Monstro do Pântano Vol.2

Crítica | Monstro do Pântano: Irmãos em Armas

plano crítico monstro do pântano swamp thing irmãos em armas arco

A ideia de Rick Veitch para este arco veio como consequência da obrigação que ele teve em Triângulos Infernais, de escrever uma edição crossover para a saga Invasão!. Para poder fazer seu trabalho sem interrupção, os Dominadores dispersaram o Elemental do Verde pelo fluxo do tempo, abrindo as portas para mais uma rodada de viagem do Monstro do Pântano, mas uma bem diferente daquela espacial que ele havia feito na Era de Alan Moore no título. Agora o Musguento estava viajando por diferentes tempos do planeta Terra, saindo da atualidade dele (anos 1980) e inicialmente ancorando na Segunda Guerra Mundial (mais precisamente em 1945), na edição Brothers in Arms (Part II).

A participação da Companhia Moleza (Easy Company) e do Sargento Rock torna a história ainda mais intensa e interessante, mesmo que a missão dos militares nesse caso seja algo especial e não uma diretamente ligada ao grande conflito. No texto, eles precisam reaver os itens místicos — a saber: Garra de Aelkhünd [ou Elk Hound em sua primeira aparição nos quadrinhos], Lança do Destino, um crânio da Noite dos Cristais [Kristallnacht], Cetro Obsidiano de César, caixa de joias da Imperatriz Josefina de Beauharnais, uma pele fresca de Yeti e o prepúcio de Napoleão [pois é…] — que estavam nas mãos de um soldado nazista e cujo objetivo era usar a magia desses objetos para tornar possível o Terceiro Reich. E é claro que esse drama nos leva diretamente para Anton Arcane.

A ideia de colocar o Pantanoso viajando no tempo cada vez mais para os primórdios da Terra começa realmente interessante, embora a história não tenha o personagem como centro e isso funcionou como um estranho pêndulo de recepção e julgamento de qualidade da história ao longo de toda a leitura. Se por um lado eu gostei imensamente das edições #82 e 83 (as outras são boas, mas inferiores a estas duas), por outro, me vi lendo sobre eventos que completam os buracos do Universo do protagonista da revista, mas há bem pouco sobre ele nas páginas dessas histórias todas. E sim, quando mais lemos, mais difícil fica o julgamento dessa questão, porque as ligações, os artefatos e os encontros que o autor vai fazendo de forma decrescente são isoladamente muito bons. Já numa visão geral, acabam tendo o problema de nos tirar o Monstro do Pântano de sua própria revista, para falar de coisas em torno dele. Não é ruim, não é incoerente, mas é menos interessante quando paramos para ver a trama por completo.

plano crítico monstro do pântano irmãos em armas parte 2

Primeira parada do Pantanoso perdido: o corpo de um soldado moribundo na 2ª Guerra.

Brothers in Arms (Part I) se passa durante a Primeira Guerra Mundial (mais precisamente em 1914), onde mais uma vez o Monstro do Pântano se encontra com Arcane, agora bem mais novo e fazendo os seus experimentos pela primeira vez. Aqui temos a origem dos Não-Homens (numa abordagem diferente daquela explorada em American Freak: A Tale of the Un-Men) e praticamente a construção definitiva dos horrores que fariam de Arcane a grande desgraça viva que ele se tornaria. Evidente que o roteiro de Rick Veitch alude a outras infâmias praticadas pelo personagem (estupro da irmã, abuso psicológico e físico do irmão mais novo, assédio moral da mãe, etc.), mas essa edição é aquela que abre definitivamente as portas do Inferno o que de fato marcaria os primeiros passo do diabólico Arcane. Em paralelo, desenvolve-se o pequeno drama de Abby grávida, sendo visitada e consolada por alguns indivíduos (Homem Florônico, Adam Strange, Constantine) para consolá-la por sua “perda”.

A partir de Final Payment, o dilema de Abby se torna o centro das atenções ao lado de dramas bastante isoladas e com participação ainda menor do Pantanoso. E claro, meus maiores problemas com essa jornada do personagem começam a aparecer, pelos motivos citados no começo da crítica. A jornada, no entanto, nos deixa curiosos para saber qual será a próxima parada e a próxima ligação que veremos do personagem, indo da Alemanha em 1945 e avançando por Alemanha e Romênia, 1914; Reino dos Sonhos, tempo indeterminado; Califórnia, 1872; Gotham Town, 1799 e 1800 (virada do ano) até chegar em Camelot, aproximadamente no ano 530. A arte em todas as edições faz um excelente trabalho de contexto do lugar e dos personagens e só tive problemas com a diagramação na edição western intitulada My Name Is Nobody, com direito a aparição de Jonah Hex e tudo. A partir da terceira revista do arco, a passagem entre os momentos do presente e passado ficam bem mais demarcadas e passamos rapidamente de cenários e roupas de época para citação de filmes de Federico Fellini, contas absurdas de hospital e até por uma visitinha do Pantanoso ao Reino dos Sonhos, chegando a bater um papo com Sandman.

plano crítico monstro do pântano irmãos em armas

Enfim, o arco de Matt Cable é encerrado.

O ponto menos interessante da trama inteira, para mim, está em Heroes of the Revolution, na passagem do século 18 para o 19. Novamente, as ligações com a Garra de Elk Hound e Gotham são as melhores coisas que temos, com o roteiro focado mais no mito em torno desse objeto mágico (na origem, na verdade) do que no próprio herói protagonista. O arco chega ao fim na curtinha (apenas 17 páginas) Fall of the House of Pendragon, que se passa em Camelot, no início do século 6. Na verdade, essa trama acontece numa elipse da primeira edição do Etrigan de Jack Kirby, que mostra justamente a batalha contra Morgana Le Fay. Por incrível que pareça, o roteiro aqui coloca muito mais ordem no andamento da história toda, inclusive na ligação com Abby no presente, do que nas edições anteriores. E mesmo que não fosse a intenção de Veitch, esta também acabou sendo a sua última revista à frente do Monstro do Pântano. O motivo? A polêmico e jamais publicada edição #88 do título, escrita pelo autor.
.

O Monstro do Pântano [Quase] Encontra Jesus Cristo

A rejeição inicial veio do nada, pois entreguei um plot detalhado da história e me disseram pra seguir em frente. Passei algumas semanas por toda a hierarquia da DC e acabei falando diretamente com Jennette Kahn [presidente da DC], mas não consegui convencê-la. As páginas desenhadas pelo Michael Zulli foram vendidas ao Kevin Eastman [criador das Tartarugas Ninja], que as doou ao Comic Art Museum.

Rick Veitch

plano crítico capa monstro do pantano 88

Capa de Rick Veitch para a não publicada Swamp Thing #88.

Em diversos momentos de Fall of the House of Pendragon, vemos um enlouquecido Rei Arthur procurar pelo Santo Graal, segundo ele, a única coisa que poderia tirar-lhe as “alucinações e vozes da cabeça”, em suma, vencer aquela guerra que ele acreditava que era pura fantasia. Ali estava claro que a próxima parada do Pantanoso seria no tempo de Jesus e Rick Veitch de fato escreveu o roteiro dessa edição para a DC, uma história que ele chamou de Morning of the Magician.

Um ponto curioso sobre essa história toda é que quando planejou os dois arcos de viagem do Monstro do Pântano, Veitch já havia também planejado a sua saída do título. Ele deveria escrever até a edição #92, onde finalizaria a sua saga e passaria a tocha para Jamie Delano, que deveria alternar algumas edições com Neil Gaiman… mas nada disso aconteceu. Vale dizer que depois de toda a polêmica e pedido de demissão de Rick Veitch, a editora da revista, Karen Berger, tentou negociar com Delano e Gaiman para assumirem o título de imediato, mas ambos recusaram qualquer ligação com a série regular do Pantanoso em solidariedade ao colega.

1º Editorial de Karen Berger explicando a saída de Rick Veitch.

Bem antes de chegar a esse ponto, Veitch havia entregue uma versão detalhada da história para Karen Berger e Dick Giordano, que deixaram claro a possível necessidade de mudar coisas do roteiro, mas aprovaram a ideia, algo que Veitch já esperava e que aceitou. Quando a arte de Michael Zulli ficou pronta e a capa do próprio Veitch chegou à chefia da DC, a edição foi de pronto cancelada, sem a possibilidade de mudança alguma. A regra era clara: mesmo sendo apenas chamado de “Nazareno” no texto, a figura de Jesus (ou similar a ele) não poderia interagir com o Monstro do Pântano.

Tendo já parcialmente preparado as edições seguintes (que dependiam desse encontro) e após uma pré-aprovação de seu roteiro, o autor sentiu que era insustentável sua presença na editora, então se demitiu. A revista do Monstro do Pântano ficou dois meses sem publicação, então em setembro de 1989, a edição #88 chegou às bancas, com o título Survival of the Fittest, e com roteio de Doug Wheeler, arte de Tom Yeates e capa de John Totleben. Começava uma nova fase para o Musguento.

2º Editorial explicando a saída de Rick Veitch.

Monstro do Pântano: Irmãos de Armas (Swamp Thing #82 a 87: Brothers in Arms) —  EUA, janeiro a junho de 1989
Roteiro: Rick Veitch
Arte: Rick Veitch, Tom Mandrake, Tom Yeates
Arte-final: Alfredo Alcala, Tom Yeates
Cores: Tatjana Wood
Letras: John Costanza
Capas: John Totleben, Rick Veitch, Tom Yeates, Steve Bissette
Editoria: Karen Berger, Art Young
144 páginas

Crítica | Monstro do Pântano: Triângulos Infernais

Triângulos Infernais foi originalmente publicado aqui no Brasil pela Panini (2016), num encadernado chamado Regênese Vol.3. As revistas que de fato formam esse arco são as #77 a 81 da Monstro do Pântano Vol.2, e como adendo, tivemos no mesmo encadernado a inclusão do Anual #3 da mesma revista, uma história chamada Primos Distantes. Minha presente crítica e avaliação acima falam apenas das edições correntes do arco. O anual incluso é bem… peculiar, para não dizer bizarro (no sentido negativo), trazendo um roteiro vergonhoso de Rick Veitch, chamando toda a atenção para Grodd e diversos gorilas/aliados que são atraídos pelo primata mentalmente poderoso para destruir a cidade de Solovar. Não me pergunte o que uma história como essas está fazendo num Anual da revista do Monstro do Pântano, em vez da revista do Homem Animal. Isoladamente há alguns bons momentos e as cores de Adrienne Roy são lindas nessa edição, mas de resto, ela nada traz de realmente importante ou coerente para o Pantanoso.

Já o verdadeiro arco começa com a revista que lhe dá título, e nela existe uma DR entre o Monstro do Pântano e Abby, dias após o rito de concepção com a presença de Constantine. Sei que alguns leitores não curtem esse aspecto do enredo, mas vamos lá pessoal, já se passaram 77 edições dessa relação, é hora de se acostumar com o tipo de laço que o Elemental criou com Abby. É verdade que muitas vezes (nesse arco mesmo!) isso acaba saindo dos trilhos, tornando-se um melodrama proto-romântico besta, mas não é sempre não. E considerando que agora conseguiram implantar o Broto no útero de Abby, faz ainda mais sentido o teatrinho de casal que eles encenam. Quando bem trabalhado, como nesse roteiro de Jamie Delano, é algo interessante. E a briga aqui é legal porque afasta os pombinhos e coloca a Sra. Pântano dando um rolê com Constantine, numa noitada amigável e muito respeitosa por parte do personagem. Daí surge o link para a edição seguinte, Semeadura ao Vento (To Sow One’s Seed in the Wind) uma loucura sem limites escrita por Steve Bissette.

Eu não sei o que me impressiona mais aqui, se o fato de termos um cara que trabalhou com Martin Pasko e com Alan Moore à frente do Pantanoso escrevendo um troço desses ou a real ausência de propósito dessa edição. O curioso (e ainda mais bizarro) é que não é uma revista ruim. Tom Mandrake e Alfredo Alcala mandam muito bem na arte e a história tem a “cara das loucuras do pântano”, mas… para quê? Quando Moore resolvia chutar o balde e fazer uma coisa bem maluca, tinha um propósito ou, quando não, era uma incrível aventura autocontida que se sustentava perfeitamente pela alta qualidade. Bem… não é o caso aqui. A história só consegue não ser ruim, mas não acho um real motivo para ela existir. Será que o Pantanoso estava fazendo um exame de rotina (um pré-Natal-Elemental) para ver se o bebê estava bem? Mas precisava de tudo isso? De toda forma, a arte me garantiu estrondosas gargalhadas ao ver o Monstro refeito com forma de mulher, numa reação empática de sua natureza após sair do útero de Abby. Hummm… pensando bem, a proposta é bem bonita não é não?

plano crítico os avatares do verde sequestrado monstro do pantano

Vênus do Charco, São Columba, Fantasma Oculto nos Juncos e Demônio do Palude.

Já a edição seguinte, Esperando Deus (Waiting For God (Oh!)) com Rick Veitch de volta aos roteiros e à arte, não me interessou muito. Por mais que eu goste da ideia de elementos do passado serem retomados — como o ataque e morte do Monstro em Gotham, no arco De Terra a Terra, um ano antes — fiquei novamente pensando sobre o real propósito disso. O Pantanoso do nada resolver ir se vingar dos homens que o alvejaram e querer matar Lex Luthor é uma ação retardatária e estúpida. A trama vale mesmo pelos embates entre o protagonista e o Superman, além de mostrar o primeiro sequestro de um Ancião desprendido do Parlamento das Árvores, a Vênus do Charco, preparando-nos para as duas edições finais do volume, estas sim realmente muito boas: O Mais Longo dos Dias (The Longest Day) e Enlutada (Widowsweed), uma excelente forma de se fazer um crossover sem atrapalhar a história central e utilizando dessa necessidade editorial para tentar coisas novas.

À época, a DC Comics estava publicando a saga Invasão!, e a maneira como Veitch traz isso para as mensais do Pantanoso é admirável. Basicamente surge uma boa desculpa para tirar o Monstro do planeta Terra e ‘matá-lo’ mais uma vez, sendo que a preparação para isso é muito boa, mostrando quatro lendários Elementais transportados para planetas que os confunde e, pelo que entendi, neutraliza — tudo isso antes da chegada efetiva dos Dominadores, com o ataque ao Monstro acontecendo por último. Em Enlutada, vemos o fechamento de um ciclo aberto muitos anos antes, na maravilhosa O Visitante do Espaço. Infelizmente a presença de Guy “Lixo” Gardner na história estraga qualquer humor e beleza possível — principalmente depois do que ele faz –, mas há sentido para tudo isso dentro da história, completando de maneira muito triste o ciclo aberto no passado, além de fechar o arco com uma promessa e a dúvida sobre onde (e como) estaria o Monstro do Pântano agora.

Swamp Thing Vol.2 #77 a 81 + Annual #3: Infernal Triangles + Distant Cousins (EUA, outubro a dezembro de 1988 / Anual 1987)
No Brasil:
 Monstro do Pântano: Regênese n°3 (Panini, 2016)
Roteiro: Jamie Delano, Steve Bissette, Rick Veitch (mensais); Rick Veitch (anual)
Arte: Tom Mandrake, Rick Veitch (mensais); Rick Veitch, Shawn McManus, Jim Fern, Stan Woch (anual)
Arte-final: Alfredo Alcala, Rick Veitch (mensais); Tom Yeates (anual)
Cores: Tatjana Wood (mensais); Adrienne Roy (anual)
Letras: John Costanza (mensais); Augustin Mas (anual)
Capas: Dave McKean, Rick Veitch, Tom Yeates, John Totleben (mensais); Brian Bolland (anual)
Editoria: Karen Berger, Art Young
180 páginas

Crítica | Monstro do Pântano: E os Mansos Herdarão…

plano critico mosntro do pantano o homem que não iria morrer

Este bloco de histórias (edições #14 a 19 de Swamp Thing Vol.2) traz o encerramento da jornada de Martin Pasko à frente do Monstro do Pântano, abrindo uma série de possibilidades para o que viria ser a fase seguinte, guiada por Alan Moore e inicialmente mais integrada ao terror.

O arco na verdade divide-se em duas partes com tramas distintas. A primeira, composta pelas edições #14 e 15, conta a história de Nathaniel Broder, um gênio da eletrônica especializado em tecnologia de silício que, por acidente, acaba transformando seu corpo em uma massa de cristal vivo, também transformando em cristal tudo aquilo que toca. A trama é na verdade escrita pelo roteirista convidado Dan Mishkin, tendo também dois aristas convidados para ilustrar as edições, Bo Hampton (arte) e Scott Hampton (arte-final). No todo, não se trata de uma história ruim. A ideia se assemelha àquelas conhecidas aventuras de cientistas malucos que sofrem um acidente e acabam colocando para fora tudo o que de ruim havia neles, agora com o poder em mãos. Sempre o poder. O verdadeiro medidor do caráter humano.

O estranho é que nesta aventura há uma pausa na sequência dos eventos vistos em Prelúdio Para o Holocausto, apenas com o Pantanoso em cena e com Liz Tremayne, Dennis Barclay e Helmut Kripptman colocados temporariamente de lado. Não é uma continuação incoerente, mas acaba sendo estranha pela abrupta mudança de ares e temas. No desenvolvimento da história, o roteiro coloca do Vingador Fantasma como guia e por mais que o personagem seja interessante e tenha alguns bons momentos falando em enigmas e sugerindo ações para quem está perdido, sua participação parece deslocada aqui, funcionando de verdade somente no início e no final do arco.

plano critico monstro do pantano o homem que não iria morrer

As coisas mudam de verdade a partir da edição #16, mas não necessariamente porque Pasko volta aos roteiros (é maldade, eu sei, mas não deixa de ser verdade). A grande alteração que temos aí é o estabelecimento da imbatível dupla Steve Bissette na arte e John Totleben na finalização. Eles já haviam trabalhado juntos no título, no arco anterior, mas não guiando uma aventura inteira como aqui. E é a justamente a dupla que dá uma alavancada na qualidade geral da obra e não à toa que tenham sido mantidos no título para a fase seguinte.

Nessa segunda história temos basicamente o retorno de Anton Arcane, o grande inimigo do Monstro do Pântano. No frigir dos ovos, Pasko faz aqui uma faxina na casa. Ele reúne os principais personagens em um único espaço, dá a possibilidade de expansão dos planos de Sunderland (algo que Moore saberia aproveitar com perfeição já no início de A Saga) e cria elementos de puro horror que reaproxima o protagonista de sua gênese, desde a House of Secrets #92, mesclando linhas românticas, o conflito entre o humano e o monstro + o clima macabro que estaria no centro das atenções dos primeiros arcos de Moore no título.

Em alguns momentos o roteiro corre para explicar certas relações entre personagens, insere um número grande de elipses e ainda nos traz a vergonhosa edição #18, que basicamente reimprime quase toda a Swamp Thing #10, rememorando o último encontro do Musguento com Arcane e os Un-Men. Mesmo assim, o arco termina de maneira coerente. Os personagens principais são colocados em seus caminhos, o Monstro está em busca de algo — uma busca que o levaria e encontrar muito mais do que ele jamais imaginara — e o cenário, ao mesmo que finaliza uma fase do personagem, dá os primeiros acenos para a fase seguinte.

Swamp Thing Vol.2 #14 a 19: The Man Who Would Not Die (EUA, junho a dezembro de 1983)
Roteiro: Dan Mishkin, Martin Pasko
Arte: Bo Hampton, Steve Bissette
Arte-final: Scott Hampton, John Totleben
Cores: Tatjana Wood
Letras: John Costanza, Ben Oda
Capas: Tom Yeates, Steve Bissette
Editoria: Len Wein
144 páginas