decorações, mas escolha as de melhor qualidade e coloque em locais estratégicos da casa, como o centro da mesa, alguma decoração para a cornija e algumas peças simples mas elegantes para a árvore.

    • Uma alternativa é pular a decoração e só contar com os cartões natalinos, uma árvore de centro de mesa e guardanapos de natal.
    • Faça suas próprias decorações. Esta é uma forma tanto de aprender um pouco de artesanato quanto de economizar dinheiro.
    • Doe as decorações que você não tenha usado nos anos anteriores em vez de atualizar sua coleção. Doe-as a uma loja de caridade ou a uma organização. Simplificar significa ter menos, mas aproveitar muito mais o que você tem.
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    Faça um orçamento. Decida quanto você pode gastar em presentes e comida para o natal e não ultrapasse esse valor. Use o orçamento para cuidar mais da necessidade de reciclar e aproveitar as coisas que você já tem.

    • Fique dentro do seu orçamento. Muitas pessoas fazem um orçamento e usam ele como um princípio básico. Em vez disso, use como um mandato, uma necessidade, uma obrigação. Gaste o que você decidir que irá gastar. Você irá se sentir bem ao ser virtuoso.
    • Escolha ficar longe de lojas quando estão lotadas. A pressão criada pelas compras de última hora em multidões podem ser intensas e fazem com que você compre coisas mais caras do que pretendia só para sair do local mais rápido.
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    Limite os presentes. Combine de antemão com os familiares e amigos de que você não irá dar presentes caros este ano. Na verdade, coloque um limite de um presente por pessoa e talvez até mesmo um limite de preço neste presente também. Enfatize que o natal significa uma reunião de pessoas queridas, e não somente uma troca de presentes exagerada.
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    Faça presentes. Independentemente de quais sejam suas habilidades, existem muitas possibilidades para fazer presentes em casa, incluindo objetos de croché e tricô, artesanatos com papel, madeira, um poema ou história curta, programar um software em especial somente para a pessoa, criar um website, etc. Use as habilidades que você tiver!

    • Aqui estão algumas sugestões de artesanato que você pode experimentar:
      • Uma chapa ou quadro de rolhas de vinho usando as sobras de garrafas de vinho e um pouco de cola.
      • Uma coleira para animais de estimação usando algumas sobras de tecido.
      • Um bracelete com corações ou um colar com miçangas.
      • Um álbum de recortes ou um bloco de rascunhos usando um jogo de tabuleiro antigo.
      • Alguns sachês de banho e buquês feitos de ervas e flores com uma boa fragrância.
      • Alguns ornamentos artesanais.
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    Compre presentes que tenham sido feito à mão por pessoas de países em desenvolvimento. Compre de organizações que suportem uma compra e venda justa, programas de treinamento e economias autossuficientes. Desse modo, você estará ajudando artesãos e seus artesanatos e garantindo que eles possam sobreviver e ter uma renda. Muitos desses itens feitos a mão são únicos, fazendo deles um presente ideal e barato.

    • Compre um presente de doação. Isto consiste em um presente dado através de uma instituição de caridade com boa reputação que entregará de fato o objeto que você comprar às pessoas em necessidade. Compre um animal, sementes ou outros objetos para uma família em necessidade em um país em desenvolvimento através desta instituição. Doe o presente no nome de algum familiar ou amigo e dê a ele os detalhes de como seu presente está ajudando aos outros a melhorar de vida.
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    Tenha uma festa americana para o jantar de natal. Peça a todos que forem na festa levarem um prato favorito em vez de esperar que uma pessoa ou que os moradores da casa façam todo o trabalho e tenham todo o gasto. Dessa forma, você terá vários pratos diferentes de comida e todos terão dividido o trabalho.

    • É uma boa ideia pedir por pratos principais, sobremesas, e outros pratos para garantir um bom balanceamento. Não especifique a receita, somente o prato.
    • Não esqueça os vegetarianos, alérgicos a glúten e outras necessidades especiais de dieta.
    • Faça com que as crianças coloquem a mesa e retirem-na como parte de sua contribuição ao espírito do natal.
    • Considere um restaurante. Em vez de comprar todos os diferentes tipos de comida e passar várias horas na cozinha, um restaurante pode acabar saindo mais barato e ser mais gentil a todos que normalmente são responsáveis por preparar tudo.
  7. 7
    Ajude outros. Considere se voluntariar ou perguntar a alguém sobre alguma pessoa que ficou de fora de uma festa de natal devido à situação familiar ou por ser estrangeiro, etc. Isto é algo que não irá custar a você mais do que tempo e possivelmente algumas poucas doações, mas o valor irá significar muito mais para a pessoa. E para você e a sua família, é uma lição de se “doar” um pouco, suas habilidades e tempo, e criar um espírito comunitário, coisas que somente podem ser passadas às futuras gerações mostrando que o “fazer” é mais importante que o “comprar”.
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    Foque no verdadeiro espírito do natal. Participe de sua igreja com mais frequência. Descubra quais eventos gratuitos estão acontecendo em sua igreja e leve sua família a eles. Você pode se manter tão ocupado durante esta temporada que nem irá notar a economia que está fazendo!

    • Se você não é religioso ou não vai à igreja, ou não acredita no cristianismo mas segue as tradições do natal, este é um bom momento para pensar sobre seus valores espirituais, comunitários e humanistas. Pense sobre como fazer o tempo de natal um evento significativo e unido.

Dicas

  • Economize durante todo o ano. Quando receber seu pagamento e sobrar um pouco de suas contas, poupe um pouco. Por exemplo, R$ 80,00. Mantenha essa pequena quantia em uma poupança separada. Comece a fazer isto em janeiro, e por dezembro você deve ter em torno de R$ 1000,00 em dinheiro para gastar em presentes, decorações, comida, etc.
  • Use um cartão de débito. Usar um cartão de débito pode ajudar a manter um registro de seus gastos, impedindo assim que tenha que lidar com contas surpreendentes.

Avisos

  • Se você pensa que está se privando, você se sente assim. Escolha ver essa economia como uma forma de se libertar e como uma forma de restaurar o real significado do natal em sua vida.

Materiais Necessários

  • Orçamento.
  • Presentes feitos à mão.
  • Decorações simples.
  • Festa americana.
  • Instituição para se voluntariar.
  • Igreja.

Referências

  • Adaptado de: http://www.howcast.com/videos/496735-How-to-Celebrate-a-NonCommercial-Christmas. Compartilhado com permissão.

Como Celebrar o Natal

Como Celebrar o Natal

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| 23 Referências

Neste Artigo:Decorando a casaEntrando no espírito natalinoCurtindo as tradições natalinasPraticando a caridade23 Referências

O Natal é uma festa repleta de decorações alegres e momentos valiosos com amigos e familiares. Quer você queira celebrá-la de maneira laica ou religiosa, a data é perfeita para quem gosta de se divertir e de demonstrar felicidade e amor ao próximo. Para comemorar o Natal, decore a sua casa e aposte em atividades que avivem o espírito natalino. Curta as tradições natalinas com a sua família e aproveite o momento para praticar gestos de caridade.

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Decorando a casa

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    Monte uma árvore de Natal. Compre uma árvore viva ou artificial e decore-a com luzinhas. Enrole as luzinhas de baixo para cima, passando-as em volta dos galhos. Adicione festões de frutas, pipoca ou plástico ao redor da árvore e pendure os seus enfeites preferidos nos galhos, como bolas e estrelas, entre outros. Para finalizar, coloque um anjo ou uma estrela na ponta.[1]

    • A árvore pode ser decorada tanto com enfeites antigos de família quanto com outros mais inovadores, como trenzinhos, enfeites temáticos de super-herói ou Star Trek e bonecos de personagens da Disney, por exemplo.
    • Os enfeites podem ser comprados ou feitos em casa. Você pode até mesmo decorar a árvore com bengalinhas doces!
    • A tradição do pinheiro de Natal vem de lugares em que a data é celebrada durante o inverno. Lá, era comum levar pinheiros e outras árvores perenes para dentro de casa nos meses mais frios para dar vida à decoração. A tradição natalina de decorar o pinheiro apareceu na Alemanha, no século XVI.
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    Coloque os sapatos na janela. É uma tradição natalina as crianças colocarem sapatos na janela para receber pequenos presentes do Papai Noel. Com a influência americana, algumas pessoas trocaram os sapatinhos por meias, que podem ser penduradas na lareira, no corrimão da escada ou na parede, perto da árvore de Natal.[2]

    • Como chaminés não são comuns no Brasil, diz-se que o Papai Noel entra nas casas pelas janelas, motivo pelo qual é lá que os sapatinhos ficam.
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    Ilumine a casa com luzes de Natal. Pendure as lâmpadas no telhado, nas árvores do quintal, na grade da varanda ou na cerca do jardim. Do lado de dentro, enrole-as no corrimão da escada e nas estantes, ou prenda-as na parede, bem perto do teto.[3]

    • Caso tenha uma lareira, você também pode decorá-la com as luzinhas, bem como com festões artificiais.
  4. 4
    Monte um presépio para chamar atenção para o lado religioso da festa. O Natal é a data que celebra o nascimento de Jesus. É por isso que os presépios são tão associados à festa. Eles representam o menino Jesus em uma manjedoura, cercado por Maria, José, os Três Reis Magos, os pastores e os animais que estavam presentes no momento. Coloque um presépio pequeno na mesa de centro da sala ou em outra parte da casa, ou monte um em tamanho real do lado de fora.[4]
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    Prenda uma guirlanda na porta de casa. A guirlanda de Natal é uma tradição milenar, que serve para dar as boas-vindas ao espírito natalino. A história do enfeite também remonta aos lugares de clima frio, onde as pessoas costumavam levar plantas para dentro de casa durante o inverno para dar vida ao ambiente. Hoje em dia, as guirlandas podem ser tanto naturais quanto artificias, feitas de plástico, papel ou feltro.[5]

    • Outra opção é fazer ou comprar uma guirlanda de balas. Adorada pela criançada, a guirlanda de balas costuma ser feita com doces embrulhados em papel vermelho e verde, cores tradicionalmente associadas ao Natal.[6]
    • Algumas plantas podem ser tóxicas para animais. Leve isso em conta se tiver bichinhos em casa e quiser comprar uma guirlanda natural.
  6. 6
    Faça os seus próprios enfeites. Você não precisa gastar muito dinheiro para decorar a sua casa para o Natal. Experimente fazer flocos de neve de papel, correntes de papel vermelho e verde e festões de pipoca e frutinhas. Você também pode coletar pinhas e galhinhos para pendurar pela casa, assim como comprar nozes e castanhas e colocá-las em uma fruteira, cercadas por cravos-da-índia.[7]

    • Outra opção é pintar galhos de árvores comuns de dourado, prateado ou outro tom cintilante com tinta em spray e colocá-los em vasos.
    • Também é muito comum usar velas na decoração de Natal.
    • As cores mais associadas com o Natal são o verde e o vermelho, mas você também pode usar tons de branco, dourado, prateado ou qualquer outra cor que deixe a casa com uma aparência festiva.
    • Faça enfeites com itens que você já tenha em casa, como papel ou tecido.

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Entrando no espírito natalino

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    Pendure um calendário do advento para fazer uma contagem regressiva para o Natal. O calendário do advento é composto por 25 espaços, sendo o último o dia de Natal. A cada dia, você deve abrir a porta, o espacinho ou o presente correspondente. Alguns calendários do tipo vêm com presentinhos dentro, como bombons, brinquedinhos ou adesivos. Outros contêm ditados ou citações para ajudar você a entrar no clima do Natal.[8]

    • Embora o calendário do advento tenha sido criado para crianças, é possível encontrar modelos pensados para adultos. Alguns, por exemplo, vêm com garrafinhas de vinho.
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    Ouça músicas de Natal para entrar no clima. Quer você goste das canções tradicionais, quer prefira as mais contemporâneas, as músicas natalinas estão por todos os lados nessa época do ano. Dependendo do dia, basta ligar a televisão para encontrar shows temáticos que só vão ao ar em dezembro.[9]

    • Caso não haja nada passando na televisão, procure algumas músicas de Natal na internet, em serviços de streaming.
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    Assista a filmes clássicos de Natal para aprender o significado da data. Aposte em clássicos natalinos para mergulhar de cabeça no espírito do Natal. Os filmes vão dos mais bobinhos e divertidos aos mais sérios, mas todos têm como ponto central o verdadeiro significado do Natal, seja de um ponto vista religioso ou secular[10]

    • Para curtir histórias mais leves, assista a “Um Duende em Nova York”, “O Grinch” ou até mesmo “Natal Branco” e “De Ilusão Também Se Vive”.
    • Já se preferir algo mais sério, escolha uma das muitas versões de “Um Conto de Natal” ou assista ao clássico “A Felicidade Não Se Compra”.
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    Leia histórias de Natal com a família para passar mais tempo com quem você ama. Existem diversas históricas que têm o Natal como ponto central. Lê-las com a sua família é uma ótima forma de entrar no clima da data. Experimente, por exemplo, dividir uma história longa em partes e ler um pouquinho a cada noite.[11]

    • Uma das opções é sempre ir direto à fonte e ler sobre o nascimento de Jesus na Bíblia.
    • Experimente histórias clássicas, como “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, ou livros e poemas infantis, como “Como o Grinch Roubou o Natal”.
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    Visite decorações e exibições de luzes natalinas. Caso viva em um país que comemore o Natal, você não terá dificuldade nenhuma para encontrar exibições públicas de luzes e decorações natalinas. Algumas cidades chegam até mesmo a organizar shows de luzes ou a montar árvores próprias. Caso esse não seja o caso da sua cidade, saia para dar uma volta e ver as decorações de diversas casas e prédios.[12]

    • Para encerrar a noite, aposte em um chocolate quente com marshmallows.
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    Reflita sobre por que comemoramos o Natal. Caso não saiba ou não se lembre ao certo do que o Natal significa, faça uma pesquisa. A história do nascimento de Cristo pode ser encontrada na Bíblia nos livros de Lucas, capítulos 1 e 2, e de Mateus, capítulos 1 e 2.[13] Leia os trechos em voz alta como parte da comemoração de Natal da sua família.

    • Você também pode fazer uma busca por vídeos sobre o nascimento de Jesus. Muitos deles usam a Bíblia como principal fonte na hora de recriar o acontecimento.
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    Vá a uma missa vespertina. Na Igreja Católica, a missa vespertina é celebrada na véspera de Natal, na parte da tarde. A cerimônia conta com uma pequena homilia, leituras da Bíblia sobre o nascimento de Jesus e o canto do Glória. Caso nunca tenha ido a uma missa vespertina, não se preocupe. É muito comum que visitantes esporádicos apareçam nas igrejas em dias como a véspera de Natal.

    • Pergunte aos seus amigos se eles sabem de alguma cerimônia religiosa que será realizada perto de você ou se você pode acompanhá-los na igreja que eles frequentam.

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Curtindo as tradições natalinas

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    Entre para um coral de Natal. Na época do Natal, diversos corais organizam apresentações de músicas natalinas. Alguns ensaiam ao longo de todo ano, ao passo que outros só se juntam em dezembro. Faça uma pesquisa por corais perto de você se for fã de músicas natalinas.[14]

    • Caso queira começar a praticar em casa, procure as letras de clássicos como “Bate o Sino”, “Então É Natal”, “A Todos um Bom Natal” e “Noite Feliz”.
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    Incentive as crianças a acreditarem no Papai Noel. Normalmente, as crianças param de acreditar no Papai Noel por volta dos 8 anos. As mais novinhas, porém, adoram ouvir histórias sobre o bom velhinho. Explique para elas quem é o Papai Noel e como ele faz para visitá-las na noite de Natal.

    • Para deixar a história ainda mais realista, diga para as crianças deixarem leites e biscoitos para o Papai Noel. Quando elas forem dormir, beba o leite e coma os biscoitos. Deixe alguns farelos para trás para que elas vejam.[15]
    • Diga para os seus filhos deixarem cenouras para as renas. Depois que eles dormirem, roa as cenouras e deixe-as onde estão.
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    Faça biscoitos e outros doces natalinos. Experimente assar biscoitos em formatos que remetam ao Natal, como bengalinas doces, estrelas, bonecos de neve e anjinhos. Em seguida, decore-os com glacê e granulado. Outras opções superdivertidas incluem bonecos de gengibre, pães de mel e biscoitos de nata com goiabada.[16]

    • Você também pode preparar um prato de rabanadas, um bolo de frutas ou um clássico pavê.
    • O arroz natalino, com passas, também é uma tradição.
    • Em alguns lugares, é comum fazer casinhas de pão de gengibre, glacê e confeito.[17]
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    Aproveite a ceia com os amigos e parentes. Em uma ceia tradicional, não pode faltar o peru, o tender, o arroz com passas, o salpicão, o bacalhau e a farofa. Porém, bem mais importante do que a comida é juntar os amigos e familiares para comer.[18]

    • Para completar a ceia com drinks festivos, faça uma gemada ou um quentão.
    • Não se esqueça de incluir algumas sobremesas tradicionais na ceia.
    • Não tenha medo de estender os convites para a ceia para além da sua família. Pense nas pessoas que você conhece que vão passar o Natal sozinhas e chame-as para celebrar com você.

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Praticando a caridade

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    Dê presentes para amigos, parentes e pessoas necessitadas. Dar presentes é uma tradição do Natal. As crianças costumam ganhar brinquedos do “Papai Noel”, mas você também pode aproveitar para presentear os adultos que ama. Não precisa ser nada caro nem muito grandioso: basta um bolinho, uma barrinha de chocolate ou até mesmo uma lembrancinha artesanal para deixar alguém feliz.[19]

    • O Natal também é uma ótima época para dar presentes para quem mais precisa. Participe de campanhas de coleta de brinquedos ou alimentos para famílias carentes.
    • Normalmente, as crianças só podem abrir os presentes do Papai Noel no dia 25. Para deixar a véspera de Natal mais animada, dê lembrancinhas como livros e pijamas para os pequenos.
    • Embora dar presentes para quem a gente ama seja maravilhoso, você não precisa se endividar para fazer alguém feliz. Gaste apenas o que puder gastar.[20]
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    Mande cartões de Natal para amigos, familiares e pessoas necessitadas. Os tradicionais cartões de Natal são uma ótima maneira de demonstrar carinho pelas pessoas que você mais ama. Não se esqueça de escrever um recadinho falando sobre o quanto você pensa na pessoa em questão e quer o bem dela.[21]

    • Você também pode mandar cartões de Natal para orfanatos e asilos para que as crianças e os idosos nessas instituições não se sintam abandonados.
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    Faça uma doação para uma organização de caridade. A caridade é a virtude central do período natalino. Uma ótima forma de exercitá-la é fazendo uma doação para uma instituição de caridade, como uma organização que sirva ceias para os famintos ou um abrigo para moradores de rua.[22]

    • Encontrar uma instituição de caridade para ajudar não é nada difícil. Diversas organizações colocam voluntários nas ruas e anúncios nos jornais e na televisão nessa época do ano.
    • Você também pode doar uma cesta básica de forma anônima para uma família que esteja passando por dificuldades.
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    Dedique-se à caridade e aos seus vizinhos para espalhar o espírito natalino. Você não precisa de dinheiro para ajudar quem precisa: ofereça-se para pendurar enfeites de Natal para um vizinho com dificuldades de locomoção, cozinhe para as pessoas que você ama ou colete alimentos, roupas e outros suprimentos para uma organização de caridade. Você pode até mesmo se voluntariar para trabalhar em um abrigo ou em um sopão no Natal.[23]

    • Para manter o espírito natalino ao longo de todo o ano, faça trabalho voluntário uma vez por semana.

Dicas

  • O Natal pode ser uma época difícil para algumas pessoas, principalmente para quem está lidando com problemas familiares, doenças ou a morte de um ente querido. Tente ser sempre o mais respeitoso possível com a dor alheia.

Referências

  1. https://www.bhg.com/christmas/trees/how-to-decorate-a-christmas-tree/
  2. https://www.telegraph.co.uk/food-and-drink/finest-christmas/festive-traditions-origins/
  3. https://www.bhg.com/christmas/parties/all-time-favorite-christmas-traditions/?slide=slide_70412#slide_70412
  4. https://www.bhg.com/christmas/parties/all-time-favorite-christmas-traditions/?slide=slide_112345#slide_112345
  5. https://www.whychristmas.com/customs/poinsettia.shtml
  6. https://www.whychristmas.com/customs/mistletoe.shtml
  7. https://www.countryliving.com/life/g3868/christmas-traditions/
  8. https://www.countryliving.com/life/g3868/christmas-traditions/
  9. https://www.countryliving.com/life/g3868/christmas-traditions/

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Crítica | Feliz Natal e Tal – 1ª Temporada

O período natalino, como sabemos, é uma época de tensões. A hipocrisia, o consumismo e as tradições nos fazem acreditar que todos estão reunidos exclusivamente guiados por uma energia que emana apenas boas vibrações, mas a realidade e a ficção já demonstraram diversas vezes que geralmente as coisas não caminham por este trajeto, digamos, tão fácil. Feliz Natal e Tal, série criada por Tucker Cowley representam bem tais tensões, mesmo que a mensagem final seja a inexorabilidade da família em nossas vidas. Algo do tipo “ruim com ela, pior sem ela”. Por meio de piadas bem construídas e personagens carismáticos, a produção em oito episódios de em média 26 minutos não traz nada de novo em torno de seu formato, isto é, a estrutura sitcom.

Sob a direção de Pamela Fryman, Phill Lewis, Betsy Thomas, Gloria Calderon Kellet, dentre outros, os episódios foram todos assinados por Tucker Cowley, em sua sala de roteiristas com David Holden, Gracie Glassmeyer, Talia Bernstein, etc. É um grupo de profissionais dedicados na tarefa de dar forma aos membros da Família Quinn, encabeçada por Don (Dennis Quaid), o patriarca que comanda à mão de ferro o período em que os filhos já crescidos e estabelecidos retornam ao lar para comemorar as tradições do final de ano. A sua esposa, já falecida, é citada apenas na memória dos personagens, tida como uma pessoa marcante, bondosa, mas sem ser uma sombra que paira sobre a família como um percalço para a felicidade.

A ausência materna é sentida, mas não potencializada, o que torna a série uma discussão bacana sobre a superação do luto. Os filhos até ficam satisfeitos e torcem pelo relacionamento do pai com a enfermeira Nancy (Garcelle Beauvais), uma mulher que também está em busca do recomeço em sua vida amorosa. A questão é saber se ela ficará encantada com o personagem, um homem que segue o clichê do drama natalino estadunidense, tipo de narrativa que geralmente possui um pai ou mãe durão que ao longo da trama demonstra ser mais maleável do que o público e os personagens que gravitam em torno de sua existência imaginam. Quaid interpreta bem e dá forma ao chato, machista, grosseiro, antipático, mas dedicado pai, avô e sogro, uma pessoa com diversas qualidades por debaixo da camada superficial que o envolve.

Apesar de ser o membro mais conhecido do elenco, torna-se relevante ressaltar que a série não trata exatamente sobre ele, pois o foco central é em seu genro Matt (Brent Morin), adorável e carismático, namorado de Emmy Quinn (Bridgit Mendler), uma das filhas mais bem-sucedidas de Don, garota que partiu para Los Angeles e abdicou de algumas tradições da família. Enquanto ela segue todas as formalidade do que se espera de um jovem no final da casa dos vinte para os trinta anos, Emmy trabalha, possui posição relevante na empresa, enquanto Matt é músico, tratado constantemente como algo pouco maduro e inconstante, algo que obviamente, desagradará o seu sogro exigente, um homem que ainda acredita ser o homem o principal provedor no ambiente familiar.

Assim, a série foca o tempo inteiro na tensão de Matt neste espaço de tensões envolvido por amor, mas também carregado de violência simbólica, temas tratados de maneira humorada, sem interesse em aprofundamentos que podem ser feitos pelo próprio espectador com a obra, bem como pela crítica. Matt é acompanhado constantemente por Joy (Elizabeth Mo) e Todd (Adam Rose), cônjuges de Sean (Hayes MacArthur) e Patsy (Siobhan Murphy), respectivamente. Enquanto Sean vive o irmão mais velho, preocupado em contar ao pai que foi demitido, Patsy faz a irmã emotiva que deseja engravidar e que descobre que será mãe em breve. Entre a moça e Sean há a tensão sobre quem colocará a estrela na ponta da árvore de natal neste ano, uma das tradições exigidas por seu pai todo natal, com a família reunida em torno deste “acontecimento”.

Sobre os “parceiros” de Matt, Joy e Todd, podemos dizer que são os pontos de equilíbrio do rapaz que deseja pedir a sua namorada em casamento, mas diversas trapalhadas o retiram deste caminho. Divertidos e também acossados pelo sogro, em especial, Todd, que não sabe mais o que fazer para agradar à Don, a dupla é uma presença importante na condução do humor na série, grandes responsáveis pelo seu sucesso narrativo. Matt ainda precisa lidar com a histérica Kayla (Ashley Tisdale), cunhada que não sabe bem como conduzirá com a família diante das decisões que precisa tomar adiante, questões não apenas sentimentais, mas também sobre a sua forma de amar, algo “diferente” sob o ponto de vista reto de seu pai.

Nesta família também há Sean Jr. (Mason David), interessado em abdicar do catolicismo, uma das tradições (obrigações) para um membro da família Quinn. Ele é irmão de Donny (Lucas Jaye), personagem que aparece menos, mas que surge como responsável por costurar alguns acontecimentos dentro da história, o que chamamos de arauto na teoria do drama. Em meio aos conflitos internos e externos de todos os envolvidos na história, somos apresentados ao despertar do espírito natalino por meio de situações embaraçosas, dinâmicas e divertidas, captadas pela direção de fotografia de Chris La Fountaine, eficiente, responsável por enquadrar e se movimentar pelos espaços erguidos por Wendell Johnson e sua equipe de design de produção. Acompanhados pela textura percussiva de Gabriel Mann, não faltam menções aos clássicos natalinos, numa série encomendada pela NETFLIX que consegue ser especial, mesmo tratando de temas tão batidos na seara ficcional.

Feliz Natal e Tal – 1ª Temporada (Merry Happy Whatever, EUA – Novembro de 2019)
Desenvolvimento: Tucker Cawley
Direção: Pamela Fryman, Phill Lewis, Gloria Calderon Kellett, Betsy Thomas
Elenco: Denis Quaid, Bridgit Mendler, Brent Morin, Ashley Tisdale, Siobhan Murphy, Adam Rose, Elizabeth Ho, Hayes MacArthur, Mason Davis, Garcelle Beauvais,
Duração: 26 min. por episódio (8 episódios no total)

Crítica | Meu Papai é Noel

Nos primeiros instantes da comédia dramática Meu Papai é Noel, dirigida por John Pasquin, tendo como direcionamento, o roteiro construído pela dupla formada por Steve Rudnick e Leo Benvenuti, sentimos que o que nos espera ao longo de seus 107 minutos é um festival do “mais do mesmo natalino”, com um dos personagens mais bem-sucedidos do capitalismo: o Papai Noel, frequente anualmente, geralmente nos lançamentos de novembro e dezembro. O que essa tal sensação nos passa? Simples: a mensagem de que devemos ser boas pessoas, consumir para presentear, fazer parte de uma família devidamente integrada para ser feliz, dentre outras lições das narrativas natalinas, em sua maioria, hollywoodianas.

Lançado em 1994, Meu Papai é Noel traz tudo isso, mas também consegue se estabelecer como uma história cativante, haja vista o carisma de seus personagens e a fuga de alguns clichês milagrosos, geralmente explicados diante da tal “magia natalina” que contamina todo mundo e faz quem não presta se tornar santo da noite para o dia. Em suma: mesmo que seu trajeto indique um final feliz para a família de Charlie (Eric Lloyd), o espírito natalino não mudará a condição de seus pais, divorciados e em tentativa de manutenção do diálogo social básico para as interações diante da resolução de conflitos que envolvam o garoto. Isso, para um filme natalino focado nas expectativas óbvias de um público cada vez mais alienado, torna-se o diferencial da produção, isto é, a entrega diante da fantasia sem perder o pé com a realidade.

Ao descortinar a história de Charlie, Meu Papai é Noel pinta um quadro de uma situação corriqueira na contemporaneidade: os filhos do divórcio e suas crises diante dos conflitos e tensões entre os seus pais. Na trama, o garoto é filho de Scott Calvin (Tim Allen), um homem que faz a linha do divorciado que ainda não arrumou uma nova relação e no feriado natalino, tem como missão tomar conta de seu único filho, jovem que teve a ilusão sobre a existência do Papai Noel diluída, graças ao padrasto Neal (Judge Reinhold), psiquiatra que acredita ser alienador iludir as crianças com uma farsa do tipo. Essa revelação cria no pai um sentimento de desrespeito em relação à forma como ele cria o seu filho, o que por sua vez, traz algumas celeumas no contato com a mãe do garoto (Wendy Crewson), a responsável por intermediar as idas e vindas e Charlie para a casa do pai. Interessante observar que Neal condena a existência do velho Noel, mas não assume que há um trauma diante dessa sua ojeriza, recalcado no passado e prestes a ser revelado nos momentos dramáticos próximos ao desfecho.

No último período juntos, Scott e Charlie vivem uma situação inusitada. O Papai Noel sofre um acidente e o pai do garoto agora é eleito, inicialmente contra a sua vontade, como o substituto do arauto dos presentes dos festejos natalinos. Eles trafegam de trenó, dialogam com as renas, conhecem o abrigo do bom velhinho e divertem-se tanto que tudo parece mera ilusão. A realidade, no entanto, revela-se dura quando Scott percebe que para ser o tal substituto, ele agora ganhará peso, barba e cabelo branco, além de ter que abdicar de suas necessidades dramáticos que gravitam em torno de seu perfil social. Ele agora é um novo homem. E, até conseguir comprovar o contrário, terá que sofrer a represália das pessoas descrentes, pois a maioria acha que a sua “loucura” pode colocar a vida do filho em perigo.

Diante dos conflitos, a produção arruma uma forma alternativa de contar a mesma história que o cinema, em especial, as narrativas oriundas do esquema hollywoodiano, adoram contar anualmente. Focado no público infantil, o filme é uma produção “família”, daquela que atende aos pequenos, mas não transforma a sessão de cinema dos adolescentes e adultos uma terapia do horror. Há o bom e velho sentimentalismo em busca de algumas lágrimas dos espectadores mais sensíveis, mas ainda assim, quando comparado ao lote gigantesco de filmes natalinos lançados todo ano, a produção se apresenta muito mais relevante e interessante não somente como entretenimento ligeiro, mas também por dar espaço para reflexões sobre padrões de família que não se encaixam no modelo tradicional pregado largamente pela própria indústria cinematográfica ao longo de seu percurso histórico.

Em seu processo narrativo, Meu Papai é Noel conta com a direção de fotografia de Walt Lloyd, profissional responsável pela captação de imagens, emprego do movimento e iluminação das cenas, todas geralmente eficientes, esquematizadas dentro de um padrão que não as deixam ser nada além do trivial, num material que funciona, tal como o seu design de produção, assinado por Carol Spier, funcional, mas também sem grandes momentos especiais: há os esperados pinheiros, o pisca-pisca, a lareira com as meias penduradas, os tons vermelhos, verdes e brancos em sintonia, principalmente nos trechos com neve, além de outros símbolos que fazem remissão ao período natalino. A música, conduzida por Michael Convertino, funciona e colabora com o ritmo do filme, dinâmico também graças aos seus efeitos visuais sem exageros.

Nos momentos finais, Meu Papai é Noel opta por não transformar a narrativa num festival de bobagens tradicionalistas ou preencher a tela pelo falso moralismo do american way of life. O consumismo, a tradição e outros elementos do tal modo de vida dos estadunidenses estão por lá, mas sem estratégias narrativas convenientes, fabricadas para encaixar as pessoas e as situações dentro de padrões extremamente cristalizados. Charlie, agora com nova família, conciliará a relação com a mãe e o padrasto, sem deixar de manter vínculo emocional e social com o seu pai, um homem que se tornou o próprio Papai Noel, um dos protagonistas do Natal vendido por nossa sociedade de consumo.

Meu Papai é Noel (The Santa Clause/Estados Unidos, 1994)
Direção: John Pasquin
Roteiro: Leonardo Benvenuti, Steve Rudnick
Elenco:David Krumholtz, Eric Lloyd, Jayne Eastwood, Judge Reinhold, Judith Scott, Larry Brandenburg, Mary Gross, Melissa King, Paige Tamada, Peter Boyle, Tim Allen, Wendy Crewson
Duração:  97 min

Crítica | A Loja da Esquina

Nos primeiros instantes do drama A Loja da Esquina, dirigido por Ernst Lubitsch, tendo como direcionamento, o roteiro de Samson Raphaelson, baseado na peça homônima de Miklós Laszló, percebemos que estamos diante de uma produção sobre a solidão, sentimento que não possui período específico para se manifestar, mas atenua-se nos festejos natalinos, principalmente para aqueles que vivem sem as configurações de família apresentadas pelo cinema hollywoodiano clássico, geralmente com um grupo de pessoas a dividir a ceia natalina farta diante da troca de afetos e presentes.

Importante também é perceber a importância da compreensão do subtexto que permeia um filme clássico, conferido anos após a sua realização e estabelecimento no imaginário. A Loja da Esquina não faz referências apenas à solidão e melancolia de indivíduos isolados, mas também é uma alegoria da desesperança coletiva oriunda do pós-guerra (Primeira Guerra Mundial), Crise de 1929 e manifestações políticas e sociais que previam o estabelecimento dos conflitos bélicos da Segunda Grande Guerra Mundial. Lançado em 1940, a produção traz tudo isso embalado metaforicamente em seu arco dramático sobre linear, sem grandes surpresas e reviravoltas.

Ao longo de seus 99 minutos, a trama busca descortinar a história de Alfred (James Stewart), um dos mais antigos e dedicados funcionários da tal loja de confecções e outros itens de casa, situada na esquina da rua. Exposto dentro das dinâmicas de seu perfil social, sem traços que nos permita mergulhar psicologicamente em outras dimensões, Alfred é contido, mas não disfarça para o espectador o seu interesse amoroso por Klara (Margareth Sullivan). Ela é a garota com quem ele troca correspondências, mas ambos sequer desconfiam que os destinatários do amor mútuo fazem parte do mesmo ambiente de trabalho e, cotidianamente, trocam desaforos e constantes desentendimentos.

As farpas são diárias, trocadas por “balões de corações” apaixonados quando a trama se desenrola e o nó da narrativa é desatado. Diante dos conflitos, a produção nos conta uma história sobre resiliência, perdão, amor ao próximo e volta por cima de personagens que para a exaltação, precisaram amargar a humilhação. Tendo como proprietário da loja o Sr. Matuschek (Frank Morgan), os protagonistas e coadjuvantes sofrem diariamente com o homem que pensa apenas nas finanças e no lucro, sem deixar espaço na sua vida para outros sentimentos nobres, afinal, não sejamos hipócritas, sem dinheiro para as questões básicas no bojo do capitalismo, como um ser humano pode registrar a sua existência de maneira digna?

Alfred vai passar por esses questionamentos quando é demitido de maneira injusta e aleatória pelo seu chefe, após uma breve discussão por conta de opiniões adversas. E é justamente quando o personagem descobre quem é de fato a mulher que ele idealiza para ser o seu amor. As coisas inicialmente são difíceis, mas tal como a sua versão contemporânea, Mensagem Para Você, lançada em 1999, o clima natalino não é prejudicado pela maldade dos humanos que acabam se regenerando e exercem “aquilo” que o Natal pede, isto é, o arrependimento, o perdão, o pedido de desculpas, etc.

Em seu processo narrativo, A Loja da Esquina conta com a direção de fotografia de William M. Daniels, responsável por cenas que de maneira geral, situam-se no ambiente interno da loja, com brevíssimas tomadas externas para representar a rua, espaço que em suas aparições, é composta de diversos figurantes a representar a busca pelo consumo na semana de festejos natalinos, pessoas que caminham pela neve providenciada pela equipe de Cedric Gibbons e Edwin. B. Willis, diretor de arte e cenógrafo, respectivamente. Eles são cuidadosos com a gestão dos espaços e adereços que adornam a narrativa conduzida musicalmente por Werner R. Hymann.

Simples e com uma mensagem edificante, a produção é a típica estrutura de filme natalino, retomado pelos produtores de cinema e televisão desde então, ao lançar as suas narrativas anuais sobre o tema que é um subgênero da comédia e do drama. É uma data que tais realizações já tentaram reforçar o significado, isto é, período de comunhão e solidariedade entre os seres humanos diante de um mundo repleto de situações desiguais. Com a força midiática do consumismo e do materialismo, então, a data muitas vezes é esquecida, em prol da conjugação do verbo “comprar”, muitas vezes responsável por sublimar o “amar”.

A Loja da Esquina (The Shop Around The Corner/Estados Unidos, 1940)
Direção: Ernst Lubitsch
Roteiro: Ben Hecht, Miklós László, Samson Raphaelson
Elenco: James Stewart, Margaret Sullavan, Frank Morgan, Joseph Schildkraut, Sara Haden, Felix Bressart, William Tracy, Inez Courtney, Sarah Edwards, Edwin Maxwell, Charles Halton
Duração:  91 min

Crítica | Doctor Who: Time Crash e Voyage of The Damned

plano critico doctor who Voyage of The Damned (1)

Sempre se pensa em festas de fim de ano quando se fala de um especial de Doctor Who, mas nos esquecemos que o show sempre participa do Children in Need, uma campanha beneficente da BBC que culmina em uma programação especial. A maior parte das participações da série na campanha limita-se a esquetes ou interações dos astros (ou personagens) com o público. Mas alguns desses mini episódios ganharam relevância, vide a primeira cena completa do 10º Doutor, ou o mini episódio Time Crashprimeiro multi-Doctor da Nova Série. Escrito por Steven Moffat, o especial situa-se após The Last of the Time Lords, com a TARDIS do 10º se chocando com a do 5º Doutor. Transportado para a nave de sua versão futura, o 5º tenta desesperadamente resolver a crise, pois a presença das duas naves no mesmo espaço abrira um buraco no tempo. O 10º Doutor, no entanto, está menos preocupado por estar empolgado demais em rever o seu antigo Eu.

Time Crash é quase uma esquete que, girando em torno das farpas entre os Doutores, tece um afetuoso meta-comentário sobre a série. Os diálogos rápidos apontam as mudanças sofridas pelo show em suas duas versões, como a aura mais Cool e Pop que a Nova Série adotou ou os aspectos mais bregas da Série Clássica. Apesar da zoeira, há muita reverência ao passado e à sua influência no presente. Mas o grande trunfo do Especial está na química de Peter Davison e David Tennant. Davison reassume o papel do Quinto Doutor como se nunca o houvesse deixado, ao mesmo tempo em que claramente se diverte ao tirar sarro de si mesmo, sem nunca tornar-se autoparódico. Há quem reclame que o personagem surge aqui muito mais rabugento do que em sua era, mas dentro da proposta ligeira do especial, me parece dentro do personagem, principalmente quando lembramos como Davison vivia o Time Lord como um homem velho dentro de um corpo jovem (aqui já não tão jovem, o que é justificado no roteiro pelo caos temporal). Já Tennant entrega um Décimo Doutor mais eufórico do que de costume, de modo a não podermos culpar o 5º Doutor quando este o confunde com um fã. David Tennant é um grande fã de Doctor Who, que começou a ver a série com as histórias do Doutor de Davison; portanto o ator coloca muito de si na atuação deste mini episódio e nós sentimos grande cumplicidade com ele. O seu discurso de despedida ao 5º Doutor parece não ser apenas as palavras do 10º Doutor, mas do próprio Tennant.

Em sete minutos, Time Crash é uma história reverente ao passado da série, mas que também consegue ser espirituosa com esse passado. O roteiro de Moffat é simples e até pueril, mas dentro do formato e da proposta apresentadas, não poderia ser diferente. A química de cena dos dois atores é ótima, com os segundos finais sendo realmente pungentes, levando diretamente ao Especial de Natal. Nada mal para um mini episódio produzido para uma campanha beneficente.

Já o Especial natalino de 2007, antecipado pela Season Finale anterior e por Time Crash, começa com o Titanic se chocando contra a TARDIS. Mas este Titanic não é o famoso navio e sim uma nave espacial que replica o original. O Doutor decide passar a noite de Natal a bordo da nave, que promove uma festa para turistas do planeta Sto; mas como a sua versão terráquea, a nave se vê condenada após ser atingida por meteoros. Enquanto tenta salvar os sobreviventes e impedir que a nave caia em Londres, o Time Lord percebe que a colisão contra os meteoros não foi acidental e que alguém quer garantir a colisão do Titanic contra a Terra + a eliminação dos passageiros. Escrito por Russell T. Davies, Voyage of The Damned configura-se como um ‘filme catástrofe’, fazendo várias referências a clássicos do subgênero, O Destino de Poseidon (1972) em especial, compartilhando come esta obra o fato do desastre se passar durante uma festa de fim de ano.

Mas antes da parte “catástrofe” da trama, o roteiro mais uma vez lança um olhar cínico para o Natal, seja pelos hilários comentários do “historiador especialista” do Titanic, ou pelos recorrentes símbolos natalinos convertidos em maquinas assassinas; desta vez, um grupo de anjos de presépio robóticos com auréolas laminadas. É interessante perceber também como o showrunner volta a brincar com a ideia de um mundo que começa a aceitar a existência de visitas alienígenas, vide a cena onde um grupo de turistas do Titanic desce à Terra só para encontrar uma Londres praticamente deserta, já que devido aos eventos dos Especiais anteriores, o Natal passou a ser uma data temida na cidade. Além de apresentar Wilfred Mott, que surge de forma discreta neste Especial, mas que teria grande importância no futuro da série, a cena também fortifica os laços entre o Time Lord e Astrid, uma garçonete com quem ele faz amizade a bordo do Titanic e que demonstra um gosto por aventura que a tornam candidata a Companion, o que na maioria dos casos significa que ou ela vai terminar a história viajando na TARDIS, ou recebendo um elogio póstumo.

Após esse terço inicial mais leve, o Especial abraça de vez o aspecto de filme catástrofe, manipulando com competência os arquétipos e clichês do subgênero, de modo que sirvam não só ao universo Sci Fi da série, mas à jornada dramática que o showrunner planejou para o 10º Doutor no restante de sua Era. O roteiro de Davies merece crédito aqui por conseguir nos fazer ter empatia (ou antipatia) por cada um dos sobreviventes liderados pelo protagonista, o que é vital para o sucesso deste tipo de história. A narrativa também volta a explorar o quanto o Doutor pode ser falível, e que apesar de todas as suas habilidades e recursos, ele não é (ou não deve ser) uma figura divina — e que apesar dos seus esforços para que todos sobrevivam, não cabe a ele decidir quem merece ser salvo ou não. Esse flerte do Doutor com o divino volta a ser representado através de uma imagem que referencia figuras bíblicas, como já havia sido feito em The Last of The Time Lords, e como voltaria a ser feito mais algumas vezes em episódios posteriores.

James Strong, diretor já veterano da série a essa altura, concede grande elegância ao Especial, ao mesmo tempo em que cria uma atmosfera de tensão crescente, nunca quebrada pelos muito bem empregados momentos de alívio cômico. A montagem merece grande destaque pelo ótimo crescendo de suspense, com destaque para a sequência em que o Titanic é atingido, enquanto a direção de arte concede um bonito aspecto vintage ao episódio. Mas apesar dos acertos, falta na direção de Strong um momento dramático mais forte, tão essencial ao subgênero com que ele está trabalhando, algo que o diretor já se mostrou capaz de fazer no passado e que aqui consegue apenas arranhar. Não que seja mal executado, longe disso, mas senti que certas cenas tinham um potencial maior que acabaram não se concretizando.

Voyage of The Damned é um episódio cheio de adrenalina e tensão e uma homenagem divertida a clássicos do cinema catástrofe como o citado O Destino de Poseidon e também Inferno Na Torre (1974). Os valores de produção são sólidos, a direção de Mark Strong é competente e o roteiro de Davies transita bem entre a tensão e momentos mais descontraídos, além de trazer bons conflitos para o Doutor e uma peça importante em seu desenvolvimento. Ainda assim, este Especial de Natal é o tipo de episódio que se encerra nos deixando com a impressão de que embora seja bom, poderia ter sido bem melhor.

Doctor Who: Time Crash (Reino Unido, 16 de Novembro de 2007)
Direção: Graeme Harper
Roteiro: Steven Moffat
Elenco: David Tennant, Peter Davison
Duração: 07 Minutos

Doctor Who: Voyage of The Damned (Reino Unido, 25 de Dezembro de 2007)
Direção: Mark Strong
Roteiro: Russell T. Davies
Elenco: David Tennant, Kylie Minogue, Geoffrey Palmer, Russell Tovey, George Costigan, Gray O’Brien, Andrew Havill, Bruce Lawrence, Debbie Chazen, Clive Rowe, Clive Swift, Jimmy Vee, Bernard Cribbins, Paul Kasey
Duração: 71 Minutos

Crítica | Doctor Who: The Next Doctor

Vindo diretamente na sequência do cataclísmico Journey’s End, nosso Especial de Natal de 2008 representa a primeira instância onde a situação periclitante da vez não é preunciada pela “cena pós-créditos” do season finale que o antecede. Nada de Donna Noble vestida de noiva ou do Titanic invadindo a TARDIS — temos aqui uma aventura tecnicamente “avulsa”. Porém, se pensarmos um pouco melhor, veremos que essa impressão não se confirma muito bem.

Embora não tenhamos um vínculo cronológico direto, a verdade é que um forte elemento temático liga diretamente The Next Doctor com os eventos do episódio anterior. Contra o pano de fundo da mega reunião que marcou o clímax da temporada recém-encerrada, o Doutor se vê contemplando melancolicamente o papel de seus companions em sua jornada pelo tempo e espaço, ao mesmo tempo em que é levado a considerar a finitude de sua atual encarnação, tema que será central para o conjunto de Especiais que segue e que marca o fim das eras de Russel T. Davies como showrunner e de David Tennant como o 10º Doutor.

Iniciamos com um solitário Doutor desembarcando na Londres vitoriana, prestes a descobrir que chegou na véspera de Natal de um ano especialmente tranquilo. Ótimo, já que um bom feriado de final de ano não pede necessariamente ataques de símbolos natalinos letais ou chuva de cinzas Sycorax, certo? No entanto, algo sinistro se prepara pelos cantos misteriosos da cidade, pronto a emergir bem no dia festivo. Por sorte, alguém já está na cola do problema… o Doutor (David Morrisey), acompanhado de sua fiel companion, Rosita (Velile Tshabalala)!

Esse encontro entre o Doutor e uma possível (ainda que improvável) encarnação futura é mais uma daquelas premissas únicas que advém do conceito de regeneração, explorado de forma brilhante no que, com o benefício do ponto de vista atual, se mantem como o melhor momento possível para acontecer em termos de Série Nova. Embora a ideia obviamente pudesse funcionar com outras encarnações do Time Lord, o fato é que o egóico e vaidoso 10º Doutor é a figura perfeita tanto para encarar seu potencial sucessor (e justamente entregue a um momento de deprê total, diga-se de passagem) quanto para sustentar o tipo de auto-homenagem que o enredo presta ao personagem aqui, ressaltando seu sentido mais profundo de maneira crível e envolvente.

David Morrissey não desperdiça o momento, entregando uma atuação fantástica que diverte, comove e empolga. Sua química com Tennant é fortíssima do início ao fim, o que garante contornos ainda mais interessantes aos diálogos muito bem escritos de Davies. Como sempre, Tennant encarna os momentos mais dramalhescos e os vende com uma facilidade que autoriza o showrunner a explorar esse lado sem preocupar-se com o exagero. A emotividade tradicional desse Doutor serve muito bem tanto aos momentos cômicos quanto aos mais sóbrios (com a exceção de um momento em particular, do qual falaremos logo mais), e as reações do misterioso Doutor do futuro, muitas delas totalmente silenciosas, complementam o conjunto perfeitamente. Algumas das “piadas internas” são tão geniais quanto descaradas, incluindo aí a exploração comédica do Chameleon Arc visto em Human Nature Utopia. Um exemplo de fanservice finíssimo!

Antes de falarmos da ameaça dos Cybermen vitorianos como um todo, cabe uma pausa para tratar de um assunto de suma importância. Todas as vezes em que eu assisto esse episódio (que, por algum motivo, é um dos que acabei mais repetindo até hoje) eu me pego com a mesma dúvida: “Que diabos eram esses bichões-Cybermen mesmo? Será que eles explicam isso e eu esqueci?”. O motivo para isso é que eles meio que explicam, mas meio que não faz o menor sentido mesmo! Chamados oficialmente de Cybershades, essas criaturas hilárias estão presentes no primeiro encontro entre o Doutor e o “Próximo Doutor” — a melhor descrição que eu teria para seu visual seria uma cyber-conversão parcial do gorilão tosco que assombrava aquele jogo do programa do Sérgio Mallandro em que as crianças podiam escolher uma cabine para ganhar uma bicicleta, ou serem atacadas pela figura fantasiada e sair correndo chorando e em desespero. Alguém mais lembra disso?

Enfim, os Shades são o primeiro de dois elementos totalmente absurdos que são adicionados à mitologia Cyber ao longo dessa trama, e a explicação oficial é tão satisfatória quanto suas fantasias são convincentes: é dito que eles possuem “cérebros de cães e gatos” (e os corpos são de que, meu Menino Jesus?), e que são uma opção de batedores para a operação dos Cybermen que “evitam chamar muito a atenção”. Sério mesmo? Os caras conseguem ser ainda menos discretos do que aquele Cybermat-Anaconda que ataca a Sarah Jane em Revenge of the Cybermen! No final das contas eu continuo sem entender muito bem qual era a ideia por trás desses Shades — e rindo demais com a cena em que um deles inexplicavelmente é um cocheiro na carruagem que leva a Sra. Hartigan (Dervla Kirwan).

Falando na vilã, suas motivações e caracterização servem para enquadrar mais uma trama um tanto dark dando as caras em um especial natalino de Davies. O showrunner segue sua tradição de explorar ângulos particularmente pessimistas a respeito da natureza humana em meio ao contexto festivo, o que acaba sendo parte do charme desses episódios. Dona de um intelecto absolutamente fora dos padrões, Hartigan se alia aos Cybermen em busca de um programa pessoal de liberação que envolve desde a denúncia da hipocrisia do moralismo machista de sua época até uma caminhada destrutiva sobre Londes a bordo de um robô gigante construído via carvoaria movida a trabalho infantil forçado e potencialmente letal! Um bom exemplo de que não é legal apoiar um projeto até conhecer bem o plano por inteiro…

Equilibrando bem os elementos mais galhofeiros com as temáticas mais pesadas, trata-se de uma vilã marcante que explora os Cybermen sob um ângulo inovativo, fugindo do óbvio e aproveitando-se do período histórico da aventura para além dos visuais. O segundo elemento absurdo que dá as caras aqui, o citado robô gigante chamado Cyberking, vale principalmente pelo maneiríssimo visual, ainda que não faça muito sentido em termos da história. O Doutor explica se tratar de uma “nave de guerra” que possibilita a conversão em massa, mas nada do que acontece durante seu curto ataque às margens do Tâmisa passa muito bem essa noção. Em todo caso, um Cyberman gigante steampunk sempre teria meu apoio incondicional, mesmo que o episódio em que aparecesse não fosse de resto tão bom assim.

Porém, se a trama dos Cybermen embasa a origem do “Próximo Doutor” e constrói uma ameaça interessante para nosso trio de aventureiros combater, o verdadeiro coração desse especial se encontra mesmo na dinâmica interna dos personagens centrais. Gosto particularmente da cena em que o recém-revelado Jackson Lake se mostra enfurecido e completamente frustrado por não ser, afinal de contas, o herói que tinha se iludido a respeito. O Doutor responde com um misto sensacional de atenciosidade e maravilhamento, explicando que mesmo que sua identidade seja outra, tudo o que ele fez nesse período ao lado de Rosita foi mérito próprio. Esse momento também ecoa na cena de encerramento do episódio, quando declara que, se era para alguém assumir sua identidade por engano, estava grato por ter sido Lake. A única bola fora desse bela amizade acontece no momento em que Lake se dá conta de que sua esposa foi morta pelos Cybermen. No que deveria ser um breve momento de absoluta melancolia, os cilindros de informação começam a bipar, e o Doutor começa a se mover dançando pelo cenário com uma trilha sonora toda doidinha, completamente mal encaixada no momento…

Tirando essa mancada de lado, creio que a eficácia desses pequenos momentos melosos aponta para o sucesso da história em vender o heroísmo de Lake e Rosita como a contraparte otimista da Sra. Hartigan. Mesmo em condições adversas e em meio a tamanha tragédia que passou, o cara assumiu a identidade do Doutor, mostrando o potencial heroico dos humanos para além dos cantos mais podres da sociedade da época, e de quebra jogando o LARP de Doctor Who mais bem trabalhado da história. Minha única ressalva a respeito desse núclero todo é a de que eu acho que Lake deveria ter subido no balão junto com o Doutor. Poxa vida, depois de tanta hesitação e preparação a respeito de sua “TARDIS”, seria a despedida ideal para sua encarnação fajuta do Doutor, não é?

Curiosamente indo na direção oposta do que se passou com outros especiais de Natal da série, The Next Doctor foi um episódio cuja apreciação só aumentou para mim ao longo das revisitações. Justificando bem a duração mais alongada com uma narrativa cheia de elementos interessantes, o capítulo inaugurou muito bem o que acabaria sendo um inconstante último ano para o Doutor de David Tennant, explorando suas maiores forças na dinâmica com um elenco enxuto e de ótima qualidade. De quebra, temos aqui também a primeira aparição explícita dos nove doutores anteriores na Nova Série, um marco importante na unificação explícita da cronologia da franquia, após uma série de flertes mais tímidos. Uma ocasião bem escolhida para a homenagem, em mais um exemplo de fanservice. Big Finish, por favor, eu quero uma nova aparição do Prof. Lake para ontem!

Doctor Who: The Next Doctor (Reino Unido, 25 de Dezembro de 2008)
Direção: Andy Goddard
Roteiro: Russell T. Davies
Elenco: David Tennant, David Morrissey, Dervla Kirwan, Velile Tshabalala, Edmund Kente, Michael Bertenshaw, Jason Morell, Neil McDermott
Duração: 60 minutos

Crítica | Doctor Who: A Christmas Carol

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Após suceder Russell T. Davies como showrunner de Doctor Who, Steven Moffat trouxe diversas mudanças para a série, ainda que, inicialmente, essas mudanças fossem menos sobre as histórias que eram contadas e mais sobre como o show encarava o Doutor e seu Universo. A grande diferença entre os dois showrunners é que Davies vê Doctor Who sob uma aura mais mitológica e às vezes cínica, enquanto Moffat enxerga a série sob uma luz mais positiva com ares de fábula (especialmente na era do 11º Doutor). Não há episódios melhores para ver essa diferença entre os produtores do que os Especiais de Natal, como prova A Christmas Carol, primeiro especial natalino escrito por Moffat e que daria o tom dos especias seguintes.

Na trama, durante o Natal, o cruzeiro espacial em que Amy e Rory passam a sua lua de mel fica preso em uma tempestade elétrica. A nave deve pousar no planeta abaixo, mas é impossível devido à alta umidade da atmosfera, que cria uma neblina de cristais de gelo. Atendendo ao pedido de socorro dos Pond, o 11º Doutor parte ao encontro do único capaz de salvar a nave, Kazran Sardick, o homem mais rico do planeta e que possui uma máquina capaz de mudar o clima. Mas Kazran não tem interesse em salvar a nave. Para salvar seus amigos e centenas de pessoas, o Doutor precisa fazer com que o velho avarento se torne uma pessoa melhor e compreenda o real espirito do Natal.

O roteiro, inspirado no clássico de Charles Dickens Um Conto de Natal, apresenta uma história que transita com elegância entre a comédia amalucada e a melancolia trágica, sem perder a coesão tonal ou narrativa. Diferente dos especiais que o antecederam — tramas que apesar de se passarem no natal, poderiam perfeitamente se passar em outras datas sem grandes prejuízos –, há algo intrinsecamente natalino em A Christmas Carol. Se os especiais anteriores apontavam os aspectos mercadológicos do feriado e zombavam de seus signos ao torná-los armas alienígenas, agora as questões emocionais associadas à data são postas em primeiro plano e as brincadeiras com os signos surgem dentro de um contexto não de ameaça, mas de esperança, vide o surgimento do Doutor de dentro de uma chaminé ou os momentos envolvendo um trenó voador.

Mas o ponto mais interessante do Especial é como ele lida com a viagem no tempo. Para fazer o velho Sardick descobrir bondade e gentileza em seu coração, o Doutor praticamente reescreve a vida do sujeito ao voltar para a sua infância com a TARDIS e, a partir daí, tornar-se uma figura de grande influência para o jovem Kazran ao visitá-lo todos os natais. É interessante observar como mais uma vez a série brinca com a perspectiva de tempo, já que embora tenha como ponto de partida uma típica trama de deadline, logo essa corrida contra o tempo se torna secundária, já que devido ao dispositivo narrativo da viagem no tempo o Doutor pode tranquilamente passar semanas viajando com Kazran que, no fim das contas, é o grande protagonista deste especial.

Kazran, interpretado de forma soberba por Michael Gambon (que também vive o pai do personagem) é um homem solitário e egoísta que, nas próprias palavras, despreza o Natal e pouco se importa com a família pobre à sua porta ou com as pessoas que irão morrer na queda da nave. Mas atrás dessa frieza, o Doutor percebe uma centelha de humanidade e vulnerabilidade no momento em que o velho se mostra incapaz de bater em um menino, e é essa centelha que o Time Lord irá explorar. O Kazran de Gambon é assombrado por traumas de infância provocados por um pai cruel e violento, e ainda guarda dentro de si traços de sua criança interior, o que se torna evidente quando vemos o velho assistindo aos seus vídeos de infância; se assustando e vibrando com as aventuras do Doutor e do jovem Kazran.

Se Gambon brilha como o velho Kazran, os devidos méritos devem ser dados a Laurence Belcher e Danny Horn, que vivem respectivamente Kazran em sua infância e adolescência, com o primeiro retratando com competência a inocência do pequeno Kazran e seu coração generoso, que ainda tenta resistir a influência do pai, e o segundo fazendo uma ponte adequada entre o jovem Kazran inocente e bondoso e o velho Kazran amargo. As cenas passadas na infância do personagem trazem os trechos mais lúdicos da especial, como o divertido momento em que o Doutor e o menino são atacados por um tubarão voador. São nessas passagens que Abigail, uma jovem congelada pelo pai de Kazran como uma apólice de seguro pelas dívidas de sua família, ganha importância. O roteiro mostra de forma econômica como a amizade pueril entre Kazran e a moça se transforma em paixão á medida em que o rapaz cresce, e é curioso observar como mesmo o humor do roteiro, que vinha adotando uma linha mais ingênua, assume traços mais adultos a partir do momento em que o Kazran criança é substituído por uma versão mais velha.

Abigail acaba sendo ao mesmo tempo o grande trunfo e a grande falha do plano do Doutor, pois ao mesmo tempo em que a moça desperta o melhor que existe em Kazran, a sua perda inevitável arrisca tornar o homem ainda mais amargo. A maneira como o roteiro de Moffat soluciona o arco dramático de Kazran, em uma brilhante subversão da estrutura de Um Conto de Natal adotado pela trama, funciona maravilhosamente bem. Honestamente, me peguei achando a manobra final do Time Lord para fazer Kazran reconectar-se com a sua humanidade um pouco cruel, mesmo depois do monstruoso discurso do velho, justamente por que o especial nos faz ter total empatia por esse personagem ao acompanharmos a sua história, o que é um grande mérito do roteiro.

O grande Michael Gambon simplesmente devora todas as cenas de que participa, seja explorando as facetas mais mesquinhas de Kazran, ou o seu lado mais vulnerável. Quando Kazran é cruel, ele é assustador, e quando mostra suas fragilidades, ele nos emociona de verdade. Mas este especial também é um ótimo episódio para Matt Smith, pois ao mesmo tempo em que o ator pode brincar com a natureza mais infantil e inocente do Décimo Primeiro Doutor, ele também ganha a chance de mostrar o quão duro e emocionalmente brutal o seu Doutor pode ser. A cantora Katherine Jenkins, embora não tenha nenhum desafio em termos de atuação (afinal, foi seu primeiro trabalho em atuação) não compromete e, com a sua beleza etérea e linda voz, concede o ar angelical que Abigail deve ter, embora, devo confessar, Silence is All You Know, entoado por Jenkins no clímax, esteja longe de ser a minha sequência musical preferida em Doctor Who.

A direção de Toby Raynes concede a este especial um ar fortemente cinematográfico e um ritmo dinâmico, crédito que também deve ser dado à excelente montagem (que em certo momento, chega a utilizar um recurso frequente de Sherlock, série também produzida por Moffat, para retratar a linha de raciocínio do Doutor). A direção de arte também é um show à parte, com a cidade onde a história se passa evocando a Londres Vitoriana, mas ainda mantendo um certo visual alienígena devido a fotografia de cores frias usada para retratar a umidade da atmosfera, que de tão densa, permite que peixes nadem no ar, o que é apoiado pelos relativamente competentes efeitos especiais, que reforçam a aura de fantasia do especial.

A Christmas Carol tem tudo o que se poderia pedir de uma aventura natalina, ao contar uma história emocionante de amor e redenção que, apesar de não ser conquistada sem dor ou lágrimas, ainda encontra um final feliz — com direito a um “milagre de Natal” para salvar o dia. É o meu especial de Natal preferido da série até o momento, tendo envelhecido muito bem. É divertido e poético, possuindo tanto momentos ternos quanto de pungência emocional. Pode ficar um pouco piegas no final? Talvez. Mas se existe um dia que nos autoriza a ser um pouco piegas, esse dia é o Natal.

Doctor Who: A Christmas Carol (Reino Unido, 25 de Dezembro de 2010)
Direção: Toby Raynes
Roteiro: Steven Moffat
Elenco: Matt Smith, Karen Gillan, Arthur Darvill, Michael Gambon, Katherine Jenkins, Laurence Belcher, Danny Horn, Leo Bill, Pooky Quesnel, Micah Balfour, Steve North, Tim Plester, Nick Malinowski, Laura Rogers.
Duração: 61 min.

Crítica | Sobrevivendo ao Natal

Nos primeiros instantes do drama Sobrevivendo ao Natal, dirigido por Mike Mitchell, tendo como direcionamento, o roteiro de Deborah Kaplan, Joshua Sternin e Harry Elfant, algumas breves cenas nos mostram que veremos, aparentemente, algo que o cinema hollywoodiano faz anualmente em suas produções natalinas, isto é, trapalhadas, piadas, personagens solitários em busca de companhia para os festejos e design de produção inspirado, repleto de apetrechos para dar conta do tal clima natalino que deveria ser, em maior parte, responsabilidade dos conflitos do roteiro. As aparências não se deixam enganar e logo confirmamos o feixe de sensações.

Ao longo de seus 91 minutos, as trapalhadas acontecerão em excesso, as piadas ultrapassam os limites do gosto duvidoso, a solidão do protagonista vai engendrar todos os mecanismos dramáticos burlescos da narrativa e os elementos visuais da história se apresentam bem caprichados. Na trama, acompanhamos a trajetória de um homem que deseja alugar uma família para passar o natal. Todos os seus colegas de trabalho demonstram que estão com as festas programadas. As ceias prontas, os presentes para as trocas à beira da lareira já empacotados e os demais tópicos listados na programação basicamente cumpridos.

Drew Latham (Ben Affleck) é o único que não dispõe de nada disso. Em sua busca desesperada e de última hora, apenas frustrações. As mulheres que ficaram no aguardo de sua ligação após o primeiro e último encontro já estão com as suas agendas indisponíveis e as pessoas que ele imaginava ser parte do seu círculo de amizades na verdade são criaturas que gravitam em torno de sua existência apenas para usufruir do luxo que é estar ao seu lado num restaurante ou qualquer evento social. Sem familiares e com a sensação de solidão pulsante, o protagonista toma a inusitada decisão de ir para a casa onde viveu a sua infância, tendo em vista intensificar as suas boas memórias.

Diante dos conflitos iniciais, somos apresentados ao novo panorama de situações que precisam ser resolvidas pelo roteiro. Drew, um homem estéril emocionalmente, mas cheio de dinheiro, é atacado por Tom Valco (James Gandolfini), o patriarca da família que habita o local que já foi a sua casa no passado. Depois da situação explanada, o acordo: ele saca as necessidades dramáticas daquelas pessoas afundadas em crises de toda ordem e decide aluga-los para passar o período natalino. O valor inicial é 25 mil dólares. Isso traz uma série de exigências que mudará completamente a rotina das pessoas que moram nesta casa. Christine Valco (Catherine O´Hara) é a matriarca que tal como nós, espectadores, acha a ideia idiota, mas decide comprar o bilhete da crença para ver até que ponto a narrativa vai se deslocar.

Drew vai passar os festejos acompanhado, feliz, mas trará inicialmente uma série de problemas para todos, em especial, o jovem Brian Valco (Josh Zuckerman), o caçula da família, adolescente que precisará ceder seu quarto, verdadeiro santuário com jogos e computadores, para o chato do Drew saciar os seus desejos afetivos. As coisas caminham de maneira exagerada, mas confesso que engraçada, com algumas piadas divertidas e situações absurdas, mas suportáveis. A coisa fica mais densa quando Drew pede aos seus familiares emprestados que sejam parte de uma encenação para a sua namorada, a antipática Missy Vangilder (Jennifer Morrison),  bem como para seus sogros, pois a jovem em breve será a sua noiva e para ser aceito, Latham precisa demonstrar que possui os itens básicos para ser um bom marido, além do seu dinheiro, claro.

Abobalhado e com uma tentativa de mensagem edificante, a produção é a típica narrativa sobre o poder do consumo de uns em detrimento da felicidade dos outros. Alegórico, o que não faz a trama ser nada além de um entretenimento ligeiro, mas ainda assim, material para refletirmos o poder de compra do dinheiro. Drew quer comprar coisas abstratas, justamente numa família que precisa de um pouco do que ele tem de sobra para colocar as coisas em perspectiva. Para engrossar esse caldo, ainda há Alicia Valco (Christina Applegate), a filha mais velha que sequer imagina a situação e precisa se adequar para não surtar nas festas de final de ano. Como é de esperar neste tipo de filme, é possível que Drew se interesse pela moça, inicialmente uma megera não domada, mas que se encantará ao conseguir enxergar, mesmo que de bem longe, o outro lado do moço, um rapaz que não tem ninguém para chamar de família e que é cheio de boas intenções, mesmo que se confunda às vezes, ao achar que pode comprar tudo.

Assim, em seu processo narrativo cheio de trapalhadas e “surpresas”, “Sobrevivendo ao Natal” conta com a direção de fotografia de Peter Lyons e Tom Priestley, dupla que consegue captar bem o clima natalino erguido pelos cenários de Lisa Fischer, cuidadosa na arquitetura da casa e dos demais espaços, decorados pela direção de arte de Bue Chan, todos em consonância com as propostas do design de produção de Caroline Hanania, idealizadora de um projeto visual eficiente para o tema. O problema do filme é mesmo o seu roteiro, óbvio demais, mecânico em excesso, forçado em demasia, talvez de maneira proposital, pois deve ter agradado bastante ao público alvo, massa que geralmente não se importa muito com os clichês e personagens achatados, sem profundidade psicológica ou algo a mais que nos faça se importar com a sua trajetória errante no período natalino, era de profusão da solidão para muitos que não se encaixam dentro dos padrões estabelecidos por nossa sociedade.

Sobrevivendo ao Natal (Surviving Christmas/Estados Unidos, 2004)
Direção: Mike Mitchell
Roteiro: Deborah Kaplan, Harry Elfont, Jeffrey Ventimilia, Joshua Sternin
Elenco:Ben Affleck, Bill Macy, Catherine O’Hara, Christina Applegate, David Selby, James Gandolfini, Jennifer Morrison, Josh Zuckerman, Stephanie Faracy, Stephen Root, Sy Richardson, Udo Kier
Duração:  91 min