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Crítica | Better Call Saul – 5X05: Dedicado a Max

  • Há spoilers da série. Leiam, aqui, as críticas dos episódios anteriores.

E chegamos à metade da penúltima temporada de Better Call Saul, momento solene que significa, basicamente, que só teremos mais 15 episódios dessa maravilha televisiva no total geral. Mas não adianta sofrer por antecipação, não é mesmo? Dedicado a Max parece ser, sob todos os aspectos, um momento de virada, mas não algo apressado ou óbvio e sim algo costurado com elegância e cadência por Vince Gilligan e Peter Gould, além de sensacionais momentos cômicos envelopados em uma penumbra sombria.

Better Call Saul é definido por muitos como uma comédia, mas eu nunca interpretei a série dessa maneira. Sim, há humor embutido em sua narrativa como parte do que é Jimmy McGill, algo amplificado sobremaneira sempre que ele, como Saul Goodman (usando ou não o nome de sua persona trapaceira), faz aquilo que melhor sabe fazer. Portanto, sempre houve risadas e muita diversão nessa jornada cativante de um dos mais bem desenvolvidos personagens da televisão moderna, mas a série é sem dúvida dramática, rivalizando com a própria Breaking Bad em muitos aspectos. Dedicado a Max, de certa forma, tem seu humor em doses mais generosas, à flor da pele, com momentos legitimamente hilários, mas que funcionam muito mais para amplificar a sensação de tudo vai dar errado do que como algo feito para realmente divertir.

Mas não se enganem, pois eu me diverti muito. A belíssima cena em que Kim conta para Jimmy sua conversa com Kevin é absolutamente irretocável, com Rhea Seehorn e Bob Odenkirk tão à vontade que eu seria capaz de assistir um spin-off inteiro só com Odenkirk fazendo Kim e Seehorn Kevin. A cumplicidade entre eles foi maravilhosa, com o retorno, com força total, daquela conexão “bandida” que os dois têm, refestelando-se com pequenos golpes. A excitação fica no ar, assim como a mais plena satisfação dos dois personagens.

E é claro que os criativos golpes de Jimmy – como Saul – para atrapalhar a vida de Kevin e atrasar a evicção do último morador da terra em que o dono do Mesa Verde quer colocar seu call center são, todos eles, de dar câimbras estomacais, com direito ao xerife indeciso que sempre tem que fazer uma ligação e o empreiteiro que fica enfurecido com as óbvias malandragens. Novamente, uma sitcom rasgada tendo Saul Goodman, o advogado malandro, no centro da atenções, entraria facilmente na minha lista de “séries que eu gostaria muito que um dia fossem feitas”.

Mas toda essa comicidade, como disse, não é gratuita e não existe apenas com um fim em si mesma. Ela, muito ao contrário, parece ser um agente catalisador de um futuro sombrio. Já cansei de defender, em resposta a comentários sobre o futuro de Kim, que eu acho que Gilligan e Gould têm planos diferentes para ela do que uma desgraça que leve à sua morte ou algo assim (eu até já especulei que acho que ela aparecerá naquele futuro em preto-e-branco de Jimmy como Gene), mas isso não quer dizer que o futuro dele não será carregado de máculas. Notem bem que Kim parece muito menos interessada em fazer justiça para o velhinho que se recusa a sair de casa do que sabotar seu cliente, como se ela quisesse livrar-se desse fardo, mas sem simplesmente desistir dele. Ah, mas ela é indecisa, alguns dirão. Talvez, mas não é apenas isso. Há uma parte de Kim que gostaria de trocar seus tailleurs bem recortados pelo equivalente feminino dos ternos espalhafatosos de Jimmy. Kim tem Giselle Saint Claire em seu coração, por assim dizer.

Esse seu conflito interno fica evidente quando ela confronta Rich, o sócio sênio do escritório onde trabalha, e que já farejou exatamente essa ambiguidade nela. Mas sua reação quando ele oferece justamente o que ela quer – largar Mesa Verde – é justamente o oposto, como uma criança que só passa a ligar para seu brinquedo antigo novamente quando sua mão diz que vai doá-lo. Esse conflito a corrói, pois, diferente de Jimmy, ela não consegue se sentir à vontade com seus impulsos e isso não pode acabar muito bem profissionalmente para ela, pelo menos não enquanto ela não souber manter um equilíbrio interno ou permitir que uma “personalidade” tome conta da outra.

E se esse subtexto melancólico e sombrio já fica saliente logo abaixo da superfície do lado Jimmy-Kim do episódio, ele é pujante na narrativa focada em Mike, que se recupera de seu ferimento quase auto-infligido em um vilarejo mexicano de casas de barro batido com uma incongruente fonte moderna e preta no centro da praça com a inscrição que dá o título do episódio. Como muita gente lembrará, Max é o apelido de Maximino Arciniega, químico e parceiro de Gus em sua empreitada criminosa que Hector Salamanca assassina a mando de Don Eladio Vuente, chefão do cartel de drogas. Tenho para mim, porém, que Max foi mais do que apenas um parceiro de negócios de Gus e os dois eram amantes.

Essa fonte de pedra preta é como uma chaga, uma marca disforme – apesar de completamente geométrica – que parece representar não exatamente uma homenagem pura a Max por Gus, mas sim o desejo de vingança que sai da boca de Gus como uma pústula ao final do episódio. Mike, que está perdido também entre sentimentos conflitantes, precisa ser resgatado e Gus sabe muito bem disso, oferecendo-lhe mais uma vez um lugar ao seu lado. O contraste desses sentimentos pesados com toda a ambientação bucólica e serena ao redor torna tudo ainda mais terrível e corrosivo.

Dedicado a Max é uma metade de temporada da mais alta categoria que nos faz gargalhar ao mesmo tempo em que tememos pelos nossos personagens queridos. É como quando alguém faz uma brincadeira particularmente espirituosa sobre coisa séria, transformando a risada espontânea em algo que depois, em retrospecto, sentimos vergonha de ter soltado.

Better Call Saul – 5X05: Dedicado a Max (EUA, 16 de março de 2020)
Criação: Vince Gilligan, Peter Gould
Showrunner: Vince Gilligan, Peter Gould
Direção: Jim McKay
Roteiro: Heather Marion
Elenco: Bob Odenkirk, Jonathan Banks, Rhea Seehorn, Patrick Fabian, Michael Mando, Tony Dalton, Giancarlo Esposito, Lavell Crawford, Max Arciniega, Javier Grajeda, Josh Fadem, Hayley Holmes, Peter Diseth, Don Harvey, Dean Norris, Steven Michael Quezada
Produtoras: High Bridge Productions, Crystal Diner Productions, Gran Via Productions, Sony Pictures Television
Canal original: AMC
Distribuição no Brasil: Netflix
Duração: 46 min.

Crítica | Grace and Frankie – 6ª Temporada

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas das temporadas anteriores. 

Grace and Frankie é uma série deliciosa em sua premissa e execução, com a quadra de atores principais na terceira idade dando shows de atuação. Os criadores e showrunners Marta Kauffman e Howard J. Morris vinham acertando com constância desde a 1ª temporada, sempre trazendo frescor à narrativa. A única temporada que considero um tropeço é a 5ª, que experimenta um caminho menos coeso, fragmentando sua história em pequenas narrativas que mais parecem esquetes. A esperança era de que, nas duas temporadas finais, a série voltasse aos eixos e é alvissareiro notar que é sem dúvida isso que vemos agora na 6ª.

Ao final de minha crítica anterior, mencionei que era importante, agora com Grace casada com Nick, que os showruuners tivessem coragem para abraçar o novo status quo, evitando a reversão ao estado anterior acontecesse de imediato. Fazendo justamente isso, a temporada faz com que a manutenção de Grace e Nick como um casal seja um de seus eixos centrais, inclusive introduzindo um novo cenário fixo, o  nababesco apartamento do bilionário em San Diego com um sofá que serve de catalisador para que Grace perceba que tem problemas para levantar-se, o que leva à criação, por Frankie, do Rise Up (ou “Ascensão”, em português), um vaso sanitário que levanta o usuário e que é outro eixo narrativo da temporada.

Em outras palavras, no lugar de correr para “apagar” Nick da vida de Grace e fazê-la voltar à casa de praia com Frankie, os roteiros usam essa circunstância – que sim, nada contra a própria premissa da série, o que a torna justamente mais valorosa – para criar uma história relevante ao redor, unindo as duas ainda mais e formando um trio, já que a hilária Joan-Margaret aboleta-se junto à Frankie, para evitar a solidão da hippie octogenária (septuagenária na série). Toda essa dinâmica é muio bem trabalhada, inclusive a que coloca Nick na equação como o marido genuinamente apaixonado por sua nova esposa e que tenta fazer de tudo para agradá-la, inclusive permitir Frankie e sua vida muito mais do que o razoável. É bem verdade que há momentos em que Nick desaparece da história, deixando Grace e Frankie no cenário da casa de praia como se juntas morassem, mas, mesmo que isso incomode um pouco, não é algo que realmente desfaça o casamento sem desafazê-lo, mas sim uma escolha perfeitamente lógica de manter o relacionamento das duas como mola mestra desse lado da história.

É o outro lado da história, que aborda o relacionamento de Sol com Robert que carece de frescor. Há uma repetição temática – o câncer de Sol no lugar dos problemas cardíacos de Robert – que não acrescenta muita coisa ao desenvolvimento dos dois. Ainda é sensacional ver a dupla de atores veteranos claramente divertindo-se como um casal gay que demorou décadas e décadas para sair do armário, mas toda a narrativa, aqui, parece ficar em segundo plano, quase que como um mero apoio ao casal de amigas traídas.

Por outro lado, é uma felicidade perceber que Kauffman e Morris estabeleceram um terceiro vértice narrativo que coloca Brianna nos holofotes. A personagem de June Diane Raphael sempre teve um potencial cômico que ganhava destaque aqui e ali, mas que jamais havia sido brindada com uma história completa e própria. Aqui, porém, o erro é corrigido, já que Brianna tem que lidar com seu relacionamento com Barry (Peter Cambor, outro ótimo comediante) de maneira mais direta e com amplo espaço que nos leva a situações hilárias que vão desde a impregnação do casal de lésbicas com o esperma de Barry durante a Comic-Con até uma proposta muito peculiar de “casamento”. Se eu pudesse eleger um spin-off de Grace and Frankie para ser produzido, ele seria facilmente Brianna and Barry.

No entanto, olhando de maneira mais holística para a temporada e seu encaixe em toda a série, apesar de o nível ter subido muito em relação à desapontadora temporada anterior, já está mesmo na hora da série acabar. Seguir indefinidamente com uma obra dessa natureza é inevitavelmente voltar aos mesmos assuntos seguidas vezes. Tudo bem que o novo produto para idosos de Grace e Frankie e a separação das duas foram aspectos muito bem conduzidos pelo roteiro, mas esses assuntos são recorrentes e não há muito mais leite a ser tirado dessa pedra. A escolha de terminar tudo em mais uma temporada (que terá 16 episódios, a maior de todas), portanto, é mais do que acertada, permitindo que, se tudo der certo, a sensacional quadra de ases da terceira idade encerrem as histórias de seus personagens por cima.

Grace and Frankie – 6ª Temporada (Idem, EUA – 18 de janeiro de 2019)
Showrunners: Marta Kauffman, Howard J. Morris
Direção: Marta Kauffman, David Warren, Ken Whittingham, John Hoffman, Betty Thomas, Marta Cunningham, Ken Whittingham, Rebecca Asher, Alex Hardcastle
Roteiro: Marta Kauffman, Howard J. Morris, David Budin, Brendan McCarthy, Julie Durk, John Hoffman, Julieanne Smolinski, Alex Burnett, Barry Safchik, Michael Platt, Brooke Wied, Elena Crevello, Alex Levy, Ben Siskin, Alex Kavallierou
Elenco: Jane Fonda, Lily Tomlin, Sam Waterston, Martin Sheen, Brooklyn Decker, Ethan Embry, June Diane Raphael, Baron Vaughn, Peter Cambor, Ernie Hudson, Tim Bagley, Michael Charles Roman, Brittany Ishibashi, Millicent Martin, Lindsey Kraft, Peter Gallagher, Michael McKean
Duração: 25-32 min. por episódio (13 episódios)

Crítica | Perdidos no Espaço – 2ª Temporada

  • spoilers. Leiam, aqui, as críticas da temporada anterior e de todo nosso material sobre Perdidos no Espaço.

Voltando com a 2ª temporada mais de um ano e meio depois da completa reimaginação da famosa série sessentista, a versão de Perdidos no Espaço do Netflix é, em poucas palavras, uma gostosa aventura espacial que reúne os melhores elementos que as pegadas camp e realista – antitéticas por natureza – podem oferecer. E o segundo ano da série desenvolvida por Matt Sazama e Burk Sharpless com base em criação de Irwin Allen e comandada por Zack Estrin só reitera essa conclusão, já que ele apara arestas, expande esse universo e apresenta novas situações que mantém o espectador constantemente grudado na telinha.

Iniciando sete meses após os eventos da 1ª temporada, vemos os Robinsons, Don West (Ignacio Serricchio) e a Dra. Smith (Parker Posey) perdidos em uma minúscula faixa de areia em um planeta tomado de água e uma atmosfera irrespirável. É Natal e a família toda reunida comemora a data da melhor forma possível, com o episódio inaugural investindo sem pudor na abordagem “família” que a série original tinha, além de trabalhar a vilanesca Smith da melhor forma possível dentro dessa estrutura limitada.

Quando os dois episódios iniciais se encerram lidando com esse planeta em questão, fica a impressão de que o showrunner investirá em “planetas da semana” como forma de contar sua história, mas isso logo se dissipa quando nossos heróis conseguem retornar para a Resolute, retrabalhando a conexão de Will com o robô que, por sinal, permanece sumido por nada menos do que seis episódios, uma aposta arriscada, mas que dá certo, já que abre espaço para as relações humanas com outros personagens que vão ao pouco sendo introduzidos.

Em outras palavras, não temos, aqui, a fórmula mestre da série original. Não são só os Robinsons mais Don West mais Doutora Smith que jogam o jogo nessa reformulação e, francamente, essa escolha é muito bem-vinda, até porque eles permanecem com o protagonismo absoluto, mas com um ecossistema ao redor que permite que os roteiros trabalhem histórias melhores, todas elas ancoradas nos mistérios sobre a verdadeira natureza dos seres cibernéticos que, como descobrimos em detalhes, são absolutamente toda a base da ciência por trás da nave migratória terráquea, com a introdução de Espantalho, um robô violentamente escravizado para o propósito de navegar pelo espaço.

O mote geral é a história de amadurecimento clássica, com Will (Maxwell Jenkins) e o próprio robô (Brian Steele) no epicentro dessa narrativa. O jovem Jenkins mostra mais uma vez ser coração puro e é perfeitamente possível ver como ele mudou não só fisicamente, mas mentalmente de uma temporada para outra, com roteiros que não tornam o personagem apenas mais uma criança para simpatizarmos, mas sim alguém com quem podemos criar empatia imediata. E o mesmo pode ser dito, mais uma vez, do excelente robô de Steele, criado por meio de uma magnífica fusão de efeitos práticos com CGI e um ótimo trabalho de mixagem e edição de som. Falando pouco, mas transmitindo muito, o robozão é de se aplaudir.

Mas o tema amadurecimento perpassa pelos demais jovens Robinsons. Judy (Taylor Russell), a mais velha dos três filhos do casal, é a primeira a se tornar adulta em idade e aquela que carrega nos ombros a responsabilidade de manter a família unida, tendo um passado complicado com seu pai adotivo John (Toby Stephens) que é trabalhado com curtos e eficientes flashbacks que são mais bem inseridos aqui do que os das 1ª temporada foram, demonstrando que os roteiristas aprenderam com seus erros. Penny (Mina Sundwall) é mantida como a “filha inútil” que precisa aprender a viver como sendo a menos científica dos Robinsons, algo que é logo abordado com a ótima ideia de colocá-la como biógrafa da família e fazer com que seu livro – Perdidos no Espaço, claro! – seja um elemento narrativo importante para a primeira metade da temporada.

Maureen (Molly Parker) e John continuam como o carismático casal que se vê tendo que proteger seus filhos de um lado e de resolver absolutamente todos os problemas que aparecem na temporada, desde achar água em um poço até organizar, da noite para o dia, um motim. É aqui que o aspecto camp da série mais se sobressai, com aquelas divertidas conveniências narrativas e soluções e salvamentos de último segundo que fazem parte do DNA de Perdidos no Espaço e que funcionam muito bem ao longo dos 10 episódios da temporada. Afinal, ver Toby Stephens mais uma vez encarnando o Capitão Flint de Black Sails logo no começo da temporada ao velejar a Júpiter 2 não tem preço, não é mesmo? Mas, brincadeiras à parte, mesmo eles precisam crescer e enxergar que seus filhos já não são mais os mesmos e que eles precisam de liberdade para fazer o que escolherem.

E, claro, Parker Posey toma controle absoluto de sua Dra. Smith, com o texto da temporada emprestando-lhe mais nuances e camadas que são muito bem exploradas em momentos críticos, como quando ela precisa avisar Maureen de um perigo, mas acaba não conseguindo por não conseguir “enfrentar” seu próprio bloqueio psicológico em relação a Samantha (Nevis Unipan), filha do homem que matara na temporada anterior. Assim como os demais, esse conflito interno na famigerada Dra. traz desenvolvimento para a personagem e Posey faz uma composição perturbadora e que se diferencia bastante ao mesmo tempo que presta homenagem ao clássico personagem criado por Jonathan Harris.

Os únicos problemas da temporada estão no lado “vilões do momento”. O primeiro deles, Hastings (Douglas Hodge), ganha um enorme alargamento que, apesar de conectar-se com o “pecado original” de Maureen ao alterar os resultados dos teste de Will para fazê-lo ser elegível para Alfa Centauro, não consegue sair da unidimensionalidade vilanesca absoluta. Ele é como um feitor de escravos capaz de tomar todas as piores decisões possíveis em um pacote único e conveniente, somente para dar de cara com os Robinsons. O outro vilão do momento é Ben Adler (JJ Feild) que até ganha aquela aura de “personagem multidimensional”, mas que não passa de bucha de canhão, criado com todo o cuidado possível para ele ser literalmente incinerado ao final. Pelo menos Feild consegue convencer nos sentimentos de seu personagem quase tão raso quanto o de Hodge.

Entretenimento do mais alto gabarito, com ótimos efeitos práticos e de computação gráfica, Perdidos no Espaço é ficção científica que sabe respeitar o material fonte sem medo de alterá-lo para o bem da narrativa e que traz aventuras no estilo clássico, mas com roupagem moderna para encantar a audiência de todas as idades. Diversão, Will Robinson!

Perdidos no Espaço – 2ª Temporada (Lost in Space – Season 2, EUA – 24 de dezembro de 2019)
Desenvolvimento:  Matt Sazama, Burk Sharpless (com base em criação de Irwin Allen)
Showrunner: Zack Estrin
Direção: Alex Graves, Leslie Hope, Jon East, Tim Southam, Jabbar Raisani, Stephen Surjik
Roteiro: Matt Sazama, Burk Sharpless, Zack Estrin, Liz Sagal, Kari Drake, Vivian Lee, Katherine Collins, Daniel McLellan
Elenco: Toby Stephens, Molly Parker, Taylor Russell, Maxwell Jenkins, Mina Sundwall, Ignacio Serricchio, Parker Posey, Brian Steele, Ajay Friese, Sibongile Mlambo, JJ Feild, Sakina Jaffrey, Tattiawna Jones, Jarret John, JJ Feild, Douglas Hodge, Nevis Unipan
Duração: 447 min. (10 episódios no total)