Literatura

Como Comprar um Livro

Como Comprar um Livro

Escrito em parceria com

Equipe blogwiki

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Neste Artigo:Comprando livros on-lineComprando livros em uma loja físicaEncontrando o livro certo10 Referências

Escolher um livro para comprar pode ser uma decisão bastante difícil, pois são muitas as opções. Depois de decidir qual será a próxima leitura, é preciso também definir a melhor forma de fazer a compra. Seja comprando on-line ou em uma loja física, o prazer da leitura sempre compensa esse pequeno esforço!

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Comprando livros on-line

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    Pesquise por sites de livrarias e editoras. Veja a seleção de livros disponíveis para tentar encontrar algum título interessante ou procure pelo livro específico que quer ler. Compare preços em diversos sites antes de efetuar a compra.[1]

    • Algumas opções são a Saraiva e a Livraria Cultura, que vendem livros novos, e a Estante Virtual e o Mercado Livre, que podem vender livros novos ou usados. Também é possível encontrar livros raros, novos e usados em sites como o eBay.
    • Algumas editoras vendem livros diretamente de seus sites, mas não são todas.
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    Decida se quer uma cópia comum ou uma edição especial. A maioria das pessoas deseja apenas ter acesso ao conteúdo de um livro, seja por lazer ou para estudar, sem se importar muito com o tipo de cópia que tem em mãos. No entanto, se você é um colecionador, será necessário pesquisar mais a fundo para conseguir encontrar uma edição limitada ou até a primeira edição de uma obra.[2]

    • Edições especiais geralmente custam mais do que uma edição comum de leitura.
    • Em caso de edições especiais essa informação será indicada na capa.
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    Leia a descrição física do livro se for uma cópia de segunda mão. Verifique atentamente a descrição das condições do livro para garantir que não há nenhuma falha nas páginas ou na lombada que possam atrapalhar a leitura.[3]

    • Desconfie de pessoas vendendo livros por preços extremamente baratos, como R$ 1,00 ou R$ 2,00. Muitas vezes esses vendedores mentem sobre a condição real do livro.
    • Veja a avaliação e as opiniões sobre o produto e o vendedor para ver se os clientes costumam ficar satisfeitos com a compra.
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    Adicione o livro ao carrinho. Depois de escolher um vendedor com boa reputação, clique no botão que adiciona o item ao carrinho de compras. Em seguida, é avance para o pagamento ou procure por mais livros para comprar.
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    Escolha o tipo de entrega e forneça o endereço. É só fazer login no site caso já tenha uma conta cadastrada, mas lembre-se de verificar se todas as informações estão corretas antes de prosseguir. Escolha o tipo de entrega mais adequado e finalize a compra.[4]

    • A maioria dos sites de compras exige que seja utilizado um cadastro de usuário, então será necessário criar um caso ainda não tenha. Alguns (poucos) sites permitem compras apenas fornecendo as informações necessárias.
    • O frete costuma variar conforme o prazo de entrega, sendo mais caro para entregas mais rápidas.
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    Compre uma cópia digital do livro caso tenha um leitor de e-book. Nesse caso, não será necessário escolher o tipo de entrega ou informar o endereço, pois o livro será disponibilizado eletronicamente. Desde que haja uma conexão com a Internet, o livro vai começar a baixar automaticamente assim que o pagamento for confirmado.[5]

    • O leitor de ebook mais popular é o Kindle da Amazon, mas há também o Lev da Saraiva e o KOBO da Livraria Cultura.
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    Deixe sua opinião do produto no site (caso tenha recebido uma cópia física). Examine o livro para verificar a qualidade quando ele chegar, mesmo que tenha comprado um item novo e de uma loja grande e famosa. Escreva um comentário descrevendo as condições da cópia que recebeu para que outros compradores saibam se podem confiar no vendedor.[6]

    • Verifique se o livro está conforme a descrição no site; caso haja algum defeito que não tenha sido indicado antes, houve uma falha por parte do vendedor ou da empresa de transporte. Entre em contato com o vendedor (se possível) para tentar encontrar uma solução para o problema.

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Comprando livros em uma loja física

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    Ande pelos corredores da loja olhando pelos títulos disponíveis. Procure na seção específica das categorias que costuma ler. Olhe nas prateleiras em ordem alfabética pelo nome do autor. Leia também a descrição na parte de trás do livro, e não só na da frente, além de fazer uma leitura rápida das primeiras páginas da obra para ter uma ideia do estilo de escrita do autor.[7]

    • Pergunte a um funcionário da loja se eles têm alguma recomendação.
    • Faça uma lista no celular ou em um bloco de notas de papel caso se interesse por muitos livros mas não possa comprar todos de uma só vez.
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    Informe-se com antecedência caso esteja procurando por um livro em particular. Ligue ou mande um e-mail para a loja perguntando se eles têm a obra disponível para venda. Dessa forma não há risco de ir até o local à toa.

    • Veja se é possível reservar uma cópia quando estiver em contato com a loja.
    • Verifique também a possibilidade da loja fazer a encomenda de uma cópia para você, caso eles não tenham nenhuma disponível. Nesse caso lembre-se de deixar um número de telefone e um endereço de e-mail para que eles possam entrar em contato quando o item chegar.
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    Vá até o balcão e faça o pagamento. Pegue o livro da prateleira e leve-o até o caixa da loja. Escolha a maneira como prefere pagar e efetue a compra.

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Encontrando o livro certo

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    Veja a lista de best-sellers da sua categoria favorita. Pense nos livros que mais gostou de ler e procure por títulos parecidos nas listas dos mais vendidos do mês ou da semana. Leia a descrição e sinopse do livro para ver se desperta o interesse.[8]

    • Quem está procurando por um livro informativo, com eventos que realmente aconteceram, deve procurar na categoria de não ficção. Já um livro de ficção é o ideal para aqueles que estão em busca de uma boa história.
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    Procure autores semelhantes aos que você gosta. Faça uma pesquisa on-line para conseguir recomendações de novos autores para ler, tanto os que publicam no mesmo tipo de gênero quanto os que têm um estilo de escrita semelhante. Tente ler prévias de algum livro deles.[9]

    • Leia todos os livros do seu autor favorito, caso ainda não tenha feito isso. A probabilidade de gostar dos outros livros desse escritor é bem grande.
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    Peça sugestões a um bibliotecário ou funcionário de uma livraria. Fale sobre o que o interessa e quais livros mais gostou de ler. Eles podem recomendar um livro específico, um autor ou ajudá-lo a encontrar uma boa categoria.[10]

    • Peça uma recomendação ao professor de português, de redação ou de literatura caso ainda esteja na escola.
    • Algumas livrarias oferecem uma lista de recomendações dos funcionários; dê uma olhada!
    • Pergunte a amigos e familiares se eles leram algum livro bom recentemente.
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    Leia resenhas de livros nos quais está interessado. Depois de separar os nomes de alguns livros interessantes, veja se outras pessoas gostaram de lê-los. Leia várias resenhas diferentes para determinar quais são os pontos bons e os ruins da obra na opinião do público.

    • Procure por resenhas em sites populares como a Amazon ou o Skoob, ou encontre um site especializado em resenhas de livros.
    • Alguns sites têm um símbolo de “Comprador verificado” para indicar que aquela pessoa realmente comprou e leu o livro antes de comentar.

Dicas

  • Escolha um livro que seja apropriado à sua faixa etária e nível de escolaridade.

Referências

  1. https://www.forbes.com/sites/davidvinjamuri/2013/02/27/the-trouble-with-finding-books-online-and-a-few-solutions/#473263ca2720
  2. https://www.ioba.org/standard/2012/08/how-to-buy-books-online/
  3. https://www.ioba.org/standard/2012/08/how-to-buy-books-online/
  4. https://www.ioba.org/standard/2012/08/how-to-buy-books-online/
  5. https://justpublishingadvice.com/how-to-buy-an-ebook-and-keep-it/
  6. https://www.ioba.org/standard/2012/08/how-to-buy-books-online/
  7. https://kidshealth.org/en/kids/find-book.html
  8. https://kidshealth.org/en/kids/find-book.html
  9. https://kidshealth.org/en/kids/find-book.html

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Como Começar a Escrever

Como Começar a Escrever

Escrito em parceria com

Alexander Peterman, MA

Neste Artigo:Criando um bom ambiente para a escritaPreparando um cronogramaUtilizando sugestões de escritaPreparando um brainstorm11 Referências

Entrar de cabeça no mundo da escrita pode parecer assustador, principalmente quando não se sabe bem por onde começar. A parte mais difícil da escrita costuma ser colocar as primeiras palavras em uma página em branco. Para começar, crie um bom ambiente livre de distrações e separe um horário para escrever. Fazer um brainstorm também pode ajudá-lo a descobrir sobre o que gostaria de escrever, facilitando o começo do processo e mantendo os pensamentos fluindo na página.

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Criando um bom ambiente para a escrita

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    Encontre um ambiente silencioso e isolado para escrever. É muito importante trabalhar em um ambiente tranquilo, seja seu quarto, a sala de estar ou um espaço fechado em uma biblioteca pública. Procure um ambiente com pouco tráfego de pessoas, se possível.[1]

    • Se não tiver acesso a uma mesa própria, experimente montar um local próprio para a escrita em seu quarto ou em algum outro ponto da casa para usar como cantinho da escrita com uma mesinha portátil.
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    Torne a área de escrita ergonômica para aumentar o conforto. Procure cadeiras de escritório que deem sustentação à parte inferior da coluna e ajuste o assento de modo que seus pés fiquem planos no chão e sua coluna fique reta. Se vai digitar em um computador, coloque o monitor a 50 cm a 100 cm de seu rosto, na altura dos olhos; é importante que você consiga observar a tela sem precisar forçar a vista.[2]

    • Posicione bem o teclado para que seus pulsos não fiquem doloridos ao escrever. Deixe o mouse por perto para que seja possível alcançá-lo com facilidade.
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    Livre-se das distrações. Distrair-se com pessoas e coisas ao redor é uma das coisas que mais atrapalha o processo de escrita. Desligue o celular ou coloque-o no modo silencioso para não ser atrapalhado por ligações ou mensagens, feche as portas do local e use fones de ouvido que abafem os sons externos, principalmente se vai escrever em um ambiente barulhento.[3]

    • Saia da internet para não se distrair com as redes sociais ou as notícias.
    • Se você mora com outras pessoas, informe-as de que vai escrever para que ninguém o incomode.

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Preparando um cronograma

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    Separe um horário específico do dia para escrever. Outro modo de se começar a escrever é simplesmente encaixar a tarefa no cotidiano. Separe um horário fixo do dia para colocar a mente no papel, seja de manhã, antes de sair para trabalhar, ou de noite, após o jantar. Aproveite também o horário de almoço ou uma lacuna entre as aulas para escrever. Esforce-se para manter a rotina não fazendo mais nada nos horários definidos para a escrita.[4]

    • Por exemplo, separe uma hora antes de sair para trabalhar só para escrever. Outra boa opção pode separar uma hora antes de dormir.
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    Estabeleça metas de palavras ou páginas. Para se motivar, é importante definir um objetivo de mínimo de palavras por dia ou páginas por semana; isso com certeza o ajudará a sentir que está progredindo no trabalho.[5]

    • Boas medidas para começar: 500 palavras por dia ou cinco páginas por semana.
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    Recompense-se sempre que alcançar um objetivo. As recompensas são excelentes para reconhecer suas conquistas e fazer com que você se sinta bem, sejam elas um pedaço de chocolate, uma xícara de café ou uma pausa de cinco minutos da escrita. O importante é a sensação de realização pessoal.

    • Experimente também usar eventos sociais como recompensas pela escrita. Por exemplo, você pode se recompensar com um passeio com amigos depois de terminar algumas páginas ou sair para jantar com sua namorada depois de uma certa contagem de palavras.

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Utilizando sugestões de escrita

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    Use eventos atuais como pontos de partida. Abra um jornal ou uma rede social no computador. Pegue um evento atual interessante e use-o como ponto de partida para a escrita. Essa é uma excelente opção para quem precisa escrever uma peça criativa e não sabe por onde começar. Imagine que é um personagem envolvido no evento em questão ou uma das testemunhas da situação e escreva sobre isso.[6]

    • Por exemplo, um incêndio recente na vizinhança pode ser inspiração para a escrita, assim como um evento político.
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    Escreva uma carta na voz do seu protagonista. Se não consegue escrever na voz de um personagem da história, tente escrever uma carta no ponto de vista dele endereçada para outro personagem ou para você, o autor. Use a primeira pessoa do singular na carta, para tentar entrar na cabeça do personagem.[7]

    • Outra opção é tentar responder perguntas como “O que o personagem quer?” na carta, usando a voz do protagonista.
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    Escreva a partir de uma perspectiva oposta à sua. Outro meio excelente de pegar no tranco para escrever é utilizar outra perspectiva. Trata-se de uma ótima opção tanto para escrita criativa quanto acadêmica, pois permite que você explore diferentes pontos de vista.[8]

    • Por exemplo, se está travado na hora de escrever um texto político a favor da liberação do aborto, experimente escrever algumas frases sob a perspectiva de uma pessoa contra a legalização do aborto. Assim, você conseguirá ter uma ideia melhor das visões da oposição e será um pouco mais fácil começar a escrever seu ponto de vista.
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    Use uma citação como ponto de partida. Se não consegue começar uma redação ou um texto acadêmico, pegue uma citação de uma fonte de pesquisa e use-a como pontapé inicial. Escolha uma citação inspiradora ou interessante e escreva sobre o significado dela no contexto do texto. Reflita sobre o significado, sobre o que pode estar faltando nela e o que achou confuso. Em seguida, aproveite esse conteúdo para continuar escrevendo a redação.

    • Por exemplo, se vai escrever uma redação sobre um texto literário, pegue uma citação ou uma cena do texto para usar como pontapé inicial.
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    Use uma sugestão por dia. Se está procurando por sugestões de escrita para começar a escrever e colocar pelo menos alguma coisa no papel, procure por sugestões na internet. Aqui na WikiHow temos dois artigos interessantes sobre o assunto: Como Criar uma Sugestão de Escrita e Como Usar Sugestões para Escrita Criativa.

    • Escolha uma sugestão por dia e escreva de modo livre seguindo ela. Existem diversas opções disponíveis, seja escrever na perspectiva de um animal ou escrever sobre um sonho. Alguma opção vai ser interessante para você.
    • Por exemplo, experimente a escrita livre por dez minutos pela manhã, antes de ir trabalhar ou estudar, para colocar as ideias na cabeça. Outra opção é praticar a escrita livre por dez minutos antes de começar a escrever uma redação ou um conto.

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Preparando um brainstorm

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    Monte um mapa mental sobre um assunto ou tema. Se está com dificuldade para começar a escrever, um mapa mental pode ser a saída. Comece escrevendo o assunto principal sobre o qual deseja tratar e abra ramificações com ideias ao redor dele. Circule cada ideia e desenhe linhas delas até o tema principal. Em seguida, leia tudo e escolha as ideias que mais o inspirem a começar a escrever.[9]

    • Por exemplo, se vai escrever um romance com tema sobre a perda, comece a escrever nomes de personagens e cenas que ilustrem o tema ao redor da palavra “perda” no mapa mental.
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    Monte uma lista de ideias para escrever. O brainstorm também pode ser feito através de uma lista de possíveis ideias, sejam elas boas ou ruins. Parte do processo envolve deixar as ideias fluírem sem julgamentos. Depois de feita a lista, leia-a várias vezes para identificar as ideias que se destacam e inspiram você.[10]

    • Por exemplo, se vai escrever uma redação de opinião para uma aula, monte uma lista de possíveis opiniões sobre um assunto para escrever.
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    Converse com os outros sobre ideias. Às vezes, fazer um brainstorm com outras pessoas funciona melhor, portanto, converse com outras pessoas sobre ideias de escrita e veja o que elas têm a dizer. Diga sobre o que está pensando em escrever e peça conselhos. Muitas vezes, conversar com os outros sobre suas ideias pode forçá-lo a verbalizá-las e pensar em voz alta.[11]

    • Por exemplo, converse com seus colegas de turma sobre suas ideias para uma redação que vocês têm que escrever. Outra opção seria conversar com um professor de redação sobre suas ideias para um conto.

Referências

  1. http://www.writehacked.com/productivity/10-elements-of-the-perfect-writing-environment/
  2. http://www.writehacked.com/productivity/10-elements-of-the-perfect-writing-environment/
  3. http://www.novelpublicity.com/2010/12/the-wordy-transition-creating-the-right-writing-environment/
  4. http://www.writehacked.com/productivity/10-elements-of-the-perfect-writing-environment/
  5. https://litreactor.com/columns/the-write-time-strategies-to-make-your-writing-schedule-sacred
  6. https://www.theteacherscorner.net/daily-writing-prompts/january/
  7. https://www.edutopia.org/article/50-writing-prompts-all-grade-levels-todd-finley
  8. https://www.theteacherscorner.net/daily-writing-prompts/january/
  9. http://www.inc.com/john-boitnott/10-longtime-brainstorming-techniques-that-still-work.html

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Como Apreciar Poemas

Como Apreciar Poemas

Escrito em parceria com

Stephanie Wong Ken, MFA

Neste Artigo:Lendo por prazerAnalisando poemasExperimentando poemas através de sons e performancesDiscutindo poema com outras pessoas11 Referências

Para um iniciante no mundo dos poemas, pode ser difícil apreciá-los completamente como uma forma de arte. Embora possam parecer confusos, obscuros e complicados, eles são uma ótima forma de ver o mundo por uma perspectiva diferente. Ler poemas por prazer e experimentar a arte lendo, assistindo e ouvindo pode ajudá-lo a se conectar com eles. Você também pode analisar poemas para aprofundar seu entendimento e compartilhá-los com os outros para discuti-los em detalhes.

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Lendo por prazer

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    Leia o poema várias vezes. Apenas uma leitura não será suficiente para você apreciá-lo. Tente ler pelo menos duas ou três vezes, fazendo pausas entre cada leitura. Você pode acabar tendo uma conexão mais profunda com o poema na segunda ou terceira vez, ou até mesmo na quarta leutura.[1]

    • Você também pode tentar ler uma vez, deixá-lo de lado por um dia e, em seguida, retornar à leitura pela segunda ou terceira vez. Assim, você terá tempo para pensar sobre o poema em mais detalhes.
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    Volte aos versos ou palavras que você achou interessante. Se algum verso ou palavra tiver chamado sua atenção ou despertado seu interesse, volte a eles e releia-los. Pense no porquê você os achou agradáveis.[2]

    • Por exemplo, você pode simplesmente gostar ou se identificar com eles de alguma forma. Ou talvez pode achar o verso interessante porque é estranho e inesperado.
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    Feche os olhos e imagine as figuras no poema. Leia uma linha que contenha uma imagem ou uma sensação no poema. Em seguida, feche os olhos e tente visualizar como essa imagem poderia ser.[3]

    • Por exemplo, você pode fechar os olhos e visualizar uma imagem de um navio em um porto conforme está descrito no poema.

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Analisando poemas

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    Faça anotações nas margens do poema. Comece fazendo uma primeira leitura, na qual você leva cada palavra ao pé da letra. Escreva uma observação nas margens do texto perto de qualquer palavra ou frase que pareça importante ou interessante para você. Assim, você pode analisá-las depois e pensar no que elas significam no contexto do poema.[4]

    • Por exemplo, você pode destacar palavras como “enfaixado”, “espanto” e “duende” em um poema porque elas chamaram a sua atenção.
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    Procure palavras que não reconhece. Use um dicionário para pesquisar palavras que você não conhece no poema. Em seguida, pense em como o significado da palavra complementa os versos do poema. Isso pode ajudá-lo a compreender melhor o que o locutor está tentando dizer ou transmitir.[5]
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    Identifique a forma do poema. A forma pode ser em verso livre, haiku, soneto, limerick, tanka ou sestina. Com frequência, o poeta escolhe uma forma específica para complementar o significado do poema ou para dar certo estilo à arte. A forma também pode ajudá-lo a determinar a estrutura e a métrica.[6]

    • Pode ser necessário pesquisar alguns exemplos de diferentes formas poéticas para ajudá-lo a identificar qual é a que está sendo usada. As mais modernas são em verso livre, e os poemas mais antigos tendem a usar estruturas formais, como soneto, haiku ou limerick.
  4. 4
    Perceba se o poema tem um certo ritmo ou fluxo quando lido em voz alta. Ouça como o poema soa quando você lê em voz alta. Preste atenção ao ritmo de cada linha e como cada uma flui uma com a outra. Pense em como o som do poema o faz sentir. Leve em consideração como o ritmo e o fluxo complementam o significado geral.[7]

    • Por exemplo, pense em perguntas como “Esse poema flui suave e levemente quando lido em voz alta?”, “Ele tem um ritmo quebrado ou curto?”, “Ele é fácil de ler em voz alta ou tenho que fazer uma pausa em cada linha?”.
  5. 5
    Verifique a repetição e as rimas. Os poetas usam repetições, na qual a mesma palavra ou frase é repetida mais de uma vez, para enfatizá-la e mostrar ao leitor que ela é importante. Veja se há palavra sou frases repetidas no poema e pense em como elas se relacionam ao assunto que está sendo tratado.

    • Você também pode analisar a rima para encontrar um significado mais profundo. Perceba se o poema segue um esquema de rimas, no qual o final de certas linhas ou versos rima um com o outro. Pense em como elas dão estrutura ao poema.
  6. 6
    Procure características literárias, como metáforas, símile e personificação. Uma metáfora compara duas coisas uma com a outra. Por exemplo, “Meu amor é uma rosa vermelha”. Um símile compara duas coisas utilizando “como”: “Meu amor é como um sol em chamas”. Ambas as características literárias são usadas frequentemente em poemas para criar uma visualização mais forte para o leitor. Elas também adicionam detalhes sensoriais e emoção à leitura.[8]

    • A personificação é quando um objeto inanimado recebe qualidades humanas, como uma árvore, uma bola ou um computador. Normalmente, é usada em poemas sobre natureza e tecnologia para aprofundar o significado.
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    Resuma o poema com suas próprias palavras. Experimente parafraseá-lo com seu próprio entendimento, de forma simples ou complexa. Pense em como você interpreta ou entende o poema e tente descrevê-lo do seu ponto de vista. Lembre-se de que não há uma única resposta certa quando se trata de poemas e poesias, pois eles estão sempre sendo interpretados diferentemente.[9]

    • Por exemplo, você pode resumi-lo como uma meditação sobre a morte e a vida ou como uma história de uma amizade entre um garoto e um cachorro.

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Experimentando poemas através de sons e performances

  1. 1
    Leia o poema em voz alta várias vezes. Poemas são feitos para serem ouvidos e lidos em uma página. Dedique um tempo para ler em voz alta e preste atenção em como as palavras soam. Perceba se você se conecta com algum verso ou palavra especifica quando ler em voz alta. Tente fazer isso várias vezes para aprofundar sua compreensão.[10]
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    Ouça a poetas lendo os próprios poemas. Outra forma de tornar o poema mais vivo é tentando encontrar uma gravação do poeta que o escreveu lendo o próprio trabalho. Os poetas frequentemente atuam e interpretam os poemas quando os leem, tornando-os mais envolventes e interessantes. Procure gravações na internet ou em arquivos de som em uma biblioteca. Muitos poetas modernos têm gravações do próprio trabalho disponíveis gratuitamente.

    • Pesquise um banco de dados de poemas e poesias na internet e veja se há a gravação junto com a leitura.
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    Vá a uma leitura de poesias ao vivo na sua região. Procure leituras em cafeterias ou bares locais. Vá a apresentações que incluem poemas. Outra opção é ver se um poeta que você goste está se apresentando em algum local na sua região e ir assistir à leitura. As leituras ao vivo são uma ótima forma de vivenciar a poesia como um entretenimento que você assiste e ouve.

    • Você pode criar o hábito de ir assistir a leituras ao vivo regularmente para se expor a diferentes poetas e estilos de leitura.

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Discutindo poema com outras pessoas

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    Compartilhe poemas com amigos ou familiares para discuti-los. Compartilhar poemas com outros pode ajudá-lo a aprofundar seu entendimento sobre eles e apreciá-los mais. Escolha um ou dois poemas que você acha interessantes, confusos ou envolventes. Em seguida, mostre-os aos parentes ou amigos e pergunte o que eles acham. Comece um diálogo com as pessoas mais próximas e encoraje-as a compartilhar a perspectiva delas sobre a leitura.[11]

    • Por exemplo, pergunte “O que você acha desse poema?” ou “Você gosta desse poema? Por que ou por que não?”.
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    Crie um grupo de leitura de poemas. Outra forma de ampliar seu gosto por poemas é criando um grupo no qual você pode lê-los e discuti-los. Peça para amigos, familiares, mentores, colegas de trabalho ou parceiros participarem e torne as reuniões informais e casuais para que todos se sintam confortáveis. Imprima diferentes poemas para as discussões e reveze na leitura em voz alta.

    • Você também pode pedir para os outros membros do grupo levarem poemas que acham interessantes ou envolventes para compartilhar.
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    Envolva-se em discussões sobre poemas na internet. Existe uma comunidade crescente de leitores e poetas que discutem poemas on-line. Use plataformas de redes sociais, como Twitter e Facebook, para encontrar outros poetas ou leitores interessados em poesias. Procure fóruns na internet onde outras penosas compartilham poemas e tentam analisá-los. Participe de conversas para que você aprenda a apreciar os poemas em um nível mais profundo.

    • Você também pode se inscrever para receber atualizações de revistas de poemas ou publicações para descobrir novos poetas e poemas que pode não ter encontrado sozinho.

Referências

  1. http://www.english.upenn.edu/~mgamer/Teaching/Handouts/readingpoetry.html
  2. http://www.english.upenn.edu/~mgamer/Teaching/Handouts/readingpoetry.html
  3. http://www.english.upenn.edu/~mgamer/Teaching/Handouts/readingpoetry.html
  4. https://www.vaniercollege.qc.ca/tlc/tipsheets/reading-and-analyzing/how-to-analyze-a-poem.pdf
  5. https://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2014/11/how-to-read-poetry-a-step-by-step-guide/380657/
  6. https://www.vaniercollege.qc.ca/tlc/tipsheets/reading-and-analyzing/how-to-analyze-a-poem.pdf
  7. https://www.vaniercollege.qc.ca/tlc/tipsheets/reading-and-analyzing/how-to-analyze-a-poem.pdf
  8. https://www.vaniercollege.qc.ca/tlc/tipsheets/reading-and-analyzing/how-to-analyze-a-poem.pdf
  9. https://www.vaniercollege.qc.ca/tlc/tipsheets/reading-and-analyzing/how-to-analyze-a-poem.pdf

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Como Analisar o Tom em Literatura

Como Analisar o Tom em Literatura

Escrito em parceria com

Alexander Peterman, MA

Neste Artigo:Reconhecendo os tipos de tom mais comunsDeterminando o tom de uma obra literáriaDescrevendo o tom de uma obra literária14 Referências

Na literatura, a palavra tom diz respeito ao posicionamento do autor com relação ao tema, aos personagens ou aos acontecimentos de uma história.[1] Entender o tom de uma obra literária pode ajudar você a melhorar como leitor. Além disso, trabalhos de escola e resenhas que pedem para você analisar o tom de uma obra são bem comuns. Para começar, aprenda a reconhecer os tipos de tom mais comuns na literatura. Depois, determine o tom da obra que está analisando e descreva-o da melhor maneira possível para tirar uma boa nota.

Parte 1

Reconhecendo os tipos de tom mais comuns

  1. 1
    Veja se o tom é solene ou melancólico. É muito comum obras literárias terem um tom solene ou melancólico, que deixa o livro com um ar pesado ou sério. Uma história com um tom solene costuma parecer triste ou sombria e faz com que os leitores se sintam deprimidos ou incomodados.[2]

    • Um bom exemplo de tom solene ou melancólico pode ser encontrado no livro “A Redoma de Vidro”, de Silvia Plath.
  2. 2
    Aprenda a reconhecer um tom de suspense. Outro tipo de tom muito comum é o de suspense, que deixa o leitor ansioso e com medo do que pode acontecer a seguir. Ao ler uma obra de suspense, é comum as pessoas roerem as unhas e ficarem extremamente inquietas.[3]

    • Um bom exemplo de um conto com um tom de suspense é “A Loteria”, de Shirley Jackson.[4]
  3. 3
    Repare em tons humorísticos. Uma obra literária com um tom de humor é capaz de produzir sorrisos e risadas. A história costuma parecer divertida, irônica ou espertinha. Alguns escritores usam o humor para balancear partes mais solenes em um mesmo livro ou conto.[5]

    • Um bom exemplo do uso do humor na poesia é o “Poeminho do Contra”, de Mário Quintana.
  4. 4
    Aprenda a reconhecer um tom sarcástico. O sarcasmo costuma ser usado para divertir ou fazer rir o leitor, criando uma atmosfera crítica e mordaz. Existem diversos romances e contos com um tom sarcástico, principalmente aqueles em primeira pessoa, com um narrador com um senso de humor bem ácido.[6]

    • Um bom exemplo de um romance com um tom sarcástico é “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger.
  5. 5
    Entenda a relação entre tom e gênero. Em alguns casos, saber o gênero da obra já é suficiente para ter uma ideia do tom. Um romance policial ou de mistério, por exemplo, costuma ter um tom de suspense, ao passo que comédias e sátiras são normalmente mais bem-humoradas.
  6. 6
    Aprenda a diferença entre tom e atmosfera. Distinguir entre o tom e a atmosfera de um livro pode se difícil, mesmo porque os dois costumam estar inter-relacionados. A atmosfera é a descrição da ambientação e do clima do texto, sendo gerada pela reação do leitor ao tom da obra. No entanto, tanto a atmosfera quanto o tom dependem da capacidade do escritor de passar emoções para o leitor por meio do texto.[7]

    • Uma história passada em uma cabana abandonada no meio de uma floresta, por exemplo, pode ter uma atmosfera assustadora ou inquietante. Ao mesmo tempo, o narrador ou o personagem principal pode descrever o cenário usando um tom triste ou melancólico.

Parte 2

Determinando o tom de uma obra literária

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    Preste atenção na linguagem e na escolha de palavras. Uma forma de determinar o tom de um texto é prestando atenção na linguagem e nas palavras usadas pelo autor. Tente se perguntar porque ele descreveu uma determinada cena daquela maneira. Pense em por que certas palavras foram usadas para falar sobre um personagem. Em seguida, reflita sobre como essas escolhas definem o tom da obra.[8]

    • Tomemos como exemplo este trecho do livro “A Redoma de Vidro”: “Me vi sentada embaixo da árvore, morrendo de fome, simplesmente porque não conseguia decidir com qual figo eu ficaria. Eu queria todos eles, mas escolher um significava perder todo o resto, e enquanto eu ficava ali sentada, incapaz de tomar uma decisão, os figos começaram a encolher e ficar pretos e, um por um, desabaram no chão aos meus pés”.
    • No trecho, Plath usa palavras como “morrendo”, “perder”, “incapaz” e “desabaram” para criar um tom solene e melancólica.
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    Observe as estruturas das frases. Leia um trecho da obra em questão e observe como as frases são estruturadas. Talvez elas sejam curtas e mais ou menos do mesmo tamanho, o que aponta para um determinado tom. Elas também podem ser longas e ocupar uma página quase inteira, criando um tom pensativo ou meditativo.[9]

    • Em muitos romances policiais, por exemplo, as frases são curtas e diretas, com poucos adjetivos e advérbios. Isso ajuda a criar um tom de suspense, cheio de ação e tensão.
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    Analise as imagens criadas pelo texto. Outra forma de determinar o tom de uma obra é prestando atenção nas imagens evocadas pelo autor para descrever um cenário, uma cena ou um personagem. Certas imagens apontam para tons bem específicos. Ficar atento a elas pode dar boas pistas do tom desejado pelo autor.[10]

    • Suponhamos que o rosto de um personagem seja descrito como “brilhando de felicidade e animação”. A descrição aponta para um tom alegre. Já se a cabana na floresta for descrita como “suja com a gordura dos dedos de seus antigos ocupantes”, é bem possível que a história tenha um tom de suspense.
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    Veja se o autor faz uso de ironia. Existem diferentes tipos de ironia, como a verbal, a situacional e a dramática. Uma situação é considerada irônica se as expectativas e a realidade do momento forem totalmente incongruentes. Em muitos casos, a ironia está ligada ao sarcasmo, mas isso não é obrigatório. Fique atento a usos da ironia no texto e tente descobrir como ela contribui para o tom ou para uma determinada mudança de tom.[11]

    • Caso um personagem diga “Que bom que eu vim de casaco!” em uma temperatura 30 °C, o autor está usando ironia verbal.
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    Leia o texto em voz alta. Ler uma obra literária em voz alta pode ajudar você a ter uma ideia melhor da sonoridade da obra, ou seja, de como as palavas soam lado a lado em uma frase. A sonoridade fica bem mais evidente quando lemos um texto em voz alta. Dessa forma, é possível ouvir como cada palavra soa e em como esses sons ajudam a criar um tom para a obra.[12]

    • Para ter uma ideia do tom do livro, experimente ler o seguinte trecho de “O Apanhador no Campo de Centeio” em voz alta: “Dinheiro maldito. Ele sempre acaba fazendo você ficar escuro como o inferno”. O uso de “maldito” e “escuro como o inferno” dá à passagem um tom sarcástico ou amargo, com um toque de humor e tristeza.
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    Entenda que uma obra pode ter mais de um tom. É muito comum autores usarem mais de um tom em uma única obra, principalmente em textos longos, como romances. É possível que você note mudanças de tom de um capítulo para o outro, de narrador para narrador ou de cena para cena. O autor pode optar por mudar de tom para se adequar melhor à voz de um personagem ou para indicar uma alteração nos personagens ou na ação.[13]

    • Um romance pode começar com um tom humorístico, por exemplo, e ficar mais sério conforme o autor mergulha na história ou nas relações pessoais dos personagens.

Parte 3

Descrevendo o tom de uma obra literária

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    Use adjetivos. Para descrever o tom de uma obra literária, use adjetivos que ilustrem o tom do narrador, como “melancólico”, “solene”, “humorístico” ou “sarcástico”. Quanto mais específico você for, mais aprofundada ficará a sua análise.[14]

    • Escreva, por exemplo: “O autor usa palavras como ‘super’, ‘animado’, ‘fantástico’ e ‘emocionante’ para criar um tom otimista”.
    • Use mais de um adjetivo para deixar a sua descrição mais acurada, se precisar.
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    Forneça exemplos do texto. Após descrever em detalhes o tom da obra, use trechos do texto para fundamentar a sua análise. Escolha citações que ilustrem bem o tom da obra por meio da escolha de palavras, da linguagem, da sonoridade ou das imagens evocadas.

    • Caso esteja escrevendo sobre “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald, use a última frase do livro como exemplo: “E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado”.
    • Em seguida, fale sobre como a imagem de um bote indo contra a corrente, assim como o uso de palavras como “passado”, “prosseguimos” e “impelidos” dão um tom nostálgico ao fim do livro.
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    Compare diferentes tons dentro de uma mesma obra. Caso a obra em questão tenha mais de um tom, compare-os ao longo da análise. Isso costuma acontecer com textos longos, como romances ou poemas épicos. Identifique o ponto em que a mudança ocorre e discorra sobre por que isso acontece e como a alteração o afetou enquanto leitor.

    • Repare se as mudanças de tom coincidem com a aparição de determinados personagens ou com alterações de perspective ou ponto de vista.
    • Escreva, por exemplo: “No Capítulo 13, o tom passa de humorístico para sério quando o narrador fala sobre a doença e a morte da mãe”.
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    Conecte o tom a outros elementos. Dependendo da profundidade exigida para o trabalho, estabeleça uma relação entre a sua análise do tom e outros elementos, como a atmosfera, a trama, o tema e o estio. O tom de uma obra costuma ser usado para ilustrar um tema mais amplo ou para definir a atmosfera do texto. Conectar o tom a esses outros elementos vai deixar a sua análise bem mais sólida e inteligente.

    • Você pode, por exemplo, estabelecer uma ligação entre o tom nostálgico e solene do fim de “O Grande Gatsby” com os temas da memória, da perda e do amor trágico que perpassam o romance.

Referências

  1. https://owl.english.purdue.edu/owl/resource/575/1/
  2. https://literarydevices.net/tone/
  3. http://www.inetteacher.com/upload1/102670/docs/Tone-Mood%20Worksheet.pdf
  4. https://sites.middlebury.edu/individualandthesociety/files/2010/09/jackson_lottery.pdf
  5. https://literarydevices.net/tone/
  6. https://literarydevices.net/tone/
  7. http://study.com/academy/lesson/tone-vs-mood-interpreting-meaning-in-prose.html
  8. https://literarydevices.net/tone/
  9. http://literarydevices.net/syntax/

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Como Analisar Poesias

Como Analisar Poesias

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Neste Artigo:Forma e a métricaTema, personagem e cenárioLinguagem e imaginárioContexto e Estilo23 Referências

Você sente que ler e analisar poesias é como tentar decifrar uma língua arcaica e perdida? Bom, não tenha medo! O processo para analisar uma poesia se resume a examinar os seguintes itens: forma, métrica, tema, cenário e personagem. Você também deve considerar a análise da linguagem, imaginário, do estilo e do contexto da poesia para entendê-la melhor. Basta ter atenção e paciência que você aprenderá a analisar uma poesia em alto nível.

Parte 1

Forma e a métrica

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    Leia o poema em voz alta. Leia-o várias vezes em voz alta. Vá com calma e pronuncie cada palavra devagar. Cuidado para não pular nenhuma palavra ou ler os versos muito rapidamente. Tudo é importante, portanto, gaste o tempo que for preciso escutando o som das palavras.[1]

    • Tenha um lápis ou caneta à mão quando for ler o poema em voz alta. Sublinhe ou circule as palavras que chamarem a sua atenção.
    • Algo que pode ajudá-lo, algumas vezes, é ouvir o poeta lendo em voz alta a própria obra. Vá na internet e veja se você consegue achar um áudio ou um vídeo do poeta lendo a poesia dele.
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    Preste atenção no ritmo do poema. Enquanto lê em voz alta, veja se ele tem ritmo. O ritmo fará parte do significado completo do poema. Pense em como o ritmo faz você se sentir enquanto está na posição de ouvinte.[2]

    • Exemplo: você talvez note a presença de versos curtos que criam um ritmo saltitante; ou talvez a presença de vários versos longos que se integram um ao outro, criando um ritmo mais fluido.
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    Observe como o poema está separado ou divido. Os poemas são divididos em partes chamadas estrofes. Elas podem ir de quatro até dez linhas ou mais. Alguns poemas têm apenas uma estrofe e outros podem ter várias. Olhe para o poema e conte quantas estrofes ele possui. Preste atenção em como elas se relacionam uma com a outra ou como é a transição de uma para outra.[3]

    • Reflita: “Por que o poeta organizaria as estrofes desse jeito?” e “O que a estrutura o significado do poema tem em comum?”
    • Os poemas podem ser divididos em partes numeradas em vez de estrofes.
    • Alguns deles não são divididos em estrofes e mostram as palavras espalhadas pela página. Nesse caso, pense por que o poeta dividiria o poema em palavras ou frases em vez de versos e estrofes.
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    Identifique o esquema rímico (caso ele exista). Observe se há palavras que rimam em cada verso do poema. Procure por um padrão onde os versos trazem rimas, principalmente no final de cada verso. Escreva as rimas usando as letras “A” e “B” para marcar os versos que rimam.[4]

    • Exemplo: caso perceba que o primeiro e o terceiro verso rimam, você os representará com a letra “A” no esquema rímico; caso note que o segundo e o quarto verso também rimam, você os representará como sendo “B”. Isso significa que o esquema rímico do poema será “ABAB”.
    • Caso perceba a existência de rimas diferentes nos versos cinco, seis, sete e oito do poema, você usará “C” e “D” para registrá-los. Exemplo: você pode se deparar com um poema que contenha um esquema rímico “ABABCDCD”.
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    Observe a métrica. Ela se refere ao número de sílabas tônicas presentes em cada verso. As tônicas soarão mais altas ou pronunciadas quando lidas em voz alta; as sílabas átonas soarão mais suaves. Ouça bem as sílabas tônicas em cada verso.[5]

    • Exemplo: o primeiro verso do poema pode ter três sílabas tônicas e o segundo tem duas tônicas. Dessa forma, o poema ganhará um pouco de métrica.
    • Outra maneira de identificar a métrica é escandindo um poema. Esta técnica pode ajudá-lo a entender melhor o ritmo e a estrutura. Você terá que fazer espaço duplo no poema e ter uma cópia física à mão para escandi-lo.
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    Identifique a forma do poema. Quando tiver identificado o esquema rímico e a métrica, passe à identificar a forma. A forma se refere ao tipo do poema, que pode ser um haikai, um soneto, uma sextina, um poema em verso livre ou um limerique. Revise as diferentes formas para achar uma que se enquadre no poema que estiver analisando.[6]

    • Exemplo: Caso tenha um poema que tenha três linhas e siga um padrão silábico 5-7-5, provavelmente é um haikai. Você pode falar sobre como o haikai é feito para ser um retrato de um breve momento do tempo. Simultaneamente, você também pode discutir a história do haikai e como ele tem sido usado pelos poetas japoneses, assim como os poetas ocidentais, para descrever os momentos em meio à natureza.

Parte 2

Tema, personagem e cenário

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    Analise o título. Leia o título e examine-o cuidadosamente. Veja o que ele diz sobre o tema, a tonicidade e a forma do poema. O que ele sugere ao leitor? O que ele evoca na sua mente?[7]

    • Exemplo: caso esteja lendo um poema chamado “Soneto 47”, você pode imaginar que o poema está na forma de soneto e que faz parte de uma série de sonetos numerados escritos pelo mesmo poeta.
    • Caso esteja lendo um poema chamado “Uma Arte”, você poderá deduzir que o poema é uma forma de arte, talvez uma forma de arte escrita.
    • Você deve voltar ao título quando tiver terminado de ler o poema para identificar o contexto e para ver se você consegue entendê-lo com maior profundidade.
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    Identifique o eu-lírico. Veja se o poema está na primeira, segunda ou terceira pessoa. Observe se o eu-lírico está se dirigindo a mais alguém no poema. Observe se há apenas um eu-lírico ou várias pessoas falando. Conte quantos personagens são mencionados no poema.[8]

    • Exemplo: caso esteja analisando o poema “Cavar” de Seamus Heaney, você talvez perceba que ele está na primeira pessoa e o eu-lírico é a única pessoa que tem voz no poema. No entanto, há três personagens no poema: o eu-lírico, o pai e o avô dele.[9]
    • Aí você pode refletir sobre aa maneira como Heaney discute temas como a família e a expressão individual através da inserção destes três personagens no poema.
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    Analise a situação apresentada no poema. Descreva o que acontece no poema, o que o eu-lírico está fazendo. Observe o que o eu-lírico está observando. Escreva um pequeno resumo sobre o que você acha que está acontecendo no poema.[10]

    • Exemplo: no poema “Cavar” novamente, você pode escrever um resumo sobre o eu-lírico sentado na escrivaninha dele com uma caneta na mão enquanto observa o pai colhendo batatas no quintal.
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    Analise o cenário. Observe onde e quando acontecem os eventos do poema. Veja se alguma época ou hora do dia é mencionada. Procure por detalhes que mostrem onde o eu-lírico está situado.[11]

    • Exemplo: caso esteja analisando o poema “Sábado, Domingo, Segunda, Terça” de Rachel Zucker, você talvez note que o poema descreve alguns detalhes da vizinhança, como um campo de futebol, uma creche e um mercado de quinquilharias. É possível que você perceba a menção de um sábado e um domingo de manhã como uma proposta do poema de percorrer um período de tempo sequencialmente.[12]
    • Posteriormente, você pode analisar como o poema se concentra na vizinhança naquele exato momento, permitindo que o poeta aborde ideias como a rotina, a vida na própria vizinhança e o pertencimento à uma comunidade.
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    Identifique o tema. O tema se concentra no propósito do poema. Pense sobre o que o poeta está tentando expressar ou explorar no poema. Podem existir um tema central ou vários temas.[13]

    • Exemplo: usando novamente o poema “Cavar” de Heaney, o eu-lírico tem diferentes olhares em relação ao modo de trabalhar da família. O eu-lírico usa a caneta e o papel para descobrir a verdade, enquanto que a família escava a terra para ter batatas como alimento. O poema explora temas como “família”, “sobrevivência” e “expressão individual”.

Parte 3

Linguagem e imaginário

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    Circule as palavras que aparecem mais de uma vez. Palavras repetidas são muito importantes e transmitem o significado amplo do poema. Observe o que essas repetições têm a ver com poema no todo.[14]

    • Exemplo: no poema “Papai” de Sylvia Plath, as palavras “papai”, “Judeu” e “você” aparecem várias vezes. Elas são usadas de formas diferentes em cada momento que são mencionadas, o que traz vários significados distintos ao contexto do poema.[15]
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    Circule as palavras que não conhece e procure os significados delas. Vá lendo o poema e circule todas as palavras que você não conhece. Em seguida, use um dicionário para procurar as definições. Relacione a definição da palavra com o contexto do poema, visto que vai ajudá-lo a entender melhor o poema na totalidade.[16]
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    Identifique as imagens concretas. Elas são imagens que parecem tangíveis e claras. Muitas vezes, elas são descritas como usuárias dos cinco sentidos: paladar, tato, olfato, audição e visão. Procure por imagens concretas e reflita para que elas servem.[17]

    • Exemplo: no poema “Cavar”, há várias imagens concretas como “o chão empedrado”, “o quadril esforçado dele”, “a bota rústica” e “uma garrafa de leite / mal arrolhada com papel”.[18]
    • Você pode analisar o que essas imagens concretas contribuem para os temas ou para as ideias principais do poema. Elas podem mexer emocionalmente com você (o leitor) e dar a você uma visão clara do ponto de vista do eu-lírico.
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    Procure por metáforas e símiles. Uma metáfora compara uma coisa com outra, já a símile compara uma coisa com outra usando, geralmente, o comparativo “como”. Escande o poema atrás de metáforas e símiles, pois elas são muito usadas para criar imagens detalhadas.[19]

    • Exemplo: no poema “Papai”, a autora usa a símile como “Sinistra estátua com um dedo do pé cinzento / Grande como um lacre da Frisco” e “A bota na cara, o bruto / Coração bruto de um bruto como você”.[20]
    • Depois, você pode pensar em como as símiles contribuem para a caracterização do personagem “papai” no poema. Nesse caso, as símiles geralmente se referem a temas como a violência e a morte, assim como o amor e o desejo.
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    Veja se existem outras figuras de linguagem. Procure por figuras como a prosopopeia, na qual um objeto inanimado ganha qualidade humanas ou a aliteração, onde a mesma sílaba ressoa no início de várias palavras de uma frase. Pense no porquê do poeta usar certas figuras de linguagem e como elas afetam o significado do poema.

    • Você encontra uma lista com as figuras de linguagem em https://pt.wikipedia.org/wiki/Figura_de_linguagem

Parte 4

Contexto e Estilo

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    Identifique o contexto do poema. Veja se você consegue descobrir em que período, data ou época o poema foi escrito ou publicado. Procure na internet e observe se a data da publicação aparece no poema.[21]

    • Você deve também descobrir mais sobre o local da composição do poema, como a cidade ou o país. Isso pode ajudá-lo a saber mais sobre o porquê de o poema ser estruturado desse ou daquele jeito, bem como sobre o que o poema está querendo comunicar.
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    Veja se o poema faz parte de um círculo ou série. Dado poema pode ser uma composição única ou pode ser parte de uma série de poemas escritos por um poeta. Talvez ele seja um soneto que integra uma parte de uma série de sonetos ou uma coroa de sonetos. Também há a possibilidade desse dito poema fazer parte de um círculo de poemas que trazem o mesmo tema.[22]

    • Alguns poemas deixarão claro que fazem parte de um círculo ou uma série. Pesquise na internet ou vá à biblioteca para saber mais sobre o contexto do poema.
    • A partir desse poema que você está analisando, você pode fazer uma relação com outros poemas que fazem parte do círculo ou da série.
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    Leia mais a respeito da vida e obra do poeta. Dê uma olhada na biografia do poeta. Leia outras obras publicadas por ele, como também sobre a vida pessoal e profissional do autor. Veja se existe uma comunhão de estilos ou temas na obra do poeta. A partir disso, você pode referenciar esses aspectos dentro do sua análise sobre determinados poemas.[23]

    • Procure a biografia do autor na internet. Leia outras obras do poeta na internet para ter uma noção mais detalhada do estilo e do interesse do autor. Posteriormente, você pode analisar as reflexões ou contradições entre o poema que você analisando e o estilo ou os interesses do poeta.

Referências

  1. https://www.cliffsnotes.com/literature/a/american-poets-of-the-20th-century/how-to-analyze-poetry
  2. https://www.vaniercollege.qc.ca/tlc/tipsheets/reading-and-analyzing/how-to-analyze-a-poem.pdf
  3. https://www.vaniercollege.qc.ca/tlc/tipsheets/reading-and-analyzing/how-to-analyze-a-poem.pdf
  4. https://writing.wisc.edu/Handbook/ReadingPoetry.html
  5. https://www.vaniercollege.qc.ca/tlc/tipsheets/reading-and-analyzing/how-to-analyze-a-poem.pdf
  6. https://www.cliffsnotes.com/literature/a/american-poets-of-the-20th-century/how-to-analyze-poetry
  7. https://writing.wisc.edu/Handbook/ReadingPoetry.html
  8. https://writing.wisc.edu/Handbook/ReadingPoetry.html
  9. https://www.poetryfoundation.org/poems/47555/digging

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Machado de Assis

Machado de Assis

Machado de Assis (1839-1908) é um dos maiores representantes da literatura brasileira.

O grande escritor foi o responsável por inaugurar o Realismo, que teve como marco inicial a obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas“, publicada em 1881.

Machado deixou um conjunto vasto de obras. Foi contista, cronista, jornalista, poeta e teatrólogo, além do que é o fundador da cadeira n.º 23 da Academia Brasileira de Letras.

Biografia de Machado de Assis

Retrato de rosto de Machado de Assis

Machado de Assis, cujo nome completo é Joaquim Maria Machado de Assis, nasceu no morro do Livramento, Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 1839.

Filho de pais humildes, seu pai, Francisco José de Assis, era pintor de paredes e sua mãe, a açoriana Maria Leopoldina Machado de Assis, era lavadeira. Machado ficou órfão de mãe muito cedo e, por isso foi criado com sua madrasta.

Em 1851 seu pai também morreu. Sem recursos para estudar, era autodidata, e com apenas 14 anos publicou o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.“, no Periódico dos Pobres, de 3 de outubro de 1854. Em 1855 seu poema “Ela” é publicado na revista Marmota Fluminenses.

Fascinado por livraria e tipografia, em 1856 tornou-se aprendiz de tipógrafo na tipografia Nacional. Dois anos depois, em 1858, já era revisor no Correio Mercantil e, em 1860, redator do Diário do Rio de Janeiro, cargo que aceitou a convite de Quintino Bocaiuva.

Machado escrevia para a revista O Espelho, a Semana Ilustrada e o Jornal das Famílias. O primeiro livro que publicou foi a tradução de Queda que as mulheres têm para os tolos. Em 1864, com 25 anos, publicou o seu primeiro livro de poesias, Crisálidas.

Foi censor teatral, em 1862, e em 1867, foi promovido a ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.

Em 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, senhora portuguesa que lhe ajudou na revisão dos livros e com quem esteve casado durante 35 anos.

Em 1872, publicou Ressurreição, o seu primeiro romance. Em 1873, torna-se primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas.

Continuou escrevendo em jornais e revistas. Seus escritos eram publicados em folhetins, de seguida tornando-se livros. Foi o que aconteceu com uma de suas obras-primas, Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em livro 1881.

Entre 1881 e 1897, publicou crônicas na Gazeta de Notícias.

Com outros intelectuais, fundou, em 1896, a Academia Brasileira de Letras, tendo sido presidente no ano seguinte.

Carolina foi a mulher ideal para Machado de Assis. Esgotado pelo intenso trabalho de escritor e funcionário público, Machado sofria de epilepsia e a esposa ajudou-lhe não só nas revisões como cuidando dele.

Sempre doente e para aumentar seu sofrimento, em outubro de 1904, morre sua mulher, auxiliar e companheira. Em sua homenagem, Machado escreve o poema “A Carolina“.

Em 1908, licenciado das funções públicas, mesmo debilitado, escreveu seu último romance “Memorial de Aires”.

Participou do projeto de criação da Academia Brasileira de Letras, sendo eleito seu presidente em 28 de janeiro de 1897, cargo ocupado por mais de dez anos.

No dia 29 de setembro de 1908, Machado de Assis faleceu na casa 18 da rua Cosme Velho, no Rio de Janeiro, vítima de câncer.

Principais Obras de Machado de Assis

Machado foi um ávido escritor, produziu diversas obras, dentre romances, peças de teatro, poesias, sonetos, contos, crônicas, críticas e traduções:

Obras e Anos de publicação
Peças de teatro Desencanto (1861)
Queda que as mulheres têm pelos Tolos (1861)
Quase Ministro (1864)
Os Deuses de Casaca (1866)
Tu, Só Tu, Puro Amor (1881)
Poesias Crisálidas (1864)
Falenas (1870)
Americanas (1875)
Poesias Completas (1901)
Contos Contos Fluminenses (1870)
Histórias da Meia-Noite (1873)
Papéis Avulsos (1882)
O Alienista (1882)
Histórias sem Data (1884)
Páginas Recolhidas (1889)
Várias Histórias (1896)
Relíquias da Casa Velha (1906)
Romances Ressurreição (1872)
A Mão e a Luva (1874)
Helena (1876)
Iaiá Garcia (1878)
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)
Quincas Borba (1891)
Dom Casmurro (1899)
Esaú e Jacó (1904)
Memorial de Aires (1908)

Memorial de Aires foi a última obra de Machado de Assis. Publicada no ano da sua morte, trata-se de um romance psicológico autobiográfico, que apresenta características do realismo.

A obra de Machado de Assis teve muitas adaptações para cinema, tv, teatro, ópera, música, dança, literatura e histórias em quadrinhos (HQ).

Livros de Machado de Assis que você não pode deixar de ler

1. Memórias Póstumas de Brás Cubas

Cena do filme Memórias Póstumas de Brás Cubas
Cena do filme “Memórias Póstumas de Brás Cubas

Obra que inaugura o Realismo no Brasil, é dividida em 160 capítulos. Com ironia, Brás Cubas, o “defunto-autor”, narra a sua vida depois de morto.

O livro é de 1881 e virou filme em 2001, tendo sido considerado o melhor filme no Festival de Gramado.

Saiba mais sobre essa obra emblemática:

2. O Alienista

Capa de'O Alienista' adaptado para literatura de Cordel
Capa de “O Alienista” adaptado para literatura de Cordel

Obra publicada em 1882, é dividida em 13 capítulos. O Alienista conta a história de Simão Bacamarte, um médico que interna na sua clínica psiquiátrica a maior parte da população da cidade.

Também com a presença da ironia, virou filme em 1970.

3. Quincas Borba

Capa de'Quincas Borba'
Capa da obra “Quincas Borba

Obra publicada entre 1886 e 1891, é composta de 201 capítulos curtos e narra a história de Rubião, discípulo do filósofo Quincas Borba.

Em 1987, a obra tornou-se em mais um longo-metragem.

4. Dom Casmurro

Dom Casmurro adaptado para HQ
Adaptação de “Dom Casmurro” para HQ

Obra publicada em 1899, é apresentada em 148 capítulos. Nela, o leitor conhece a história de amor, cheia de ciúmes, de Bento e Capitu.

Características da Obra de Machado de Assis

Há características marcantes nos trabalhos deste grande romancista. Dentre elas, destacamos o fato de muitas vezes o leitor ser convidado a refletir sobre a obra, o que revela a sua complexidade psicológica.

No geral, os personagens são burgueses. Quanto às personagens femininas, são fortes e dominadoras, além de adúlteras e sedutoras. O adultério é um tema comum na criação de Machado.

A criação machadiana apresenta humor e intertextualidade com outras obras.

Estudiosos da literatura afirmam que a obra de Machado pode ser classificada em dois momentos. O primeiro, influenciado por José de Alencar, apresenta características mais românticas, o outro, sob influência de Xavier de Maistre, características mais realistas.

  • Obras da fase romântica: Ressurreição (1872), A Mão e a Luva (1874) e Iaiá Garcia (1878).
  • Obras da fase realista: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Dom Casmurro (1899) e Quincas Borba (1891).

Saiba mais sobre a escola realista:

Frases de Machado de Assis

  • Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.”
  • Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
  • Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.”
  • Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.”
  • Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram.”
  • Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.”
  • O capital existe, se forma e sobrevive a custa da sociedade que trabalha e nem sempre é recompensada pelos lucros que gera.”
  • O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede. Conheço um que já devorou três gerações da minha família.”
  • Das qualidades necessárias ao jogo de xadrez, duas essenciais: vista pronta e paciência beneditina, qualidades preciosas na vida que também é um xadrez, com seus problemas e partidas, umas ganhas, outras perdidas, outras nulas.”
  • O esperado nos mantém fortes, firmes e em pé. O inesperado nos torna frágeis e propõe recomeços.”
  • Pois o silêncio não tem fisionomia, mas as palavras muitas faces…
  • Há coisas que melhor se dizem calando. As feridas do coração, como as do corpo, deixam cicatrizes. Nossos corpos são nossos jardins, cujos jardineiros são nossas vontades.”
  • Descobri uma lei sublime, a lei da equivalência das janelas, e estabeleci que o modo de compensar uma janela fechada é abrir outra, a fim de que a moral possa arejar continuamente a consciência.”

Gonçalves Dias

Gonçalves Dias

Gonçalves Dias foi um dos maiores poetas da primeira geração romântica do Brasil. Foi patrono da cadeira 15 na Academia Brasileira de Letras (ABL).

Lembrado como poeta indianista, ele escreveu sobre temas relacionados à figura do índio. Além de poeta, ele foi jornalista, advogado e etnólogo.

Biografia

Gonçalves Dias

Antônio Gonçalves Dias nasceu em 10 de agosto de 1823 na cidade de Caxias, Maranhão.

Ingressou na Universidade de Coimbra em 1840, formando-se em Direito. Em 1845, retorna ao Brasil e publica a obra “Primeiros Contos“. É nomeado Professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Ali, na época capital do Brasil, ele trabalhou como jornalista e crítico literário nos jornais: Jornal do Commercio, Gazeta Oficial, Correio da Tarde e Sentinela da Monarquia.

Também foi um dos fundadores da Revista Guanabara, importante veículo de divulgação dos ideais românticos. Em 1851 publica o livro “Últimos Cantos“.

Nessa época conhece Ana Amélia, mas por ser mestiço, a família dela não permitiu o casamento. Assim, casa-se com Olímpia da Costa, com quem não era feliz.

Em 1854 parte para a Europa e encontra sua Ana Amélia, já então casada. Desse encontro nasce o poema “ Ainda uma vez-adeus!”.

Em 1864, depois de uma temporada na Europa para tratamento de saúde, embarca de volta a sua terra natal, ainda debilitado.

No dia 3 de novembro de 1864 o navio em que estava naufraga. O poeta falece próximo ao município de Guimarães, Maranhão, aos 41 anos de idade.

Principais Obras e Características

Obras Indianistas

O indianismo marcou a primeira fase do romantismo no Brasil. Com isso, diversos escritores focaram na figura do índio idealizado.

Além desses temas, as obras desse primeiro momento também apresentavam um caráter muito nacionalista e patriótico. Por isso, essa fase ficou conhecida pelo binômio “indianismo-nacionalismo”.

Da obra indianista de Gonçalves Dias destacam-se:

  • Canção do Tamoio
  • I-Juca-Pirama
  • Leito de folhas verdes
  • Canto do Piaga

Obras Lírico-amorosas

Nessa fase Gonçalves Dias exaltou o amor, a tristeza, a saudade e a melancolia. De sua obra poética merecem destaque:

  • Se se morre de amor
  • Ainda uma vez-adeus!
  • Seus olhos
  • Canção do exílio
  • Sextilhas de Frei Antão

Os principais livros de Gonçalves Dias são:

  • Primeiros Cantos
  • Segundos Cantos
  • Últimos Cantos
  • Cantos

Leia também sobre o Romance Indianista.

Canção do Exílio

Sem dúvida, a Canção do Exílio é um dos poemas mais emblemáticos do escritor. Publicado em 1857, nesse poema Gonçalves Dias expressou a solidão e a saudade que sentia da sua terra quando esteve em Portugal.

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Poemas

Confira abaixo também alguns trechos dos melhores poemas de Gonçalves Dias:

Canção do Tamoio

Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.

Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.

I-Juca-Pirama

Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.

Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.

Canto do Piaga

Ó Guerreiros da Taba sagrada,
Ó Guerreiros da Tribo Tupi,
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi.

Esta noite — era a lua já morta —
Anhangá me vedava sonhar;
Eis na horrível caverna, que habito,
Rouca voz começou-me a chamar.

Abro os olhos, inquieto, medroso,
Manitôs! que prodígios que vi!
Arde o pau de resina fumosa,
Não fui eu, não fui eu, que o acendi!

Eis rebenta a meus pés um fantasma,
Um fantasma d’imensa extensão;
Liso crânio repousa a meu lado,
Feia cobra se enrosca no chão.

Ainda uma vez – Adeus

Enfim te vejo! — enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!

Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!

Se se morre de Amor

Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!

(…)

Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!

Leia mais sobre o movimento romântico no Brasil:

Junqueira Freire

Junqueira Freire

Junqueira Freire, patrono da cadeira nº 25 da Academia Brasileira de Letras, fez parte da segunda geração dos poetas românticos.

Biografia

Junqueira Freire

Luís José Junqueira Freire nasceu em Salvador no dia 31 de dezembro de 1832. Levado pelo forte desejo de se dedicar a vida religiosa, ingressa no Mosteiro de São Bento, em 1850, com apenas 18 anos e em 1852 já lecionava.

Em 1853 abandona o mosteiro e recolhe-se em casa onde escreve sua autobiografia “Inspirações do Claustro” (1855).

Com séria doença cardíaca, que lhe debilitava, morreu cedo, como muitos poetas de sua geração. Doente, não se recupera e morre no dia 24 de junho de 1855, com apenas 22 anos.

Principais Obras

  • Desespero na solidão
  • O remorso do inocente
  • Teus olhos
  • O arranco da morte
  • Martírio
  • Tratado de eloquência nacional
  • Ambrósio
  • Louco
  • Morte

Junqueira Freire e o Romantismo

Junqueira Freire fez parte da segunda geração romântica. Essa fase é denominada de Ultrarromântica ou Geração do Mal do Século.

Isso porque nesse momento (1853 a 1869), os poetas se debruçam em temas como o amor não correspondido, a morte, o pessimismo, a dor e o tédio.

Além dele, destacam-se nessa fase os poetas: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Pedro Calasans.

As principais características dessa fase, que também ficou conhecida por “Geração Byroniana”, (em referência ao poeta Lord Byron) são:

  • Pessimismo
  • Melancolia
  • Subjetivismo
  • Egocentrismo
  • Saudosismo
  • Sentimentalismo

Poemas

Alguns versos de Junqueira expressam o grande conflito existencial que lhe atormentava. O curto período que ficou no Mosteiro, lhe inspirou escrever sobre temas religiosos. Confira abaixo dois poemas do escritor.

Soneto

Arda de raiva contra mim a intriga,
Morra de dor a inveja insaciável;
Destile seu veneno detestável
A vil calúnia, pérfida inimiga.

Una-se todo, em traiçoeira liga,
Contra mim só, o mundo miserável.
Alimente por mim ódio entranhável
O coração da terra que me abriga.

Sei rir-me da vaidade dos humanos;
Sei desprezar um nome não preciso;
Sei insultar uns cálculos insanos.

Durmo feliz sobre o suave riso
De uns lábios de mulher gentis, ufanos;
E o mais que os homens são, desprezo e piso.

Temor

Ao gozo, ao gozo, amiga. O chão que pisas
A cada instante te oferece a cova.
Pisemos devagar. Olhe que a terra
Não sinta o nosso peso.

Deitemo-nos aqui. Abre-me os braços.
Escondamo-nos um no seio do outro.
Não há de assim nos avistar a morte,
Ou morreremos juntos.

Não fales muito. Uma palavra basta
Murmurada, em segredo, ao pé do ouvido.
Nada, nada de voz, – nem um suspiro,
em um arfar mais forte.

Fala-me só com o revolver dos olhos.
Tenho-me afeito à inteligência deles.
Deixa-me os lábios teus, rubros de encanto.
Somente pra os meus beijos.

Ao gozo, ao gozo, amiga.
O chão que pisas
A cada instante te oferece a cova.
Pisemos devagar. Olha que a terra
Não sinta o nosso peso.

Complemente sua pesquisa com a leitura:

Casimiro de Abreu

Casimiro de Abreu

Casimiro de Abreu foi um dos maiores poetas da segunda geração romântica do Brasil. Esse período esteve marcado pelos temas relacionados com o amor, decepções e medo.

Viveu e escreveu pouco, no entanto, mostrou em suas poesias um lirismo ingênuo de adolescente, representado por ele mesmo em seu único livro “As Primaveras”.

Biografia

Casimiro de Abreu

Casimiro José Marques de Abreu, nasceu na Barra de São João, no Estado do Rio de Janeiro, no dia 4 de janeiro de 1839. Com apenas 13 anos, enviado pelo pai, vai para a cidade do Rio de Janeiro, trabalhar no comércio.

Em novembro de 1853 viaja para Portugal, com o intuito de completar a prática comercial e nesse período inicia sua carreira literária. No dia 18 de janeiro de 1856 sua peça Camões e o Jaú é encenada em Lisboa.

Casimiro de Abreu volta ao Brasil em julho de 1857 e continua trabalhando no comércio. Conhece vários intelectuais e faz amizade com Machado de Assis, ambos com 18 anos de idade. Em 1859 publica seu único livro de poemas “As Primaveras”.

No início de 1860, Casimiro de Abreu fica noivo de Joaquina Alvarenga Silva Peixoto. Com vida boêmia, contrai tuberculose.

Vai para Nova Friburgo tentar a cura da doença, mas no dia 18 de outubro de 1860, não resiste e morre, aos 21 anos de idade.

Principais Obras

Casimiro morreu muito jovem e, portanto, publicou somente uma obra de poesias intitulada As Primaveras (1859). De seus poemas destacam-se:

  • Meus oito anos
  • Saudades
  • Minh’alma é triste
  • Amor e Medo
  • Desejo
  • Dores
  • Berço e Túmulo
  • Infância
  • A Valsa
  • Perdão
  • Poesia e Amor
  • Segredos
  • Última Folha

Poemas

Confira abaixo alguns trechos dos melhores poemas de Casimiro de Abreu:

Meus Oito Anos

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonho, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d’amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus —
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Minh’alma é triste

Minh’alma é triste como a rola aflita
Que o bosque acorda desde o alvor da aurora,
E em doce arrulo que o soluço imita
O morto esposo gemedora chora.

E, como a rôla que perdeu o esposo,
Minh’alma chora as ilusões perdidas,
E no seu livro de fanado gozo
Relê as folhas que já foram lidas.

E como notas de chorosa endeixa
Seu pobre canto com a dor desmaia,
E seus gemidos são iguais à queixa
Que a vaga solta quando beija a praia.

Como a criança que banhada em prantos
Procura o brinco que levou-lhe o rio,
Minha’alma quer ressuscitar nos cantos
Um só dos lírios que murchou o estio.

Dizem que há, gozos nas mundanas galas,
Mas eu não sei em que o prazer consiste.
— Ou só no campo, ou no rumor das salas,
Não sei porque — mas a minh’alma é triste!

Canção do exílio

Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!

O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe!

Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!

Leia mais sobre o movimento romântico no Brasil:

Trovadorismo

Trovadorismo

O Trovadorismo foi um movimento literário que surgiu na Idade Média no século XI, na região da Provença (sul da França). Ele se espalhou por toda a Europa e teve seu declínio no século XIV, quando começou o humanismo.

Contexto Histórico

A Idade Média foi um longo período da história que esteve marcado por uma sociedade religiosa. Nele, a Igreja Católica dominava inteiramente a Europa.

Nesse contexto, o teocentrismo (Deus no centro do mundo) foi sua principal característica. Sendo assim, o homem ocupava um lugar secundário e estava à merce dos valores cristãos.

Dessa maneira, a igreja medieval era a instituição social mais importante e a maior representante da fé cristã. Ela que ditava os valores e assim, agia diretamente no comportamento e no pensamento do homem.

Esse sistema, chamado de feudal, estava baseado numa sociedade rural e autossuficiente. Nele, o camponês vivia miseravelmente e a propriedade de terra dava liberdade e poder. Naquele momento, somente as pessoas da Igreja sabiam ler e tinham acesso à educação.

Trovadorismo em Portugal

Na Península Ibérica, o centro irradiador do Trovadorismo foi na região que compreende o norte de Portugal e a Galiza.

Assim, a Catedral de Santiago de Compostela, centro de peregrinação religiosa, desde o século XI, atraía multidões. Ali, as cantigas trovadorescas eram cantadas em galego-português, língua falada na região.

Os trovadores provençais eram considerados os melhores da época, e seu estilo foi imitado em toda a parte.

O Trovadorismo português teve seu apogeu nos séculos XII e XIII, entrando em declínio no século XIV.

O rei D. Dinis (1261-1325) foi um grande incentivador que prestigiou a produção poética em sua corte. Foi ele próprio um dos mais talentosos trovadores medievais com uma produção de 140 cantigas líricas e satíricas aproximadamente.

Além dele, outros trovadores obtiverem grande destaque: Paio Soares de Taveirós, João Soares Paiva, João Garcia de Guilhade e Martim Codax.

Nessa época, as poesias eram feitas para serem cantadas ao som de instrumentos musicais. Geralmente, eram acompanhadas por flauta, viola, alaúde, e daí o nome “cantigas”.

O cantor dessas composições era chamado de “jogral” e o autor era o “trovador”. Já o “menestrel”, era considerado superior ao jogral por ter mais instrução e habilidade artística, pois sabia tocar e cantar.

Saiba mais sobre as Características do Trovadorismo.

A Produção Literária em Portugal

A literatura medieval portuguesa é dividida em dois períodos:

Primeira Época (1198 a 1418)

O ano de 1189 (ou 1198) é considerado o marco inicial da literatura portuguesa.

Essa é a data provável da primeira composição literária conhecida “Cantiga da Ribeirinha” ou “Cantiga de Guarvaia”. Ela foi escrita pelo trovador Paio Soares da Taveirós e dedicada a dona Maria Pais Ribeiro.

Em 1418, Fernão Lopes é nomeado chefe dos arquivos do Estado (guarda-mor da Torre do Tombo) e suas crônicas históricas tornaram-se marcos do Humanismo em Portugal

Segunda Época (1418 a 1527)

Em 1527, o escritor Sá de Miranda introduz as ideias do Classicismo em Portugal, inaugurando um novo estilo literário.

Veja também as Origens da Literatura Portuguesa.

Cancioneiros

Os Cancioneiros são os únicos documentos que restam para o conhecimento do Trovadorismo. Trata-se de coletâneas de cantigas com características variadas e escritas por diversos autores. Eles são divididos em:

  • Cancioneiro da Ajuda: Constituído de 310 cantigas, esse cancioneiro se encontra na Biblioteca do Palácio da Ajuda, em Lisboa, originado provavelmente no século XIII.
  • Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa: conhecido também pelo nome dos italianos que os possuíam, “Cancioneiro Colocci-Brancuti”, esse cancioneiro composto de 1.647 cantigas, foi compilado provavelmente no século XV.
  • Cancioneiro da Vaticana: originado provavelmente no século XV, esse cancioneiro está na Biblioteca do Vaticano composto de 1.205 cantigas.

Veja também o artigo: Cancioneiro Geral Português.

Cantigas Trovadorescas

Com base nos Cancioneiros, as cantigas trovadorescas são classificadas em :

Cantigas de Amigo

Originárias da Península Ibérica, constituem a manifestação mais antiga e original do lirismo português.

Nelas, o trovador procura traduzir os sentimentos femininos, falando como se fosse uma mulher. Nessa época, a palavra “amigo” significava “namorado” ou “amante”.

Mal me tragedes, ai filha,
porque quer ‘ aver amigo
e pois eu com vosso medo
non o ei, nen é comigo,
no ajade-la mia graça
e dê-vos Deus, ai mia filha,
filha que vos assi faça,
filha que vos assi faça.

Sabedes casen amigo
nunca foi molher viçosa,
e, porque mi-o non leixades
ver, mia filha fremosa,
no ajade-la mia graça
e dê-vos Deus, ai mia filha,
filha que vos assi faça,
filha que vos assi faça.

Pois eu non ei meu amigo,
non ei ren do que desejo,
mais, pois que mi por vós veo
Mia filha, que o non vejo,
no ajade-la mia graça
e dê-vos Deus, ai mia filha,
filha que vos assi faça,
filha que vos assi faça.

Por vós perdi meu amigo,
por que gran coita padesco,
e, pois que mi-o vós tolhestes
e melhor ca vós paresco
no ajade-la mia graça
e dê-vos Deus, ai mia filha,
filha que vos assi faça,
filha que vos assi faça.

Cantigas de Amor

Originárias da região de Provença, apresenta uma expressão poética sutil e bem elaborada. Os sentimentos são analisados com mais profundidade sendo o tema mais frequente: o sofrimento amoroso.

Ai mia senhor! tod’o bem mi a mi fal,
mais nom mi fal gram coita, nem cuidar,
des que vos vi, nem mi fal gram pesar;
mais nom mi valha O que pod’e val,
se hoj’eu sei onde mi venha bem,
ai mia senhor, se mi de vós nom vem!

Nom mi fal coita, nem vejo prazer,
senhor fremosa, des que vos amei,
mais a gram coita que eu por vós hei,
já Deus, senhor, nom mi faça lezer,
se hoj’eu sei onde mi venha bem,
ai mia senhor, se mi de vós nom vem!

Nem remnom podem veer estes meus
olhos no mund’[ond’] eu haja sabor,
sem veer vós; e nom mi val[h]’Amor,
nem mi valhades vós, senhor, nem Deus,
se hoj’eu sei onde mi venha bem,
ai mia senhor, se mi de vós nom vem!

Cantigas de Escárnio e Cantigas de Maldizer

Cantigas satíricas e irreverentes, reuniam versos que ridicularizavam os defeitos humanos.

A Dom Foam quer’eu gram mal
e quer’a sa molher gram bem;
gram sazom há que m’est’avém
e nunca i já farei al;
ca, desquand’eu sa molher vi,
se púdi, sempre a servi
e sempr’a ele busquei mal.

Quero-me já maenfestar,
e pesará muit'[a] alguém,
mais, sequer que moira por en,
dizer quer’eu do mao mal
e bem da que mui bõa for,
qual nom há no mundo melhor,
quero-[o] já maenfestar.

De parecer e de falar
e de bõas manhas haver,
ela, nõn’a pode vencer
dona no mund’, a meu cuidar;
ca ela fez Nostro Senhor
e el fez o Demo maior,
e o Demo o faz falar.

E pois ambos ataes som,
como eu tenho no coraçom,
os julg’Aquel que pod’e val.

Saiba mais sobre A Linguagem do Trovadorismo.

Curiosidade: Você Sabia?

A primeira Universidade surgiu no século XI, mais precisamente em 1088, na cidade de Bolonha, Itália. Já em Portugal, a primeira Universidade foi fundada em Lisboa, pelo rei Dom Dinis no ano de 1290. Mais tarde, em 1307, ela foi transferida para Coimbra.

Saiba mais sobre a Literatura Medieval.

Surrealismo

Surrealismo

O surrealismo foi uma das vanguardas artísticas europeias que surgiu em Paris no início do século XX.

Esse movimento originou-se em reação ao racionalismo e ao materialismo da sociedade ocidental.

A arte surrealista não se restringiu às artes plásticas, de modo que também influenciou outras manifestações artísticas: a escultura, a literatura, o teatro e o cinema.

Origem do Surrealismo

surrealistas
Grupo de artistas surrealistas nos anos 30: da esquerda para a direita: Tristan Tzara, Paul Éluard, André Breton, Hans Arp, Salvador Dali, Yves Tanguy, Max Ernst, René Crevel e Man Ray

Na Europa, o período entre as duas guerras (1918-1939) ficou conhecido como “os anos loucos”. Assim, a incerteza sobre a predominância da paz levou ao desejo de “viver apenas o presente”.

Foi nesse período de insatisfação, desequilíbrio e contradições, que surgiram diversos movimentos artísticos voltados para uma nova interpretação e expressão da realidade.

Esses movimentos ficaram conhecidos como “vanguardas europeias”. O Surrealismo foi uma dessas correntes e teve como precedente indispensável o Dadaísmo e a pintura metafísica de Giorgio de Chirico (1888-1978).

de chirico pintura metafísica
Obra Praça d’Itália (1913), de Giorgio de Chirico, é uma pintura metafísica, precursora do surrealismo

André Breton (1896-1966), escritor francês e ex-participante do Dadaísmo, rompeu com o líder do movimento dadaísta Tristan Tzara.

Com isso, lançou em Paris, em 1924, o Manifesto Surrealista, que trouxe para o mundo um novo modo de encarar a arte. Segundo ele, o termo consiste em:

SURREALISMO, s.m. Automatismo psíquico em estado puro, mediante o qual se propõe exprimir, verbalmente, por escrito, ou por qualquer outro meio, o funcionamento do pensamento. Ditado do pensamento, suspenso qualquer controle exercido pela razão, alheio a qualquer preocupação estética ou moral.

No manifesto, os princípios surrealistas são apresentados, entre eles a isenção da lógica e a adoração de uma realidade superior, chamada “maravilhosa”.

Nesse mesmo ano, circula o primeiro número da revista A Revolução Surrealista, que reunia todos os meios de expressão artística, com ostensiva exclusão da música.

Principais características do surrealismo

De forma simplificada, podemos listar as seguintes características dessa vertente artística:

  • pensamento livre;
  • expressividade espontânea;
  • influência das teorias da psicanálise;
  • criação de uma “realidade paralela”;
  • criação de cenas irreais;
  • valorização do inconsciente.

O surrealismo propõe a valorização da fantasia, da loucura e a utilização da reação automática. Nessa perspectiva, o artista deve deixar-se levar pelo impulso, registrando tudo o que lhe vier à mente, sem se preocupar com a lógica.

Os artistas surrealistas tinham como objetivo usar o potencial do subconsciente e dos sonhos como fonte para a criação de imagens fantásticas.

Assim, as artes plásticas e a literatura eram vistas como um meio de expressar a fusão dos sonhos e da realidade em um tipo de realidade absoluta, uma “surrealidade“.

Na mesma época, o estudo da psicanálise estava em desenvolvimento – sobretudo por Sigmund Freud – o que veio a influenciar significativamente o surrealismo.

Rumos do Surrealismo

Na pintura, o Surrealismo tomou duas direções: a pintura surrealista figurativa e a abstrata.

Em ambas, adaptou as técnicas de escrita automática dos poetas surrealistas. O intuito era liberar a mente do controle consciente e produzir um fluxo de ideias do subconsciente. Essas obras eram abstratas ou figurativas.

Em outra perspectiva, o surrealismo baseou-se em reconstruções elaboradas e meticulosas de um mundo de sonho, onde objetos eram colocados em uma justaposição inesperada.

Saiba mais sobre:

Principais Artistas e Obras do Surrealismo

O surrealismo teve alguns nomes de destaque, entre eles:

1. Max Ernst

max ernst frottage
A Roda da Luz (1925), obra de Max Ernst utilizando a técnica frottage

Em 1925, o pintor alemão Max Ernst (1891-1976) – antes dadaísta – inventou a técnica frottage, palavra que em francês significa “friccionar”.

Nesse método, o artista fricciona o lápis (ou outro material) em um papel sobre uma superfície texturizada. Assim, imagens surgiam e eram usadas como apareciam, ou serviam como base para um novo desenho.

epifania max ernst
Epifania (1940), de Max Ernst. Aqui a técnica empregada é a decalcomania

O artista usou também a decalcomania, em que se coloca a tinta em superfícies como vidro ou metal e pressiona-se sobre um apoio de tela ou de papel. As formas resultantes eram então trabalhadas criativamente.

2. Joan Miró

joan miró
Carnaval de Arlequim (1924-25), de Joan Miró

O pintor espanhol Joan Miró (1893-1983), em sua obra “Carnaval do Arlequim” (1924-25), cruzou a fronteira entre a observação do “modelo externo” e símbolos que fluíam do subconsciente.

Embora baseado em desenhos feitos em estado de alucinação, sua composição é altamente organizada através da intervenção do controle consciente.

Um artista que sofreu certa influência de Miró foi o norte-americano Jackson Pollock (1912-56).

3. René Magritte

isso não é um cachimbo
A tela A traição das imagens (1929), de Magritte, é uma de suas obras mais famosas

O pintor belga René Magritte (1898-1967) rejeitou a suposta espontaneidade do automatismo por considerá-la falsa.

Passou a trabalhar com imagens que, à primeira vista, pareciam convencionais, mas às quais dava um caráter bizarro por sobreposições.

4. Salvador Dalí

a persistência da memória
A persistência da memória (1931), do pintor espanhol Salvador Dali

Nascido na Espanha, o pintor Salvador Dalí (1904-1989) tornou-se um membro oficial do grupo surrealista e deu a ele um novo ímpeto com seu método de atividade paranoica. Ele certamente é o artista mais lembrado quando se fala de surrealismo.

Dalí interessava-se por condições mentais anormais e, em particular, por alucinações. Suas estranhas imagens eram retratadas de modo que se assemelhavam à fotografia em cores.

Surrealismo no Brasil

surrealismo no brasil
À esquerda, a tela Desejo de Amor (1932), de Ismael Nery. À direita, Abaporu (1928), de Tarsila do Amaral

No Brasil, o Surrealismo exerceu considerável influência sobre o movimento Modernista. O escritor Oswald de Andrade foi um dos maiores expoentes.

Em seu Manifesto Antropófago, no romance Serafim Ponte Grande e nas peças O Homem e o Cavalo e a Morta, podemos notar elementos que se relacionam com as técnicas de criação surrealista.

Além da literatura, essa vertente artística exerceu influência também nos artistas plásticos: Tarsila do Amaral, Ismael Nery e Cícero Dias.

Para saber mais sobre outros movimentos da arte, leia:

Confira também essa seleção de questões que separamos para você testar seus conhecimentos: Exercícios sobre Vanguardas Europeias.

Quiz de História da Arte

Barroco

Barroco

O Barroco é um estilo que dominou a arquitetura, a pintura, a literatura e a música na Europa do século XVII.

Por isso, toda a cultura desse período, incluindo costumes, valores e relações sociais, é chamada de “barroca”.

Essa época surgiu no final do Renascimento e manifestava-se através de grande ostentação e extravagância entre os grupos beneficiados pelas riquezas da colonização

Contexto Histórico: Resumo

O Concílio de Trento, realizado de 1545 a 1563, causou grandes reformas no Catolicismo, em resposta à Reforma Protestante de Martinho Lutero. Assim, a autoridade da Igreja de Roma foi vigorosamente reafirmada, depois de perder muitos fiéis.

A Companhia de Jesus, reconhecida pelo papa em 1540, passa a dominar quase que inteiramente o ensino. Ela exerceu um papel importante na difusão do pensamento católico aprovado no Concílio de Trento.

A Inquisição que se estabeleceu na Espanha a partir de 1480 e em Portugal a partir de 1536, ameaçava a liberdade de pensamento. O clima era de austeridade e repressão.

Foi nesse contexto que se desenvolveu o movimento artístico chamado Barroco, numa arte eclesiástica que desejava propagar a fé católica.

Em nenhuma época se produziu um número tão grande de igrejas e capelas, estátuas de santos e monumentos sepulcrais.

Em quase todas as partes, a Igreja se associava ao Estado. Assim, a arquitetura barroca, antes só religiosa, surge também na construção de palácios, com o objetivo de causar admiração e poder.

Características do Barroco

As principais características que marcaram o período barroco foram:

  • Arte rebuscada e exagerada;
  • Valorização do detalhe;
  • Dualismo e contradições;
  • Obscuridade, complexidade e sensualismo;
  • Barroco literário: cultismo e conceptismo.

O Barroco na Europa

Itália

A Itália foi o considerada o berço do Renascimento e da arte barroca onde diversos artistas se destacaram.

Caravaggio (1571-1610)

Caracterizado pela rudez de suas obras, Caravaggio pintou temas religiosos onde explorava o contraste entre luz e sombras. Destacam-se: “A Captura de Cristo”, “Flagelação de Cristo”, “A Morte da Virgem”, “A Ceia de Emaús”, “Davi com a cabeça de Golias”, “Flagelação de Cristo”.

A Ceia de Emaús
A Ceia de Emaús (1601), de Caravaggio

Bernini (1598-1680)

Bernini foi um escultor e arquiteto italiano. Suas obras encontram-se em Roma e no Vaticano, entre elas: a “Praça de São Pedro”, “Catedral de São Pedro”, “O Êxtase de Santa Teresa”, “Busto de Paulo V” e “Castelo de Santo Ângelo”.

O êxtase de santa Teresa
O Êxtase de Santa Teresa (1647-1652), de Bernini

Borromini (1599-1667)

Francesco Borromini foi arquiteto e escultor italiano. Entre suas obras destacam-se: a “Catedral de São Pedro”, “Sant’Agnese in Agone”, “Palazzo Spada”, “Palazzo Barberini”, “Sant’Ivo alla Sapienza” e a “Igreja de San Carlo alle Quattro Fontane”.

Sant'Ivo alla Sapienza
Sant’ivo alla Sapienza (1642-1660), de Borromini

Andrea Pozzo (1642-1709)

Pozzo foi arquiteto, pintor e decorador italiano. Entre suas obras estão: “Glorificação de Santo Inácio”, “Anjo da Guarda”, “A Apoteose de Hércules”, o teto do “Salão Nobre do Palácio Liechtenstein”, em Viena, e a “Falsa Cúpula de São Francisco Xavier”.

falsa cúpula de São Francisco de Xavier
Falsa Cúpula de São Francisco de Xavier (1676), de Andrea Pozzo

Espanha

A Espanha foi o centro dos poetas barrocos, dos quais se destacaram: Quevedo, Gôngora, Cervantes, Lope de Vega, Calderón, Tirso de Molina, Gracián e Mateo Alemán.

Eles que fizeram a melhor literatura do século XVII, assimilada pelo resto da Europa a partir da segunda metade do século XVII.

Portugal

Em Portugal o Barroco vai de 1508 a 1756. Padre Antônio Vieira é o principal autor do Barroco literário em Portugal, mas passou a maior parte de sua vida no Brasil.

Sua Principal obra “Os Sermões“, constituem um mundo rico e contraditório. Revelam sua inteligência voltada para as coisas sacras e, simultaneamente, para a vida social portuguesa e brasileira.

Vieira foi uma espécie de cronista da história imediata. Assim, ele elaborava os sermões dentro da técnica medieval, deslindando as metáforas da linguagem bíblica.

Além de Vieira, merecem destaque: o padre Manuel Bernardes, D. Francisco Manuel de Melo, Francisco Rodrigues Lobo, soror Mariana Alcoforado e Antônio José da Silva.

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O Barroco no Brasil

O Barroco no Brasil foi introduzido por intermédio dos jesuítas, no fim do século XVI. Só partir do século XVII, generaliza-se nos grandes centros de produção açucareira, especialmente na Bahia, através das igrejas.

Passada a fase do Barroco baiano, suntuoso e pesado, o estilo atingiu no século XVIII a província de Minas Gerais. Foi ali que Aleijadinho (1738-1814) elaborou uma arte profundamente nacional.

Paixão de Cristo Aleijadinho
Cena da Paixão de Cristo no Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas (MG). Essa obra foi produzida por Aleijadinho entre 1796 e 1799

Nessa época, não havia no Brasil condições para o desenvolvimento de uma atividade literária propriamente dita. O que se viu foi alguns escritores se espelhando nas fontes estrangeiras, geralmente nos portugueses e espanhóis.

Principais Autores Barrocos do Brasil

Os principais escritores brasileiros desse período foram:

  • Bento Teixeira (1561-1618)
  • Gregório de Matos (1633-1696)
  • Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711)
  • Frei Vicente de Salvador (1564-1636)
  • Frei Manuel da Santa Maria de Itaparica (1704-1768)

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