História

Como Aprender sobre Roma Antiga

Como Aprender sobre Roma Antiga

Escrito em parceria com

Emily Listmann, MA

Neste Artigo:Encontrando meios de aprendizadoEntendendo métodos de interpretação e teorias históricasEstudando a Roma AntigaPartilhando o seu conhecimento16 Referências

A Roma Antiga foi um vasto império que se estendia da Bretanha até o norte da África e o Oriente Médio. Fundada no séc. XIII a.C., tornou-se o império mais poderoso da terra no séc. IV da Era Cristã. Devido ao enorme alcance temporal e geográfico da civilização romana, a ideia de estudá-la pode parecer um pouco confrangedora, mas, com as referências corretas e um pouco de trabalho duro, é possível dominar todos os meandros da sua história.

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Encontrando meios de aprendizado

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    Providencie livros. Você certamente encontrará algum livro relevante na biblioteca ou na livraria mais próximas. Esses livros podem lidar com História de modo genérico ou com um tema específico da história ou da vida na civilização romana. A leitura é talvez a melhor maneira de estudar o assunto.

    • Estude, se possível, os grandes clássicos, como Declínio e queda do Império Romano, de Edward Gibbon (1776).
    • Leia livros que tratem de diferentes aspectos da história e da sociedade: religião, governo, língua, história militar, entre outros.
    • Procure e-books e textos digitais. Muitos sites disponibilizam, gratuitamente, cópias digitais de obras clássicas, que podem tratar de muitos assuntos.[1]
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    Faça cursos. Matricular-se em cursos formais dedicados ao assunto é outro modo de aprender com eficiência. O curso pode ser presencial, numa faculdade da sua região, ou on-line, e será ministrado por especialistas que devotaram boa parte das suas vidas ao estudo desse tema.

    • Procure cursos em institutos de ensino, escolas comunitárias e universidades.
    • Os tipos de cursos que você pode encontrar são inúmeros: desde aqueles que fazem um apanhado das civilizações mundiais até os mais especializados na Roma Antiga. Outra opção é fazer um curso de graduação com disciplinas que tratem da sociedade e da história romanas.
    • Não é necessário fazer todo o programa de graduação para assistir a aulas em universidades. Em algumas, inclusive, é possível assistir às aulas de graça — fale com o professor responsável pela matéria.
    • Procure cursos abertos ao público em várias universidades. A Universidade de Yale disponibiliza programas de estudos, vídeos de palestras e muito mais. O MIT também tem recursos semelhantes.
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    Procure material audiovisual. Além de entreter, filmes podem também informar. Há muitos que tratam da Roma Antiga de uma maneira ou de outra. Os filmes lhe permitirão absorver detalhes da vida no Império de uma maneira mais descontraída.

    • Você pode assistir ao documentário da BBC Ancient Rome: The Rise and Fall of an Empire;
    • A filmes de ficção histórica, como Gladiador;
    • A séries televisivas, como Roma, da HBO.
    • Escolha filmes e séries de televisão historicamente fidedignas. Procure críticas e análises históricas das obras em questão antes de vê-las.[2]
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    Procure material na internet. A internet é um gigantesco repositório de conhecimento a respeito de qualquer assunto que se possa imaginar. Nela, existem muitos sites dedicados, de todo ou em parte, à história romana. Algumas opções:

    • Enciclopédias virtuais;
    • Arquivos digitais, como o JSTOR;
    • Sites dedicados à história da Roma Antiga.
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    Considere uma viagem à Itália. Tendo sido esse país o centro da República Romana e, mais tarde, do Império Romano, ele contém muitas ruínas e outros artefatos culturais que nos ensinam a respeito dessa grande civilização.

    • Faça um passeio turístico pela cidade de Roma para ver tesouros arquitetônicos do Império, como o Coliseu.
    • Visite museus que abordem a arte e a história romanas. O exemplo principal dentre esses é o Museu da Civilização Romana, em Roma.
    • Visite Pompeia para ter uma noção de como eram as cidades romanas.[3]

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Entendendo métodos de interpretação e teorias históricas

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    Adquira uma noção da teoria histórica. Para que se possa compreender a Roma antiga mais a fundo, é preciso ter certa familiaridade com a teoria histórica vigente. Isso vai permitir-lhe organizar na mente os fatos históricos e os aspectos daquela civilização de uma maneira estruturada.

    • A teoria que se aceita como a História de Roma é uma aproximação.
    • A História, como área do saber, não lida com eventos, nomes e datas isoladamente, mas também com ideias e conceitos que ajudem a iluminar esses fatos históricos.
    • A História não oferece respostas simples. Eventos históricos são influenciados por uma trama complexa de fatores e por escolhas individuais dos atores. Roma não caiu porque a sua democracia evoluiu até uma república e depois decaiu em ditadura, mas por várias razões: degradação ambiental, transformações demográficas, movimentos econômicos, dentre outras.[4]
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    Entenda que fatos podem ser interpretados diferentemente por cada historiador. É fundamental ter isso em mente antes de começar os seus estudos: é ponto pacífico entre historiadores que não existe um modo de conhecer o passado exatamente como ele se apresentava a quem o viveu.

    • Interpretações a respeito de fatos históricos mudam com o passar do tempo.
    • Ademais, historiadores diferentes analisam os mesmos eventos e pessoas de modos diferentes.
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    Familiarize-se com os grandes estudiosos de história romana. Em posse da noção de que a História é relativa, comece a conhecer o trabalho de estudiosos importantes de Roma. É importante conhecer o trabalho de vários historiadores, pois isso o ajudará a compor uma visão mais completa da História romana. Algumas sugestões:[5]

    • Lívio e Tácito — historiadores romanos que escreveram no século I d.C. Concentraram-se nas questões do poder político e do crescimento do Império. O trabalho dos dois oferece uma ideia do poder que Roma concentrava no tempo em que eles viveram.
    • Edward Gibbon — estudioso cujo trabalho reflete a tendência imperialista e o interesse por grandes impérios que havia no Reino Unido do fim do século XVIII.
    • Géza Alföldy — acadêmico do fim do século XX cujo trabalho coloca a política e os jogos de poder da civilização romana no plano de fundo para dar ênfase aos seus aspectos sociais.[6]
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    Conheça os problemas e questões contemplados por historiadores da Roma Antiga. É de enorme importância compreender as questões que orientam os estudos a respeito de Roma, pois elas oferecem não apenas um ponto de partida, como também um enquadramento analítico para a análise dos fatos históricos.

    • Que fatores propiciaram a ascensão de Roma?
    • E quais propiciaram a sua queda?
    • Que influência teve o Império Romano sobre a civilização ocidental (e o mundo)?

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Estudando a Roma Antiga

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    Crie na mente uma linha do tempo simplificada da Roma Antiga. Este é talvez o primeiro passo a ser dado por quem queira estudar essa civilização. É preciso conhecer eventos, figuras e períodos históricos não de modo isolado, mas dentro de uma sequência cronológica. Alguns eventos importantes:

    • A fundação de Roma, ocorrida presumidamente em 753 a.C. e atribuída a duas personagens lendárias, Rômulo e Remo. Nesse período, o reino de Roma cresceu em tamanho e influência.
    • A substituição da monarquia pela república, em 509 a.C., quando o povo se deu conta de como tinha a sobrevivência ameaçada pela busca dos governantes por poder ilimitado. Foi então que se estabeleceram a Constituição, o Magistrado e o Senado, concebidos para limitar os poderes do governo.
    • Nos séculos seguintes, o triunfo de Roma numa longa e sofrida série de guerras para conter as invasões a Gália e Cartago.
    • A guerra civil entre Otaviano e Marco Antônio, herdeiros de Júlio César, depois do assassinato deste em 44 a.C. Ao fim da guerra, Otaviano proclama-se imperador, e a República torna-se um Império. Segue-se a isso um período bicentenário de paz e prosperidade conhecido como Pax Romana.
    • Inicia-se, então, o lento declínio de Roma.
    • Nos séculos II e III d.C., a divisão do Império em uma porção ocidental e outra oriental. O Império Romano do Ocidente, que incluía a própria cidade de Roma, desintegrou-se e ruiu. Os saques a Roma por invasores bárbaros, em 476 d.C., marcam o início da Idade Média na Europa.
    • O Império Bizantino, nome recebido pela porção oriental da divisão de Roma, tinha a sua capital em Constantinopla. Acabou, mais tarde, anexado pelo Império Otomano.[7]
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    Explore a religião, a filosofia e a mitologia de Roma. Antes de o cristianismo se consolidar, no século III d.C., um panteão de deuses e mitologias complexas dominavam a vida espiritual e intelectual no país. Compreender a religião, a filosofia e a mitologia praticadas nele é fundamental para entender a sua história.

    • Acreditava-se em muitos tipos de entidades: desde deuses e deusas que simbolizavam vários aspectos da vida — saúde, riqueza, fortuna… — até espíritos obscuros que guardavam os limiares das portas.
    • Na Roma Antiga, havia pelo uma divindade ou mito para quase todas as questões com que um ser humano pudesse deparar-se.
    • As estruturas religiosas também variavam enormemente: havia templos grandiosos, como o Panteão, e os larários (nome dado aos altares domésticos).[8]
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    Conheça o governo e as leis de Roma. O Império era simbolicamente governado pelo imperador, que controlava o exército, cuidava das relações exteriores e servia de árbitro entre as famílias detentoras do poder. Entender esse sistema permite compreender Roma melhor.

    • Havia no país, como noutras culturas antigas, uma estrutura social rígida com escravos na base e a classe dominante no topo.
    • Mulheres, crianças, escravos e os trabalhadores comuns, chamados de plebeus, não tinham direito a voto, e eram pouco reconhecidos pela lei.
    • O patriarca de uma família tinha controle não só sobre as suas propriedades e terras, mas também sobre as dos seus filhos. Era impossível a um proprietário gerir as suas terras com autonomia enquanto o seu pai vivesse.
    • O voto era um poder do qual as elites usavam e abusavam. Os cidadãos aptos a votar eram divididos em classes, e os votos das famílias ricas eram favorecidos em detrimento dos das mais pobres, que precisavam votar em aglomerações — quando recebiam uma chance de votar.
    • A legislação era costumeiramente redigida e aprovada por um conjunto popular chamado Assembleia do Povo. O Senado agia como um conselho deliberativo que dificultava a aprovação de leis e reformas.
    • Durante o tempo da República, o governante ocupava essencialmente o papel de chefe de Estado. Quando Roma se tornou um império, os governantes passaram a concentrar poder absoluto.[9]
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    Aprenda sobre o sistema econômico de Roma. O comércio e a economia são outros aspectos fundamentais dessa civilização tão complexa, principalmente porque as dimensões gigantescas que ela ganhou devem-se, em grande medida, ao poder econômico.

    • Roma tinha unidades de medida próprias, dentre elas o pé, composto por 12 unciae (ou polegadas). Ambas as unidades são similares às homônimas suas que estão em vigor nos dias de hoje.
    • O que em parte facilitava o comércio com Roma e, por consequência, aumentava o seu poder econômico era o sistema unificado de cunhagem, que permitia que moedas fossem produzidas legalmente em casas da moeda espalhadas por todo o Império.
    • Um fator complicador da economia era a falta de um orçamento responsável e de reservas monetárias. Os territórios arrecadavam fundos com taxas, tributos e impostos sobre colheitas, os quais eram muitas vezes desviados por governadores regionais ou roubados por bandidos antes que chegassem às camadas superiores do Estado.
    • A fiscalização do Mar Mediterrâneo e das áreas costeiras cresceu na mesma proporção em que se intensificou o comércio, altamente dependente do transporte marítimo. Havia, ademais, uma extensa rede viária por todo o Império.[10]
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    Conheça as figuras históricas de Roma. Pode-se aprender muito da História de Roma analisando-se a vida e a influência dos romanos notáveis. Além de interessantes por si sós, essas histórias são uma janela para o tipo de vida e sociedade que existiam em Roma.

    • Lembre-se dos grandes governantes: Júlio César, Augusto, Marco Antônio.
    • Dos filósofos e cientistas: Cícero, Epiteto, Sêneca.
    • Para mais informações, leia: A Day in the Life of Ancient Rome: Daily Life, Mysteries, and Curiosities (sem tradução), de Alberto Angela.[11]
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    Familiarize-se com a vida cotidiana em Roma. No estudo de História, é fácil concentrar-se nos poderosos e esquecer a gente simples, que, em Roma, levava vidas difíceis em habitações mal feitas e pelejava pelo sustento da família. Era, aliás, normal que famílias pobres abandonassem os seus bebês na esperança de que eles tivessem uma vida melhor como servos ou escravos.[12]

    • Os vestígios da cidade romana de Pompeia oferecem um lampejo da vida cotidiana no reino. Subitamente coberta pela lava do vulcão Vesúvio em 79 d.C., a cidade hoje encontra-se hoje parcialmente preservada sob uma camada de cinzas.[13]
    • Estude também as discrepâncias nas vidas dos ricos e dos pobres em diversos aspectos: educação, vestimenta, condições de moradia, entre outros.[14]
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    Conheça a culinária do lugar. Para entender um povo, basta ver o que ele come. A comida permite inferir muitos detalhes acerca da vida que se levava no país.

    • A carne era um luxo e, quando disponível, era o elemento principal da refeição. As carnes mais comuns eram as de pombo, coelho, porco e aves selvagens. Ganso, frango e peixe, caras demais, costumavam ser consumidas apenas por famílias ricas.
    • O jentaculum, equivalente ao nosso café da manhã, era servido ao raiar do dia, e incluía pão molhado em vinho. Era comum que também figurassem nele frutas, mel, ovos e queijo. Nos lares ricos, também se comia carne. A cena, principal refeição do dia, iniciava-se no começo da tarde e seguia até tarde da noite, caso houvesse convidados na casa.
    • Cidadãos mais ricos comiam recostados em cadeiras similares a divãs e à volta de uma pequena mesa chamada mensa. Desses banquetes surgiu a refeição de três pratos que se pratica hoje. O aperitivo chamava-se gustatio; o prato principal, primae mensae; e a sobremesa, secundae mensae.
    • Bons pães eram um luxo. Os padeiros produziam tipos variados de pães, rocamboles e tortas de fruta. Os pães das classes baixas — duros, pesados e feitos de espelta e grãos menos nobres — geralmente precisavam ser mergulhados em vinho ou água para serem palatáveis, uma vez que murchavam muito rapidamente.
    • A culinária romana fazia amplo uso de especiarias e de um molho salgado de nome garum, feito de carne e miúdos de peixe lentamente fermentados por meses. Azeite de oliva e vinagre eram muito usados pelos romanos em curativos.[15]
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    Estude os festivais da Roma Antiga. Com um calendário repleto de festivais importantes, o típico romano era um arroz de festa. Dias sagrados eram, inclusive, mais numerosos que dias comuns — pretextos para celebrar não faltavam. Informe-se a respeito das festas mais relevantes, e você entenderá um pouco melhor a vida no país.

    • Uma das festas mais importantes era a Saturnália, que, segundo historiadores, deu origem ao nosso Natal.
    • Ao estudar esses eventos, considere as origens deles, o contexto em que aconteciam e o ponto de vista da pessoa a relatá-los. Isso o ajudará a mergulhar na mentalidade dos romanos.[16]

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Partilhando o seu conhecimento

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    Ensine um amigo a respeito da Roma Antiga para solidificar o seu conhecimento. Tente fazer isso de uma maneira estruturada. Esse amigo pode ser alguém interessado especificamente em Roma ou um amante de História.

    • Para cativar o interesse de um amigo a respeito do tema, recomende-lhe um filme que se passe na Roma Antiga, como Gladiador. Depois que ele vir o filme, vocês poderão discutir o assunto.
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    Disponibilize material a respeito de Roma na internet. Você pode usar sites como o Prezi ou o WiX para disponibilizar apresentações de slides sobre o tema. Deixe-as abertas ao público para que qualquer um possa usá-las. Redigir os slides vai ajudá-lo a reforçar o conteúdo estudado, e você poderá atualizar a apresentação conforme domina novos conteúdos.

    • Você também pode criar cartões de memória no Quizlet ou site similar.
    • O Kahoot é um bom site para questionários.
    • Se você gosta de escrever textos, crie um blog.
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    Faça uma palestra. Ela pode ser feita ao vivo ou disponibilizada na internet. Se você tem aula de História, peça permissão ao professor para fazer um seminário à turma. Se não tem, grave um vídeo da apresentação e disponibilize-o no YouTube ou site similar.

    • Mostre a sua apresentação a amigos e familiares.
    • Procure grupos de estudos de História da sua região, que talvez aceitem recebê-lo como palestrante convidado. Grupos de estudos são organizados por bibliotecas, sociedades históricas e em sites como o meetup.com.

Referências

  1. https://www.theguardian.com/books/2015/may/06/lindsey-daviss-top-10-books-about-ancient-rome
  2. http://topdocumentaryfilms.com/ancient-rome-rise-fall-empire/
  3. http://en.museociviltaromana.it/
  4. http://plato.stanford.edu/entries/history/
  5. https://www.jstor.org/stable/1834766
  6. https://www.jstor.org/stable/1834766
  7. http://courses.wcupa.edu/jones/his101/web/t-roman.htm
  8. http://www.bbc.co.uk/schools/primaryhistory/romans/religion/
  9. http://www.ushistory.org/civ/6a.asp

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Contagem do Tempo na História

Contagem do Tempo na História

A Contagem do Tempo na História varia de acordo com cada povo e época.

Os primeiros povos fizeram seus calendários tendo como referência os ciclos da natureza, suas crenças e seus costumes.

Por isso, nem todos os países seguem o mesmo calendário.

Tempo Cronológico e Tempo Histórico

O tempo cronológico é definido como o tempo onde se desenrolam as atividades humanas: nascimento, crescimento, ir para a escola, as festas, etc.

O tempo histórico são os acontecimentos que marcam um povo, uma nação, ou as vezes a humanidade.

Como exemplo poderíamos citar uma guerra, a construção de uma grande obra, a descoberta da cura de uma doença, etc.

Como nem sempre o tempo cronológico e o histórico coincidem, existem povos que vivem diferentes momentos históricos no mesmo tempo cronológico.

Exemplo: apesar de vivermos numa sociedade informatizada, várias pessoas ainda não tem acesso a essa tecnologia.

Mesmo dentro da sociedade informatizada existem vários níveis de conexão também.

Religião

A religião de um indivíduo e de um povo talvez seja o elemento que mais influencie na criação de um calendário.

Judaísmo

Calendario Judaico

Calendário judaico com os nomes dos meses em hebraico e seus correspondentes no calendário cristão

Os judeus contam o tempo a partir da criação do universo, que para eles teria ocorrido há cerca de seis mil anos.

Islamismo

Calendario Islâmico

Calendário islâmico com os nomes dos meses em árabe e seus correspondentes ao calendário cristão

Os muçulmanos têm como referência o ano em que Maomé fugiu de Meca para Medina, isso ocorreu 622 anos depois do nascimento de Cristo. Em países como a Arábia Saudita este é o calendário observado.

Cristianismo

calendário cristão

Calendário cristão e o tempo litúrgico observado pela Igreja Católica Romana

Para os cristãos os acontecimentos são registrados entre o que aconteceu antes de Cristo (a.C.) e depois do nascimento de Cristo (d.C.).

Para a história ocidental, as datas referenciadas antes de Cristo devem ser seguidas de a.C., já os fatos ocorrido depois não necessitam da sigla d.C.

É importante ressaltar que nem todas as igrejas cristãs seguem este calendário. A Igreja Católica Ortodoxa não aderiu à reforma gregoriana e manteve o calendário juliano.

Leia mais sobre a História e Origem do Calendário.

Divisão dos Séculos

Quando nos referimos ao século I estamos focando os acontecimentos ocorridos entre o ano 1 e o ano 100.

O século II foca aos acontecimentos ocorridos entre o ano 101 e o ano 200.

O século III compreende os fatos ocorridos entre o ano 201 e o ano 300.

Vivemos hoje no século XXI que corresponde os fatos ocorridos no período que teve início no ano 2001 e vai se prolongar até o ano 2100.

Divisão da História

A atual divisão da história vem do cientificismo e do iluminismo do século XVIII e do positivismo do século XIX.

As ciências naturais dão grande importância para sistematização e classificação de objetos e isto acabou influenciando as ciências humanas.

Pré-história

Desta maneira, os escritores desta época determinaram que o que distinguiria os povos civilizados seria a escrita. Aqueles que não a desenvolveram seriam, portanto, considerados como bárbaros.

Os povos que viveram antes do surgimento da escrita são referidos nos livros como povos pré-históricos, não fazendo parte dos quatro grandes períodos da história da humanidade.

A pré-história é estudada em dois grandes períodos:

  • Idade da Pedra: está compreendido entre o aparecimento dos primeiros hominídeos a mais ou menos 10000 a.C.,
  • Idade dos Metais: quando os hominídeos iniciaram a fabricação de objetos com metal. Dura de 5000 a.C. até o surgimento da escrita, por volta de 3500 a.C.

Idade Antiga

A Idade Antiga ou Antiguidade é contada do surgimento da escrita, mais ou menos 4000 anos a.C., até a queda do Império Romano, no ano de 476 ( século V ).

Esse período é dividido também a partir da localização geográfica dos povos. Deste modo temos:

  • Antiguidade Oriental:incluindo a civilização egípcia, a mesopotâmica, os fenícios, hebreus e persas;
  • Antiguidade Ocidental ou Clássica:que envolve gregos e romanos.

Idade Média

A Idade Média é um período de aproximadamente mil anos. Começa com a queda do Império Romano, em 476, e vai até a tomada de Constantinopla pelos turcos-otomanos em 1453 (século XV ).

Esse período é dividido em:

  • Alta Idade Média:período compreendido entre os séculos V e XI, que corresponde, em termos de Europa, à formação, desenvolvimento e apogeu do sistema feudal;
  • Baixa Idade Média:período entre os séculos XI e XV, que corresponde à desagregação do sistema feudal e a consequente transição para o sistema capitalista.

Idade Moderna

A Idade Moderna é o período histórico que se estende de 1453 (século XV) até 1789 (século XVIII) início da Revolução Francesa.

No plano econômico, essa época foi marcada pelo desenvolvimento do capitalismo comercial (ou mercantil), forma inicial do sistema capitalista.

Foi uma época marcada pelas viagens de expansão marítima, onde Portugal realizou as Primeiras Grandes Navegações.

Idade Contemporânea

A Idade Contemporânea é o período que se estende do século XVIII até os dias atuais.

Ao longo dessas décadas, a Revolução Industrial atingiu seu ponto culminante. É uma era marcada pelas duas grandes guerras mundiais.

Na América Latina, o início da Idade Contemporânea foi marcado pelas lutas de independência que modelaram o novo mapa político do continente.

Linha do Tempo

No Ocidente, onde predominou a religião cristã, a História foi ensinada como um disciplina que possuía começo, meio e fim.

O começo seria o nascimento de Cristo, o meio seria a história atual e fim, o momento que Cristo voltasse a Terra.

Desta modo, as “linhas do tempo” foram se popularizando no mundo ocidental:

linha do tempo

No entanto, nem todos os povos pensavam que o tempo era uma linha reta.

Para os maias, astecas e outros povos nativos da América o tempo era uma repetição, ciclos que aconteciam uma e outra vez eternamente.

Por isso, o calendário asteca era presentado de forma circular e não linear:

calendário asteca

Pedra do Sol Asteca

Divisão dos Séculos

Divisão dos Séculos

A divisão do tempo em séculos é representada em algarismos romanos e não em algarismos arábicos.

Pela divisão em séculos o período entre o ano 1 e o ano 100 correspondem ao século I.

O período entre o ano 101 e o ano 200 pertencem ao século II, e assim por diante.

O século III se refere aos acontecimentos ocorridos entre o ano 201 e o ano 300.

Vivemos hoje no século XXI que corresponde ao período do ano 2001 ao 2100.

Exemplos:

  • Ano 437: está no século V, porque 437 está entre 401 e 500
  • Ano 1343: está no século XIV, porque 1343 está entre 1301 e 1400
  • Ano 2013: está no século XXI, porque 2013 está entre 2001 e 2100

Lista dos Séculos

  • Século I: ano 1 ao ano 100
  • Século II: ano 101 ao ano 200
  • Século III: ano 201 ao ano 300
  • Século IV: ano 301 ao ano 400
  • Século V: ano 401 ao ano 500
  • Século VI: ano 501 ao ano 600
  • Século VII: ano 601 ao ano 700
  • Século VIII: ano 701 ao ano 800
  • Século IX: ano 801 ao ano 900
  • Século X: ano 901 ao ano 1000
  • Século XI: ano 1001 ao ano 1100
  • Século XII: ano 1101 ao ano 1200
  • Século XIII: ano 1201 ao ano 1300
  • Século XIV: ano 1301 ao ano 1400
  • Século XV: ano 1401 ao ano 1500
  • Século XVI: ano 1501 ao ano 1600
  • Século XVII: ano 1601 ao ano 1700
  • Século XVIII: ano 1701 ao ano 1800
  • Século XIX: ano 1801 ao ano 1900
  • Século XX: ano 1901 ao ano 2000
  • Século XXI: ano 2001 ao ano 2100

Conversor de números romanos

Romano:

Decimal:

Divisão dos Séculos Antes e Depois de Cristo

divisão dos séculos

A história está dividida entre antes de Cristo (a.C) e depois de Cristo (d.C.), porque o calendário cristão que usamos tem como ponto de divisão o nascimento de Jesus Cristo.

Quer você esteja falando de antes ou depois de Cristo, a lógica da divisão dos séculos é a mesma:

  • 32 a.C. – século I a.C.
  • 689 d.C. – século VII
  • 1111 a.C. – século XII a.C.
  • 1997 d.C. – século XX

Normalmente, se não for referido se a data é antes ou depois de Cristo, assume-se que seja depois de Cristo. Ou seja, quando alguém diz século VII, século XIII, etc, essa pessoa quer dizer depois de Cristo.

Truques para saber sempre qual é o século

Basta cortar o algarismo das unidades e o algarismo das dezenas e depois acrescentar um (1).

Exemplos:

  • 1203 a.C. = 12 + 1 = 13 = século XIII a.C.
  • 630 d.C. = 6 + 1 = 7 = século VII d.C.
  • 2008 = 20 + 1 = 21 = século XXI d.C.

Leia também:

Divisão da História

Divisão da História

De acordo com a visão clássica e tradicional, a divisão da história da humanidade é feita em quatro grandes períodos, também chamados de “Idades”. São eles:

  • Idade Antiga
  • Idade Média
  • Idade Moderna
  • Idade Contemporânea

Divisão da HistóriaDivisões da História

Pré-História

Todo o período que existiu antes da invenção da escrita é denominado Pré-história. Assim, a Pré-história corresponderia a um período da humanidade que abrange milhões de anos.

Nesse momento, o homem aprendeu a viver em comunidade, a utilizar o fogo, a domesticar animais e a produzir alimento, dando a origem à agricultura.

Na pré-história, o homem criou a linguagem como meio de comunicação e inventou a escrita. Além disso, criou a pintura, a cerâmica e as primeiras organizações sociais e políticas.

A Pré-história está dividida em três períodos:

  1. Paleolítico: também chamado de “Idade da Pedra Lascada”, tem início há aproximadamente 4,4 milhões de anos e se estende até 8000 a.C.
  2. Neolítico: também chamado de “Idade da Pedra Polida”, esse período vai de aproximadamente 8000 a.C. a 5000 a.C.
  3. Idade dos Metais: período que se estende de 5000 a.C. até o surgimento da escrita pelos sumérios, em 4000 a.C..

Tudo o que sabemos sobre a Pré-história devemos aos fósseis e objetos encontrados nas escavações paleontológicas, que ocorreram principalmente a partir do final do século XIX, estendendo-se até os dias atuais, frequentemente apresentando novas descobertas.

Idade Antiga

Idade Antiga ou Antiguidade é o período da história que é contado a partir do desenvolvimento da escrita, pelos sumérios, mais ou menos 4000 anos a.C., até a queda do Império Romano do Ocidente, em 476 da era cristã.

Dentre os fatos históricos desse período da história se destacam:

Idade Média

A Idade Média é o período da história que tem início em 476 e vai até a tomada de Constantinopla, pelos turcos otomanos, em 1453. Nesse período da história se destacam:

Idade Moderna

A Idade Moderna é o período da história que tem início em 1453 e vai até o ano de 1789, data da Revolução Francesa. Dentro desse período da história se destacam:

Idade Contemporânea

A Idade Contemporânea é estudada de 1789, época da Revolução Francesa, até os dias atuais. Dentro desse período, vários acontecimentos políticos, econômicos e sociais, receberam influência da Revolução Francesa, como:

Leia também:

Civilização Egípcia

Civilização Egípcia

A Civilização Egípcia foi uma das mais importantes civilizações que se desenvolveram na região do Crescente Fértil.

Instalada no extremo nordeste da África, numa região caracterizada pela existência de desertos e pela vasta planície do rio Nilo.

A Civilização Egípcia formou-se a partir da mistura de diversos povos, entre eles, os hamíticos, os semitas e os núbios, que surgiram no Período Paleolítico.

Os primeiros núcleos populacionais só começaram a se formar durante o Período Neolítico, onde as comunidades passaram a se dedicar mais à agricultura do que a caça ou a pesca.

Por volta de 4000 a.C., os antigos núcleos deram lugar a pequenas unidades políticas, os nomos, governados por nomarcas, que se reuniram em dois reinos, um do Baixo Egito, ao norte e outro do Alto Egito, ao sul.

Por volta de 3200 a.C., Menés, o governante do Alto Nilo, unificou os dois reinos e tornou-se o primeiro faraó, dando origem ao período dinástico, que pode ser dividido em três momentos distintos: Antigo Império, Médio Império e Novo Império.

Antigo Império (3200 – 2300 a.C.) – época em que foi concluída a unificação do Egito. A capital egípcia passou a ser Tínis e depois transferida para Mênfis, na Região do Cairo (capital atual do Egito).

O faraó, considerado uma divindade, governava com poder absoluto. Entre 2700 e 2600 a.C., foram construídas as pirâmides de Guizé, atribuídas aos faraós Quéopes, Quéfren e Miquerinos.

Civilização Egípcia

Médio Império (2000 – 1580 a.C.) – nessa fase os faraós reconquistaram o poder que estava enfraquecido por ação dos nomarcas. Na Palestina conquistada, foi encontrada mina de cobre, e na Núbia, mina de ouro.

Entre 1800 e 1700 a.C.), os hebreus retirando-se da Palestina, chegaram ao Egito. Os hicsos, povo nômade, de origem asiática, invadem o pais, permanecendo na região até 1580 a.C.)

Novo Império (1580 – 525 a.C.) – foi marcado pela expulsão dos hicsos, pelo grande desenvolvimento militar e pela conquista de um vasto território. Os hebreus foram escravizados e por volta de 1250 a.C., sob a liderança de Moisés, os hebreus conseguiram fugir do Egito, no episódio que ficou conhecido como Êxodo e está registrado no Antigo Testamento da Bíblia.

O auge da civilização egípcia foi atingido durante o longo governo do faraó Ramsés II (1292 – 1225 a.C.), que derrotou vários povos asiáticos.

Após seu reinado, as lutas entre os sacerdotes e os faraós enfraquecem o Estado, o que estimulou novas invasões. Em 525 a.C., os persas comandados por Cambires, derrotaram os egípcios na Batalha de Pelusa e conquistaram definitivamente a região.

A partir de então, o Egito deixaria de ser independente por pelo menos 2500 anos, período em que se tornaria sucessivamente, província dos persas, território ocupado por macedônios, romanos, árabes, turcos e finalmente ingleses.

As invasões constantes exerceram grande influência na cultura egípcia, sobretudo o domínio macedônico que permitiu a penetração das ideias gregas.

Esse domínio instaurou uma dinastia de origem macedônica, chamada ptolomaica ou lágida, à qual Cleópatra pertenceu.

Seu filho com o imperador romano Júlio César foi o último rei ptolomaico. Em seguida, a região caiu sob o domínio romano e mais tarde árabe Nesse período foram introduzidos elementos culturais cristãos e muçulmanos sucessivamente.

Religião na Civilização Egípcia

A sociedade egípcia era marcada por uma profunda religiosidade. Politeístas, adoravam diversos deuses: Amon-Ra, protetor dos faraós; Ptah, protetor dos artesãos; Thot, deus da ciência e protetor dos escribas; Ambis, protetor dos embalsamentos; Maat, deusa da justiça, entre outros.

Acreditavam em vida após a morte e no retorno da alma ao corpo, cultuavam os mortos e desenvolviam técnicas de mumificação, para conservar os corpos.

Ciências na Civilização Egípcia

Os egípcios desenvolveram o estudo da matemática e da geometria, voltada principalmente para a construção civil. Usaram a raiz quadrada e as frações; calculavam também a área do círculo e do trapézio.

A preocupação com as cheias e vazantes do Nilo estimulou o desenvolvimento da astronomia. Observando os astros, localizaram planetas e constelações.

O dia era dividido em 24 horas. A semana tinha dez dias e o mês, três semanas. O ano de 365 dias era dividido em estações agrárias: cheia, inverno e verão.

O desenvolvimento da prática da mumificação permitiu o maior conhecimento da anatomia humana, tornando possível a realização de cirurgias no crânio. Tratavam de doenças do estômago, coração e de fraturas.

A escrita desenvolveu-se de três formas:

Civilização Egípcia

  • Hieroglífica – a escrita sagrada dos túmulos e templos; a mais antiga, anterior a 3000 a.C., composta por mais de 600 caracteres.
  • Hierática – uma simplificação da hieroglífica. Seu uso estava ligado à religião e ao poder;
  • Demótica – era a escrita popular, formada por cerca de 350 sinais, usada nos contratos redigidos pelos escribas.

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Formação de Portugal

Formação de Portugal

A Península Ibérica onde se formaria Portugal atraiu vários povos, foi habitada pelos iberos, vindos do norte da África e por mercadores de origem fenícia e grega.

No século VI a.C., entraram na península os celtas, procedentes da Gália – atual França. Suas tribos espalharam-se pelo território, principalmente na região do rio Tejo.

Em 206 a.C., a península Ibérica passa ao controle de Roma, permanecendo administrada e dirigida por Roma até o século V de nossa era. O cristianismo é imposto como religião oficial.

Com o tempo, as várias etnias se misturam e se confundem. O território foi dividido em três províncias: Terraconense, Bética e Lusitânia.

Os “bárbaros” germanos (vândalos e suevos) chegam e retalham a região. A Lusitânia é ocupada pelos suevos, que fundam um reino independente a noroeste do Tejo.

Nesse período aparece pela primeira vez a denominação, Porto Cale (porto fiscal na entrada do rio Douro) onde hoje se acha a cidade do Porto.

Em 585 é a vez dosvisigodos, (também germanos). Fixam-se na região, mas seguem a administração romana da península.

Os visigodos espalham-se pelos campos, retendo para si grandes extensões de terra. Nas cidades adotaram o luxo das cortes romanas. Em 589, se convertem ao cristianismo.

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A Invasão Árabe

No século VIII a península Ibérica é invadida pelos árabes. Sete séculos aproximadamente durou o domínio muçulmano.

Uma longa presença deixou marcas para sempre na cultura dos povos ibéricos. Tirando a região das Astúrias – núcleo de resistência cristã, toda a península esteve sob o controle árabe.

Longa e lenta foi a luta para expulsar os árabes da península. Rebeldes, foragidos dos domínios muçulmanos formaram o Reino de Leão, que foi desmembrado e criado o Reino de Castela, no século XI. Mais a leste surgiram os reinos cristãos de Aragão e Navarra.

A constante pressão cristã e as dissidências internas enfraqueceram a dinastia muçulmana dominante. Em 1065, com a morte de Fernando Magno, rei de Leão e Castela, o território retomado dos árabes é dividido entre seus três filhos.

Foi criado um terceiro reino, o Reino de Galícia, no extremo noroeste. Nesse novo reino constitui-se um condado hereditário relativamente independente Porto Cale.

Afonso VI, filho de Fernando Magno, é a figura que mais se destaca na luta pela reconquista da terra. Além de ter herdado o Reino de Castela, anexa-lhe o reino de Leão e Galícia, depois de dominar os árabes e os cristãos desses reinos, contando com a ajuda de nobres franceses. Um deles é o conde Henrique de Borgonha, sobrinho da mulher de D. Afonso e um primo.

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A Primeira Dinastia

A formação de Portugal teve origem, em 1093, com as terras doadas pelo rei Afonso VI a Henrique de Borgonha, juntamente com seu compromisso matrimonial com a filha ilegítima do rei, Dona Tereza.

As terras compreendiam um território limitado ao norte pela Galícia, na altura do rio Minho, e ao sul pelo rio Douro. Essa região compreendia o antigo condado de Porto Cale. D. Henrique chamou a região de “Província Portucalense” ou “Condado Portucalense”.

Com a morte de D. Henrique, seu filho D. Afonso Henrique, conde de Porto Cale, que tributa vassalagem ao primo Afonso VII, herdeiro do domínio de Aragão, Leão e Castela, rompe as leis da hierarquia, desejando consolidar a independência do condado herdado por seu pai.

Em 1128, com 17 anos, arma-se a si próprio cavaleiro (o que caberia ao rei, seu primo) e presta vassalagem diretamente ao Papa.

Essa atitude não apenas satisfez à Igreja na tarefa de expandir o cristianismo e expulsar os árabes, como também estender os limites do condado e alcançar a verdadeira independência.

Bem sucedido, onze anos mais tarde, proclama-se rei. Assim nasce Portugal, logo mais transformado em nação.

Afonso VII é induzido pelo Papa a reconhecer os direitos de Afonso Henrique, o qual só prestaria vassalagem à Santa Sé.

O novo rei inaugura a Dinastia de Borgonha, toma Lisboa dos árabes e expande o reino. Seus sucessores encarregam-se de consolidar as fronteiras e dar ao país a necessária integração social e política.

O último monarca da dinastia de Borgonha foi D. Fernando, que faleceu em 1381. Dois anos depois, a corte proclama D. João, o novo rei de Portugal, mestre da ordem militar de Avis, que dá início a dinastia do mesmo nome, cujos membros desempenham papel importante para a expansão marítima. Tem início assim, as Primeiras Grandes Navegações.

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As Primeiras Grandes Navegações

As Primeiras Grandes Navegações

As primeiras Grandes Navegações foram realizadas entre os séculos XV e XVI. Os pioneiros na expansão marítima foram os portugueses e os espanhóis, seguidos pelos ingleses, franceses e holandeses.

Fatores que levaram os europeus a realizarem as primeiras Grandes Navegações:

  • A procura de mercados produtores agrícolas na África e na Ásia para suprir as necessidades da crescente população europeia.
  • A procura de novos mercados consumidores de produtos manufaturados na Europa.
  • Falta de metais preciosos na Europa para a cunhagem de moedas.
  • O aprimoramento das técnicas de navegação.
  • A necessidade de se descobrir um novo caminho marítimo para as Índias.

A burguesia mercantil buscava novos caminhos para a Índia, para quebrar o monopólio que as cidades italianas, principalmente Veneza e Gênova, exerciam sobre o comércio de especiarias vindas daquela região, e para evitar o confronto armado com essas cidades no Mediterrâneo.

A aliança entre rei e burguesia também contribuiu de maneira decisiva para a expansão comercial e marítima. Juntos, rei e burguesia patrocinaram e financiaram expedições para a África, Ásia e a América.

Portugal foi o pioneiro na realização de grandes viagens. Voltado para o Atlântico desfrutava de posição privilegiada.

No início do século XV, Portugal tornou-se o centro de estudos de navegação, com o estímulo do infante D. Henrique, o navegador, que reunia em sua residência, em Sagres, Algarve, navegadores, cosmógrafos, cartógrafos, mercadores e aventureiros.

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As Grandes Navegações Portuguesas

  • 1415 – chega à ilha de Ceuta, no norte da África.
  • 1419 – ocupa o arquipélago dos Açores.
  • 1434 – dobra o cabo do bojador.
  • 1444 – descobre o arquipélago de Cabo Verde.
  • 1488 – Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança.
  • 1498 – Vasco da Gama atinge Calicute, na costa oeste da Índia.
  • 1500 – Pedro Álvares Cabral oficializa a posse sobre o Brasil e segue depois rumo à Ásia, objetivo principal da esquadra.

As Grandes Navegações Espanholas

O segundo país europeu a se aventurar nas Grandes Navegações foi a Espanha e mesmo assim, quase oitenta anos depois de Portugal. As expedições contaram com o apoio de Isabel de Castela e Fernando de Aragão.

Em sua primeira viagem Colombo desembarcou nas Bahamas, acreditando ter alcançado as Índias, e morreu acreditando nisso.

Somente em 1504 desfez-se o engano, quando o navegador Américo Vespúcio confirmou tratar-se de um novo continente.

  • 1492 – Cristóvão Colombo descobre a América.
  • 1499 – Alonso Ojeda chega à Venezuela.
  • 1500 – Vicente Pinzón chega ao Brasil, no Amazonas.
  • 1511 – Diogo Velasquez chega Cuba.
  • 1512 – Ponce de León chega à Flórida.
  • 1513 – Vasco Nunez alcança o Oceano Pacífico.
  • 1519 – Fernão de Magalhães e Sebastião del Cano partem para a primeira viagem de circum-navegação.
  • 1519 – Fernão Cortez chega ao México.
  • 1531 – Francisco Pizarro conquista o Peru.
  • 1537 – João Ayolas chega ao Paraguai.
  • 1541 – Francisco Orellana explora o rio Amazonas.

As navegações inglesas, francesas e holandesas na América

Depois de algumas expedições de reconhecimento geográfico ao longo do litoral norte-americano, os ingleses só começaram a colonizar a América do Norte no final do século XVI.

Os franceses, jamais aceitaram a divisão da América, pelo Tratado de Tordesilhas, entre Espanha e Portugal e realizou diversas viagens estimulando a pirataria, principalmente nas costas brasileiras. As investidas pelo Caribe e pelas costas norte-americanas resultaram na posse do Haiti, do Canadá e da Louisiana.

Os holandeses chegaram à América, já no século XVII, e fundaram Nova Amsterdã (atual Nova York), invadiram por duas vezes o Brasil (Pernambuco e Bahia) conquistaram o atual Suriname, a região do Forte Orange (Albany) e Curaçao.

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Indústria

Indústria

Indústria é a concentração das atividades produtivas destinadas a transformar matéria-prima em mercadorias para os mais diferentes consumos.

Sua importância é tão grande nos dias atuais que quase tudo o que consumimos e utilizamos é processado ou produzido pela indústria.

Evolução da Indústria

A evolução histórica da indústria pode ser reconhecida em três estágios: o artesanato, a manufatura e a maquinofatura.

Artesanato – estágio em que o produtor (artesão) executa sozinho todas as fases da produção e até mesmo a comercialização do produto. O modo de produzir artesanal prevaleceu até por volta do século XVII, mas ainda pode ser encontrado em vários países do mundo.

Manufatura – nessa fase, já ocorria divisão do trabalho, onde cada operário realizava uma tarefa ou se responsabilizava por parte da produção. Embora já houvesse o emprego de máquinas simples, a produção dependia fundamentalmente do trabalho manual.

O estágio da manufatura corresponde, de modo geral, à transformação do artesão em assalariado. A manufatura caracterizou a fase inicial do capitalismo, nos séculos XVII e meados do século XVIII.

Apesar do termo manufatura, corresponder ao segundo estágio da evolução da indústria, ele é empregado também para designar os produtos industrializados (manufaturados).

Maquinofatura – é o processo iniciado no século XVIII com a Revolução Industrial. Caracteriza-se pelo emprego maciço de máquinas e fontes de energia como o carvão mineral e o petróleo, produção em larga escala, grande divisão e especialização do trabalho.

Durante a Primeira Revolução Industrial, a mecanização se estendeu do setor têxtil para a metalurgia e as fábricas empregavam grande número de trabalhadores.

A partir do final do século XIX, período conhecido como Segunda Revolução Industrial, com o uso de novas tecnologias, o mundo todo passou a comprar e utilizar produtos industrializados e fabricados nos grandes centros.

Nesse período as grandes indústrias tinham filiais em diversos países, as multinacionais ou transnacionais.

Em meados do século XX, após as duas grandes guerras, o mundo capitalista se reorganizou. A mobilidade das empresas, do capital e a revolução tecnológica, acentuaram a internacionalização da economia.

As grandes indústrias passaram a incorporar tecnologias modernas, dando início à fase da Terceira Revolução Industrial e também da Globalização.

Leia mais em Fordismo e Taylorismo.

Indústria 4.0

A indústria mundial está em processo de mudança tão acentuado quanto o ocorrido na Revolução Industrial. A este conjunto de transformações se convencionou chamar 4.0 em referência à potência dos motores.

A indústria 4.0 se caracteriza por unir três fatores à sua linha de produção:o progresso tecnológico, a digitalização e a inovação.

1. O progresso tecnológico que permitiu baratear e expandir o uso de computadores tem criado máquinas cada vez mais potentes e baratas.

A automação industrial reduz custos de produção e aumenta a qualidade dos produtos. Os softwares que integram as linhas de produção estão criando fábricas inteligentes. Através de sensores, maquinário e produto trocam informações durante o processo de manufatura.

A indústria automobilística está entre as mais robotizadas do mundo: os robôs com seus braços mecanizados fazem tudo, desde o processo de fabricação até os testes finais de qualidade. Os funcionários, em número reduzido, acompanham tudo pelas telas dos computadores.

Indústria 4.0
Ilustração de uma indústria 4.0

2. A imensa quantidade de informação digital disponível em alguns segmentos. A concepção de produtos, os testes com novos materiais, com novas peças, o design, a arquitetura de fábrica, a organização da linha de produção, o estoque de materiais, tudo é digital.

Inclusive, a tecnologia virtual em 3D já está sendo usada para testar os novos produtos.

3. Os avanços na área de inovação é outra grande ferramenta para as indústrias que podem recombinar tecnologias existentes e fazer contribuições na área de design, de novos materiais, gestão e produção.

Em apenas 15 anos, os computadores e a internet já fizeram uma revolução nas indústrias. Embora seja um fenômeno mundial, ele é mais presente nos Estados Unidos, Japão e na Europa.

Essa evolução tecnológica elimina empregos e a mão de obra qualificada é cada vez mais requisitada.

Indústria Brasileira

Um país industrializado além de oferecer empregos, pode suprir muitas de suas necessidades de consumo internas, reduzir suas importações e aumentar as exportações.

Desta maneira, o Brasil procura favorecer a atividade industrial, apesar das disparidades econômicas e regionais. Abaixo podemos ver a distribuição espacial das indústrias no território nacional.

Indústria
O parque industrial brasileiro se concentra no Sudeste

Segundo os dados do Portal da Indústria, de 2017, a indústria brasileira contribui com R$ 1,2 trilhões para a economia do Brasil ao ano. Isso quer dizer que 22% do PIB brasileiro vem das atividades industriais.

No entanto, o crescimento da indústria brasileira esbarra a falta de qualificação de mão de obra e especialmente, na carga tributária. Por isso, a capacidade do parque industrial brasileiro acaba funcionando abaixo do que seria possível.

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Primeira Revolução Industrial

Primeira Revolução Industrial

A Primeira Revolução Industrial foi gerada pela Revolução Comercial que ocorreu na Europa entre os séculos XV e meados do século XVIII.

A expansão do comércio internacional e o aumento da riqueza permitiram o financiamento do progresso técnico e a instalação de indústrias.

Revolução Industrial na Inglaterra

Primeira Revolução IndustrialTrabalhadores na Fábrica

A Primeira Revolução Industrial teve início na Inglaterra por volta de 1750, e logo alcançou a França, a Bélgica e posteriormente a Itália, a Alemanha, a Rússia, o Japão e os Estados Unidos. Por essa época, as atividades comerciais comandavam o ritmo da produção.

Na revolução industrial inglesa, a principal manufatura era a tecelagem de lã. Mas foi na produção dos tecidos de algodão que começou o processo de mecanização, isto é, da passagem da manufatura para o sistema fabril.

A matéria prima vinha das colônias (Índia e Estados Unidos). Cerca de 90% dos tecidos ingleses de algodão eram vendidos no exterior, o que teve papel determinante na arrancada industrial da Inglaterra.

A Mecanização e as Invenções

A mecanização se estendeu do setor têxtil para a metalurgia, para os transportes, para a agricultura e para outros setores da economia. Diversos inventos revolucionaram as técnicas de produção e alteraram o sistema de poder econômico.

A grande fonte de riqueza deslocou-se da atividade comercial para a industrial. Quem desenvolvesse a capacidade de produzir mercadorias passaria a ter a liderança econômica no mundo.

E foi isso o que aconteceu com a Inglaterra, sendo o primeiro país a se industrializar utilizando a máquina na produção:

  • a máquina de fiar, que transforma em fios as fibras têxteis de algodão, seda e lã, para o fabrico de tecidos. Essa invenção revolucionou a técnica de produção, transformando a Inglaterra no maior produtor de fios para tecidos. Essa invenção substituiu a roca, um dos mais simples e antigos instrumentos de fiar.
  • o tear mecânico, inventado em 1785, em substituição ao tear manual, aumentou de forma considerável a produção de tecidos, colocando a Inglaterra na liderança mundial da época.
  • a máquina a vapor, cujo uso na indústria de tecido, nas usinas de carvão mineral, na industrialização do ferro, nas embarcações (navios a vapor), nas estradas de ferro (locomotiva a vapor), entre outras, representou uma revolução no transporte de passageiros e cargas.

A invenção de máquinas, o aproveitamento da energia calorífica do carvão mineral e sua transformação em energia mecânica para fazer funcionar as máquinas, representaram um grande avanço nas técnicas empregadas para a fabricação de mercadorias e, consequentemente, no aumento da produção.

A Inglaterra passou, assim, da manufatura para a maquinofatura. Produzia e vendia seus produtos industriais em todo o mundo, graças, entre outros fatores, à expansão do sistema colonial.

Dessa forma, no século XVIII, o pais tornou-se a maior nação capitalizada do mundo, sendo Londres a capital financeira internacional.

Esse momento representou uma verdadeira revolução no modo de produzir mercadorias em tempo bastante menor, se comparado à manufatura.

O desenvolvimento inicial das indústrias têxteis mecanizadas em grande parte da Europa e nos Estados Unidos dependia de muitas dessas invenções britânicas. Essa revolução ficou conhecida como Primeira Revolução Industrial.

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Segunda Revolução Industrial

Segunda Revolução Industrial

A Segunda Revolução Industrial nasceu com o progresso científico e tecnológico ocorrido na Inglaterra, França e Estados Unidos, por volta da segunda metade do século XIX.

Resumo das Principais Características

Entre 1850 e 1950, a busca por descobertas e invenções foi longa, o que representou maior conforto para o ser humano, bem como a dependência dos países que não realizaram a revolução científica e tecnológica ou industrial.

O mundo todo passou a comprar, consumir e utilizar os produtos industrializados fabricados na Inglaterra, França, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Bélgica e Japão.

A descoberta e o aproveitamento de novas fontes de energia – o petróleo (no motor a combustão), a água (nas usinas hidrelétrica), o urânio (para a energia nuclear), revolucionaram ainda mais a produção industrial. A lista de invenções e descobertas é enorme, o que representou maior conforto para o ser humano.

Na busca dos maiores lucros, levou-se ao extremo a especialização do trabalho, a produção foi ampliada passando-se a produzir artigos em série, o que barateava o custo por unidade.

Surgiram as linhas de montagem, esteiras rolantes por onde circulavam as partes do produto a ser montado, de modo a dinamizar o processo.

A indústria automobilística Ford, do empresário Henry Ford, implantada nos Estados Unidos, foi a primeira a fazer uso das esteiras que levavam o chassi do carro a percorrer toda a fábrica.

Os operários montavam os carros com as peças que chegavam em suas mãos em outra esteira. Esse método de racionalização de produção foi chamado de fordismo.

Segunda Revolução IndustrialFordismo

Essa forma de produção integrada as teorias do engenheiro norte americano Frederick Taylor, o taylorismo, que visava o aumento da produtividade, controlando os movimentos das máquinas e dos homens no processo de produção.

Toda essa revolução propiciou o surgimento de grandes indústrias e a geração de grandes concentrações econômicas, que formaram as holdings, trustes e cartéis.

Inventos da Segunda Revolução Industrial

Entre as várias descobertas e invenções realizadas durante a Segunda Revolução Industrial estão:

  • novos processos de fabricação do aço, permitindo sua utilização na construção de pontes, máquinas, edifícios, trilhos, ferramentas etc;
  • desenvolvimento técnico de produção da energia elétrica;
  • invenção da lâmpada incandescente;
  • surgimento e avanço dos meios de transporte (ampliação das ferrovias seguida das invenções do automóvel e do avião;
  • invenção dos meios de comunicação (telégrafo, telefone, televisão e cinema);
  • avanço da química, com a descoberta de novas substâncias; a descoberta do múltiplo aproveitamento do petróleo e seus derivados como fonte de energia e lubrificantes; o surgimento dos plásticos; desenvolvimento de armamentos como o canhão e a metralhadora; a descoberta do poder explosivo da nitroglicerina etc;
  • na medicina surgiram os antibióticos, as vacinas, novos conhecimentos sobre as doenças e novas técnicas de cirurgia.

Para saber tudo sobre a Revolução Industrial veja os artigos:

Terceira Revolução Industrial

Terceira Revolução Industrial

A Terceira Revolução Industrial, chamada também de Revolução Informacional, começou em meados do século XX, momento em que a eletrônica aparece como verdadeira modernização da indústria.

Isso aconteceu após a segunda guerra mundial (1939-1945) e abrange o período que vai de 1950 e até a atualidade.

Resumo

Para alguns estudiosos, a terceira Revolução Industrial teve início nos Estados Unidos e em alguns países europeus, quando a ciência descobriu a possibilidade de utilizar a energia nuclear do átomo.

Para outros, seu início foi por volta de 1970, com o descobrimento da robótica, empregada na linha de montagem de automóveis. Para outro grupo, iniciou-se a partir dos anos 1990, com o uso do computador pessoal e a internet.

A Terceira Revolução Industrial ganhou destaque a partir dos avanços tecnológicos e científicos na indústria, mas também abrange progressos na agricultura, na pecuária, no comércio e na prestação de serviços.

Enfim, todos os setores da economia se beneficiaram com as novas conquistas produzidas através de grandes investimentos empregados nos centros de pesquisas dos países desenvolvidos.

A globalização foi um fator importante para auxiliar na produção e nas relações comerciais entre diversos países do mundo. Além disso, ela proporcionou a massificação dos produtos, sobretudo na área da tecnologia.

Principais Características e Consequências

  • uso de tecnologia e do sistema informático na produção industrial;
  • desenvolvimento da robótica, engenharia genética e biotecnologia;
  • Diminuição dos custos e aumento da produção industrial;
  • aceleração da economia capitalista e geração de emprego;
  • utilização de várias fontes de energia, inclusive as menos poluentes;
  • aumento da consciência ambiental;
  • consolidação do capitalismo financeiro;
  • terceirização da economia;
  • expansão das empresas multinacionais.

As Invenções e Descobertas

Muitas invenções e descobertas no campo da ciência e tecnologia ocorreram de 1950 até nossos dias. Entre elas estão:

  • novas ligas metálicas que permitiram avanços na metalurgia e na construção de aeronaves;
  • progresso na eletrônica, permitindo o aparecimento da computação e automação no processo produtivo;
  • uso da energia atômica para fins pacíficos, como a produção de eletricidade (usinas termo nucleares), em equipamentos médicos entre outros;
  • desenvolvimento da biotecnologia e da engenharia genética;
  • conquista espacial, com a descida do homem na Lua, foguetes, estações espaciais, ônibus, satélites artificiais, sondas para estudo de planetas e satélites.

Saiba tudo sobre a Revolução Industrial:

Ciclo do Café

Ciclo do Café

O ciclo do café no Brasil teve seu começo em 1727, início do século XVIII, quando chegaram ao país as primeiras mudas. Durante muito tempo o produto foi plantado para consumo doméstico.

Resumo

A cultura em pequenas proporções no norte do país, foi se expandindo em direção ao sudeste, quando a partir de 1870 teve seu grande momento, no oeste paulista, nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto, onde encontrou a “terra roxa”, solo rico para os cafezais.

Ciclo do Café

As fazendas se espalharam, a produção exportadora cresceu, os imigrantes, principalmente italianos, vieram trabalhar nas fazendas.

Mais tarde, com o trabalho livre e o início da mecanização, os fazendeiros diversificaram suas atividades, investindo no comércio e na indústria de bens de consumo. Assim se resume a história do café no Brasil.

Ciclo do Café e a Industrialização Brasileira

Produção

O ciclo do café estava começando a evoluir. Mesmo existindo os pequenos plantadores, o que predominou foram as grandes fazendas de monocultura, característica da economia colonial.

A cafeicultura exportadora do café foi aos poucos se expandindo e logo atingiu índices de maior produto de exportação do país. O Brasil chegou a exportar mais de 50% do consumo mundial.

O ciclo do café sofreu duas quedas, nas primeiras décadas do século XX, decorrentes das crises internacionais.

Mão de Obra

O ciclo do café sofreu com a carência de mão de obra. O sistema de parceria com os primeiros colonos imigrantes fracassou.

Só a partir da década de 1870, com o trabalho assalariado e a imigração custeada pelo poder público, o novo sistema foi a solução para a lavoura paulista.

O Brasil recebeu 30 mil imigrantes só em 1886, nos anos seguintes essa média foi crescendo e chegou a mais de 130 mil.

A abolição da escravatura em 1888, gerou grande crise nas zonas cafeeiras mais antigas, a da Baixada Fluminense e a do Vale do Paraíba, enquanto na zona oeste de São Paulo a crise não era sentida.

Saiba mais sobre o processo de Industrialização no Brasil.

Ciclo do Café no Vale do Paraíba

A primeira região do país a receber mudas de café foi o Pará, em 1727. As mudas teriam sido levadas por Francisco de Melo Palheta e, muito rápido, até 1760, pequenas roças de café já eram cultivadas até no Rio de Janeiro.

Ao longo do Vale do Paraíba, do Rio de Janeiro a São Paulo, o café virou o principal produto de exportação brasileira e chegou a apogeu no Segundo Império.

A região do Vale do Paraíba era considerada ideal para o cultivo e, logo, a exploração ocorreu em grandes propriedades com o suporte de mão de obra escrava.

Saiba melhor sobre a Escravidão no Brasil.

Ciclo da Borracha

O ciclo da borracha corresponde ao período na economia brasileira de larga prática da extração e comercialização do látex destinado à produção de borracha. É composto por dois períodos, o primeiro vai de 1879 a 1912 e o segundo de 1942 a 1945.

A exploração do látex para produção de borracha ocorreu, principalmente, nas cidades de Manaus, Porto Velho e Belém.

Ciclo do Ouro

O ciclo do ouro é o período que marca o metal como principal atividade do Brasil na fase colonial. Começou com o declínio das exportações de açúcar, no fim do século XVII.

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